Calor continua e temperaturas máximas ficarão próximas dos 30ºC nas capitais

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O calor dos últimos dias deve permanecer até a chegada de 2017. Para o dia 31, as capitais brasileiras registrarão máximas entre os 28ºC e os 36ºC, de acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Teresina (PI) pode ter o réveillon mais quente do País, com previsão de máxima de 37ºC, superando os 36ºC do Rio, que enfrenta tempo quente e encoberto na despedida de 2016.
 
Em São Paulo, a previsão é de estabilidade até quinta-feira, 29, com tempo encoberto e possíveis pancadas de chuva na sexta, 30, e no sábado, 31. A máxima para o dia da virada é de 34ºC, com mínima de 23ºC, segundo o Inmet. Ainda na região Sudeste, Belo Horizonte e Vitória devem ter temperaturas de até 33ºC.
 
Na região Sul, que teve sensação térmica de 50ºC em Criciúma (SC) na segunda-feira, 26, as três capitais devem se despedir de 2016 com chuva. Em Porto Alegre e Florianópolis, a previsão de máxima é de 30ºC, e, em Curitiba, é de 29ºC.
 
Com 37ºC, Teresina lidera as máximas na região Nordeste, na qual o tempo deve permanecer estável e ensolarado, com máximas de 28ºC (Salvador e Maceió), 29ºC (Fortaleza, Natal, São Luís e João Pessoa) e 30ºC (Recife e Aracaju).
 
No Centro-Oeste, Goiânia tem previsão de máxima de 33ºC, seguida de Cuiabá (32ºC) e Campo Grande (29ºC), enquanto, no Distrito Federal, Brasília deve ter temperaturas entre 19ºC e 30ºC.
 
Altas temperaturas também devem marcar o último dia do ano no Norte, com 32ºC (em Boa Vista), 31ºC (em Palmas, Belém e Porto Velho), 29ºC (em Rio Branco) e 28ºC (em Macapá e Manaus).

Cientistas descobrem sistema planetário com sete 'irmãs' da Terra

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Cientistas anunciaram nesta quarta-feira, 22, a descoberta de um sistema composto por sete planetas de tamanho comparável ao da Terra, na órbita de uma estrela "vizinha" do Sistema Solar De acordo com um estudo publicado na revista Nature, que descreve a descoberta, os seis planetas mais próximos têm temperaturas entre 0ºC e 100ºC - uma característica considerada indispensável para a eventual existência de vida.

"É a primeira vez que tantos exoplanetas desse tamanho são encontrados em um sistema planetário. Eles estão em órbita muito estreita entre si e muito próximas à sua estrela, mas ela é tão pequena que é fria, o que faz com que os planetas sejam temperados", disse o autor principal do estudo, o astrofísico belga Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica.

Os cientistas consideram que um determinado planeta está na "zona habitável" quando ele fica a uma distância de sua estrela que permitiria, teoricamente, a existência de água líquida em sua superfície. Quanto mais a estrela é quente, mais distante fica a zona habitável.

Segundo o estudo, o novo sistema planetário fica a 39 anos-luz da Terra - uma distância pequena para os padrões astronômicos. Os novos exoplanetas - como são chamados os planetas existentes fora do Sistema Solar - têm massa semelhante à da Terra e provavelmente também sejam rochosos, segundo os autores.

A descoberta partiu de estudos liderados por Gillon, cuja equipe relatou, em maio do ano passado, a detecção de três exoplanetas que orbitavam uma estrela anã extremamente fria, chamada Trappist-1 - uma estrela é tão pequena que não chega a ser muito maior que Júpiter e seu brilho é cerca de mil vezes mais fraco que o do Sol.

A partir de então, os autores conduziram um projeto de monitoramento intenso da Trappist-1, que permitiu identificar mais quatro exoplanetas.

Para a detecção e o estudo dos planetas do Sistema Trappist-1, foram usados o telescópio espacial Spitzer, da Nasa, e o Telescópio Liverpool, da Universidade John Moore de Liverpool, no Reino Unido.

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Ilustração com o conceito de como pode ser a superfície da TRAPPIST-1

Os cientistas concluíram que pelo menos três dos planetas podem ter oceanos de água em suas superfícies, o que aumentaria a possibilidade de que o novo sistema planetário possa abrigar vida. De acordo com Gillon, no entanto, será preciso fazer novos estudos para caracterizar cada um dos planetas.

"Conseguimos obter medidas e dados de seis dos sete planetas. Em relação ao planeta mais distante da estrela, porém, ainda desconhecemos seu período orbital e sua interação com os outros seis planetas", disse Gillon.

De acordo com ele, os seis planetas mais próximos da estrelas têm períodos orbitais - isto é, o tempo que o planeta leva para dar uma volta completa em sua estrela -, que vão de 1,5 a 13 dias. O fato de um "ano" nesses planetas durar apenas alguns dias ocorre porque eles estão muito próximos de sua estrela, que é muito pequena.

O planeta mais próximo da estrela é o mais rápido de todos: quando ele completa oito órbitas, o segundo, o terceiro e o quarto planetas perfazem, respectivamente, cinco, três e duas voltas ao redor da estrela. Com essa configuração, segundo os astrônomos, cada um dos planetas tem influência gravitacional nos outros.

Abundância

Na mesma edição da Nature, o estudo foi comentado pelo astrônomo Ignas Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda. Segundo Snellen, a descoberta feita pela equipe de Gillon reforça a ideia de que os planetas de masssa semelhante à da Terra são abundantes na Via Láctea.

"Nos últimos anos, cresceram as evidêncais de que planetas do tamanho da Terra são abundantes na Galáxia. Mas a descoberta de Gillon e sua equipe indicam que esses planetas são ainda mais comuns do que se pensava", escreveu Snellen.

Snellen acredita que a quantidade de exoplanetas rochosos possa ser até 100 vezes maior que a prevista. Segundo ele, isso acontece por causa do método usado para detectar exoplanetas, que se baseia na detecção de "trânsitos".

Quando um planeta passa diante de uma estrela (o trânsito), ele bloqueia uma ínfima parte de sua luz, mas o suficiente para que os cientistas detectem sua existência e calculem sua massa. Quando a estrela é pequena, o trabalho se torna mais fácil, porque a fração de sua luz bloqueada pelo planeta é maior.

"Estimamos que para cada planeta observado em trânsito, devam existir de 20 a 100 planetas que, da perspectiva da Terra, nunca passam diante de sua estrela-mãe - e por isso não podem ser observados", disse Snellen.

 

Rachel Sheherazade e Gregório Duvivier discutem (e usam memes) no Twitter

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Rachel Sheherazade e Gregório Duvivier protagonizaram uma briga daquelas no Twitter na última segunda-feira, 20. A jornalista já deixou claro que não é fã do humorista ao postar uma montagem em seu Instagram com artistas, entre eles Duvivier, que são declaradamente posicionados politicamente à esquerda, chamando-os de "idiotas inúteis".

Desta vez, ela resolver provocar o humorista de forma mais direta em suas redes sociais. Tanto no Twitter quanto no Instagram, Sheherazade postou um print de uma notícia antiga em que Duvivier é acusado de ter recebido dinheiro do Banco do Brasil para escrever textos a favor da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

ITEP já contabiliza 13 assassinatos em Ceará-Mirim

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O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) já contabilizou, entre a segunda-feira (20) até a manhã desta quarta (22), o recolhimento de 13 corpos de pessoas vítimas de crimes violentos letais intencionais, no município de Ceará Mirim.

Do total de corpos, 12 já foram identificados, sendo 9 deles através da necropapiloscopia (comparação de impressões digitais) e outros três pelo exame de arcada dentária, realizado pela odontologia legal. Uma das vítimas ainda não foi identificada devido à falta de procura dos familiares.

Vítimas identificadas:

Jacson Sidney Botelho Matos
Emanuel Klaiton Silva de Andrade, 18 anos
Kleberson Wendel Pereira da Silva, 25 anos
Eudes Costa de Andrade, 40 anos
Adelmakson Nascimento Sena, 25 anos
Marcos Antônio de Oliveira, 34 anos
Luciano Duarte Júnior, 27 anos
José Soares dá Silva, 17 anos
Marcílio Maurício Damasceno do Nascimento, 24 anos
Paulo Henrique Josué Soares, 19 anos
Wendison Silva Ferreira, 21 anos
Wanderson Emanuel Ferreira, 22 anos

Chuvas não devem abastecer os grandes reservatórios do estado em 2017, diz Emparn

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As chuvas previstas para cair no Rio Grande do Norte nos próximos três meses devem girar em torno de 500mm, o que não será suficiente para encher os grandes reservatórios. A tendência é de que as precipitações apresentem um comportamento próximo da normalidade climatológica em grande parte do norte do Nordeste, incluindo o estado.

A conclusão está no relatório da II Reunião de Análise e Previsão Climática para a Região Nordeste do Brasil, encerrada ontem (21) na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).

O encontro contou com a participação dos meteorologistas de instituições estaduais, além do INPE/INMET e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). De acordo com o gerente de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, as chuvas serão mais intensas em regiões como o Alto Oeste e Vale do Assu. Já em áreas como o Seridó, Agreste e Litoral as precipitações devem ser mais escassas.

Segundo ele, embora não sejam suficientes para abastecer os grandes reservatórios, poderão garantir, porém, “uma boa recarga de água nas pequenas bacias”

As previsões são de que choverá em quase todo o estado em condições próximas ao normal, assim como em quase todo o Ceará, Norte do Maranhão e do Piauí. Já a Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, parte norte da Bahia, central do Piauíe Sul do Ceará devem ficar com chuvas abaixo do normal e a faixa litorânia que vai do Sul potiguar ao norte baiano aparece nas previsões como área de baixa visibilidade.

No mês de março a reunião dos especialistas será realizada em Pernambuco, para a divulgação do prognóstico para a quadra chuvosa de abril a junho, para o Nordeste, evidenciando principalmente a região leste.

Para chegar ao prognóstico climático para o período de março, abril e maio de 2017 na Região Nordeste do Brasil, os meteorologistas analisaram campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, como vento em superfície e em altitude, pressão ao nível do mar, temperatura da superfície do mar, entre outros, somados a dados estatísticos de diversas instituições de meteorologia do Brasil (como a FUNCEME, INMET, CPTEC/INPE) e do exterior.

Segundo concluíram, há uma condição de neutralidade no oceano Pacífico equatorial, com algumas pequenas áreas na parte central ainda apresentando anomalias negativas de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) alcançando até -1ºC.

“O enfraquecimento do Fenômeno La Niña ocorreu de acordo com os resultados dos modelos de previsão de anomalia de TSM, e a condição de neutralidade deverá prevalecer no Oceano Pacifico equatorial nos meses de março, abril e maio”, diz o relatório do encontro.

Já no Oceano Atlântico, as águas estão mais aquecidas do que o normal em toda a bacia tropical, porém, com aquecimento ligeiramente mais pronunciado em termos de abrangência de áreas aquecidas na bacia norte, de forma que o dipolo do Atlântico, ou seja, fenômeno oceano/atmosférico que inibe ou aumenta a formação de nuvens, apresentou, em janeiro, índice de +0,31, indicativo de uma condição ainda não favorável ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical, (ZCIT), sobre o setor norte do Nordeste.

Isso indica, segundo os meteorologistas, que as áreas mais ao norte da região serão beneficiadas com as chuvas provenientes da atuação desta Zona de Convergência, enquanto que as áreas mais ao sul da região serão pouco influenciadas pelas chuvas deste sistema meteorológico. Devido a algumas variabilidades, como cobertura vegetal, proximidade do oceano e efeitos topográficos, os especialistas sugerem o acompanhamento das previsões diárias de tempo, análises e tendências climáticas semanais, divulgadas pelos Núcleos de Meteorologia.

Fuzileiros da Marinha do Brasil realizam vistoria em Alcaçuz

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A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, recebeu ontem a vistoria de fuzileiros navais. O grupo militares da Marinha do Brasil realizou a busca por armas, drogas e aparelhos celulares no Pavilhão 5 da unidade prisional, como é mais conhecido o Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga. Foram encontrados 2 celulares, 2 chips de celulares, 114 armas brancas e 26 outros itens proibidos.

A ação faz parte da “Operação Varredura”. O objetivo é retirar materiais alheios à estrutura prisional. O Pavilhão 05 é a quinta unidade a ser vistoriada pelas Forças Armadas desde o ínicio do ano. A medida decorre da rebelião ocorrida no presídio de Alcaçuz, em 14 de janeiro, que resultou na morte de 26 pessoas. Até o momento, já foram inspecionadas a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), em Parnamirim, a Penitenciária Agrícola Dr. Mario Negócio e a Cadeia Pública de Mossoró, ambas em Mossoró, e o Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, na zona Norte de Natal.

Para o serviço de busca e vistoria, os fuzileiros não têm qualquer contato com os detentos. Os militares contam com o auxílio de agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE), unidade de elite da Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc). Nas áreas externas das unidades prisionais, o apoio é feito por homens da Polícia Militar.

Ontem, 21, o presidente Michel Temer editou a Medida Provisória 769 para abrir crédito extraordinário de R$ 100 milhões em favor do Ministério da Defesa. O recurso será destinado ao apoio logístico para emprego das Forças Armadas no Sistema Penitenciário Brasileiro e no reforço da Segurança Pública nos Estados. O montante vai servir para a manutenção dos trabalhos no Rio Grande do Norte, bem como nos outros estados que enfrentaram rebeliões sangrentas, como Amazonas e Roraima.

A cooperação entre os entes locais e federais no combate ao crime organizado e na modernização dos presídios é um dos pontos do Plano Nacional de Segurança Pública, lançado pelo governo federal em janeiro em meio à crise no sistema prisional em diferentes estados, que já resultou na morte de mais de 100 detentos.

O apoio do Ministério da Defesa será dado mediante a demanda dos governadores. Para isso, eles devem solicitar ao presidente um decreto de Garantia da Lei da Ordem (GLO), o instrumento legal que vai determinar o envio dos militares. Nesse caso, o comando da operação fica a cargo das Forças Armadas.

Os militares só entrarão nos estabelecimentos prisionais depois que as forças policiais locais garantirem que não há risco. Os militares não terão contato com os presos, que deverão ser retirados das celas e demais dependências durante a inspeção em busca de armas, drogas e aparelhos celulares. As Forças Armadas também vão oferecer treinamento para que as próprias forças de segurança pública estaduais façam inspeções regulares.

A vistoria nos presídios é uma das diversas ações promovidas pelo Ministério da Justiça para redução da violência no Rio Grande do Norte. Desde o último dia 17, Natal recebe efetivo da Força Nacional. Os agentes de segurança realizam operações conjuntas com as policiais federal, rodoviária federal e estaduais. Os homens estão montaram barreiras em vias estratégicas e fazem patrulhas urbanas em locais de alto risco. Os policiais militares da Força realizam abordagens a pessoas e buscas e varreduras em veículos, com o intuito de apreender armas, drogas ilegais e outros objetos roubados ou ilícitos.

Vale lembrar que na última segunda-feira, 20, o Ministério da Justiça autorizou a atuação da Força Nacional no Rio Grande do Norte por 180 dias. O foco da iniciativa está na redução de homicídios dolosos, feminicídios e violência contra a mulher; racionalização e modernização do sistema penitenciário; e combate integrado à criminalidade organizada transnacional (especialmente tráfico de drogas e armas) e ao crime organizado dentro e fora dos presídios.

O Plano Nacional de Segurança Pública foi lançado em janeiro, em meio à crise no sistema prisional em diferentes estados nos primeiros dias do ano, que já resultou na morte de mais de 100 detentos. Com a iniciativa, o governo federal pretende reduzir em 7,5% o número anual de homicídios dolosos nas capitais do país em 2017. A partir de 2018, a meta será ampliada para cerca de 200 cidades no entorno das capitais.

Segundo o Ministério da Justiça, entre as principais ações do plano está a montagem do Núcleo de Inteligência, que envolverá as áreas de inteligência das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil e do estado e as áreas de inteligência penitenciária federal e estadual. Um mapa, atualizado em tempo real, marcará as áreas de incidência de crimes e outras informações, possibilitando a execução de operações específicas no combate à criminalidade.