Censo do sistema carcerário nacional pode custar até R$ 18 milhões

Compartilhe esse conteúdo

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), falou ao presidente Michel Temer, no último sábado, que a realização de um censo do sistema carcerário nacional pode custar até R$ 18 milhões. Seriam necessárias verbas do governo federal para a execução dos trabalhos.
 
A crise do sistema penitenciário foi o principal assunto da conversa de 2h40 entre Temer e Cármen Lúcia no último sábado, na residência da ministra, em Brasília. A iniciativa do encontro partiu do presidente.
 
O censo com informações detalhadas de cada presidiário no Brasil é uma das propostas que Cármen Lúcia vem encampando dentro desta área. Ela já teve reuniões com o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Rabello de Castro, e com representantes do Exército Nacional para tratar do assunto.
 
Um dos pontos que ainda não estão definidos no projeto de Cármen Lúcia é como será feita a coleta de informações. Apesar da possibilidade de o IBGE apoiar, há alguns casos em que pode ser necessária a ajuda da pastoral carcerária.
 
O objetivo do censo seria a obtenção de um diagnóstico mais preciso do quadro nacional. Cármen e o CNJ entendem que os dados disponíveis no Brasil estão bastante defasados. Não se sabe hoje sequer quantos presos existem no Brasil.
 
Conforme o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, antecipou na terça-feira, 3, o censo tem dois principais pontos. O primeiro é fazer o cruzamento dos dados que o poder Executivo obtém dos gestores prisionais com os dados do Judiciário - somando o levantamento nacional de informações penitenciárias feito pelo Ministério da Justiça (Infopen) e o banco de dados do próprio CNJ, o Geopresídios. 
 
Em seguida, a ideia é criar o cadastro nacional de presos, individualizado, com a situação processual e as informações sobre há quanto tempo está preso, há quanto tempo aguarda julgamento e se ele já estaria preso além do tempo que deveria.
 
Com base no censo e no cadastro, o CNJ pretende lançar luz sobre onde estão os problemas do sistema penitenciário. Um dos benefícios seria ajudar a diminuir a superlotação, um dos pontos mais urgentes na crise carcerária.
 
Grupo de trabalho
 
Ainda nesta semana, é esperado que Cármen Lúcia publique uma portaria do CNJ para criação do grupo de monitoramento e fiscalização que vai cuidar de, em um prazo de 30 dias, apurar todas as questões envolvendo o sistema carcerário do Amazonas. 
 
É possível que Roraima também faça parte do escopo da atuação do grupo, que terá integrantes do Ministério Público, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da área de controle penitenciário. Deve ter cinco a seis pessoas, especializadas na área e com atuação relacionada ao Poder Judiciário. Os nomes ainda estão sendo definidos.

Bloco da Favorita recebe quase 80 mil foliões em Copacabana

Compartilhe esse conteúdo

Tradicionalmente, o samba é ritmo predominante do carnaval de norte a sul do país. Alheio à tradição, o Bloco da Favorita reuniu cerca de 80 mil pessoas, entre anônimos e famosos, e ocupou as pistas da Avenida Atlântica em Copacabana, na zona sul da cidade, ao ritmo do funk, para fazer a alegria dos foliões.

Desde as primeiras horas da manhã de hoje (25), primeiro dia de carnaval, os foliões desembarcaram nas estações do metrô espalhadas pelos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, em busca dos muitos blocos que se apresentam pelas ruas e avenidas dos bairros.

Fantasias diversas deram o tom da festa. Em frente à Estação Metrô Arcoverde, em Copacabana, Thais Leitão, 33 anos, moradora de Porto Alegre, de peruca avermelhada, tomava café da manhã em uma das muitas lanchonetes do bairro, preparando-se para seguir o Bloco da Favoritas.

Anônima entre os centenas de milhares de turistas que vieram curtir os mais de 300 blocos que farão a festa do Carnaval de rua da cidade até a próxima terça-feira, último dia oficial de folia, Thais alugou um quarto na casa de uma amiga para que pudesse sair sair atrás “do maior número de blocos possíveis”.

“Eu já morei na cidade, adorava o carnaval e estou aqui, de volta, para curtir a festa. Já estive ontem na Praça 15, curtindo o Carnametal, um bloco que utiliza o metal como instrumento, tocando rock em ritmo de carnaval. E agora estou aqui, só no suquinho, esperando a festa, quando a cerveja passará a ser a bebida da vez. Dentro de instantes, irei para o posto seis para acompanhar o Bloco da Favorita”, disse.

Ainda na Arcoverde, Cláudia de Castro, moradora de Niterói, veio de barca do outro lado da Baía de Guanabara para seguir atrás da Favorita. “Em Niterói, os blocos e o percurso são pequenos e o som, ruim. Então, influenciada por minha filha [Eduarda de Castro, de 15 anos] estamos aqui. Vamos lanchar e seguir para a Júlio de Castilhos, para acompanhar o Favoritas”.

Já mais próximo ao local de concentração do Bloco da Favorita, na saída da estação do Metrô da Rua Bulhões de Carvalho, um grupo de cerca de 15 amigos, todos de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, desembarcavam para brincar e seguir o bloco.

Iuri Baraçal, de 25 anos, era só euforia. “A distância é o de menos. É um dos blocos mais famosos da cidade, só tem gente bonita e viemos para nos divertir ao ritmo do funk”, disse, ao lado da namorada Andressa Carvalho, de 21 anos.

Para ela, carnaval, além de diversão, é cultura popular “e a Favorita é um bloco que chama muito a atenção, por ser um dos blocos mais populares hoje na cidade, toca funk – um ritmo que eu gosto – e é também uma oportunidade para ver pessoas famosas, bonitas e aproveitar a cultura do carnaval”.

De Realengo para Copa

Alegria era o que não faltava para MK Maravilha. O morador de Realengo, zona norte da cidade, não quis se identificar. Ele desembarcou acompanhado de amigos e amigas, todos fantasiados de mulher maravilha. “Eu vim de Realengo, porque aqui na zona sul tem os melhores blocos e muito menos confusão. Estou linda e maravilhosa e um arraso como mulher maravilha. Os óculos escuros, eu uso para que minha namorada não me veja olhando para outras garotas durante o desfile”, disse.

Também moradora da zona norte, Luana Vianna, de 21 anos veio do Engenho Novo, aproveitando a facilidade proporcionada pelo metrô para brincar o carnaval na zona sul. “Eu trabalho em um hotel aqui perto, tenho muitos amigos por aqui e vamos nos juntar aos que estão vindo comigo para formar uma turma grande e nos divertir.

Favorita

Fundado em 2013 e relativamente novo na cidade, o Bloco da Favorita toca predominante funk e já reúne uma legião de seguidores de norte a sul da cidade. Este é o quarto ano em que o bloco desfile pela Avenida Atlântica.

Recheado de personalidades, como o MC Duduzinho, cantor do bloco, ou ainda a atriz Juliana Paes, a madrinha, e das atriz Sheron Menezes, Bruna Marquezine, Ísis Valverde e Letícia Lima.

Duas horas de viagem

Para seguir o Bloco Favorita, o jovem casal Gustavo Aber e Rafaela Machado, de 20 e 19 anos, enfrentaram mais de duas horas de viagem, boa parte de trem, para chegar a Copacabana.

“Saímos de Paracambi no trem de 6h43, e voltaremos para lá hoje mesmo. O que motiva vir é que queríamos nos divertir, e lá em Paracambi não tem nada. No ano passado, enfrentamos a mesma aventura para acompanhar o Sargento Pimenta [bloco que toca músicas dos Beatles em ritmo de Carnaval]”.

 

“A verdade é que gastamos mais tempo de viagem do que no bloco, além do dinheiro gasto, é claro: são quatro passagens de trem e quatro de metrô para os dois, sem falar na comida e na bebida. São R$ 40 só de passagem”.

"Se vale a pena, “claro que vale: nós talvez não voltemos este ano por causa da grana. Mas o importante é nos divertirmos pelo menos uma vez e no próximo ano estaremos de volta, sem dúvida”, garantiu Aber.

Empolga

Fundado em 2003, com concentração e desfile muito próximos ao Bloco da Favorita, mas com menos foliões – apenas 110 integrantes – o Bloco Empolga às 9 também fez diversos seguidores na Avenida Atlântica.

Com variedade de ritmos, em uma viagem musical que vai do rock ao axé e termina em carnaval, o bloco tem como presidente e fundador Bruno Brandão Magalhães.

“O Empolga às 9 é, na verdade, uma salada musical. Temos uma oficina que ensaia o ano inteiro e viajamos por diversos ritmos por cerca de três horas. Vamos de sambas clássicos a marchinhas de carnaval, passando pelo frevo, pelo maracatu, até o axé. que estaremos tocando pela primeira vez este ano. Fazemos uma releitura retrô da musica brasileira. Mas o importante é que nos divertimos", afirmou o fundador do bloco.

Ligar de telefone fixo para celular está mais barato

Compartilhe esse conteúdo

As ligações feitas de telefones fixos para celulares estão mais baratas a partir deste sábado (25). Os valores das chamadas locais tiveram uma redução entre 16,49% e 19,25% e, para as ligações interurbanas, a queda é entre 7,05% e 12,01%, dependendo da empresa.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a queda no custo das ligações se deve à redução das tarifas de interconexão, que é o valor cobrado de uma empresa pelo uso da rede de outra operadora para a realização de ligações. Desde 2014, a tarifa de interconexão vem caindo e novas reduções devem ocorrer até 2019, segundo previsão da Anatel.

A redução das tarifas vai beneficiar os 41,8 milhões de assinantes de telefone fixo do país. Ao mesmo tempo em que a tarifa é reduzida, as empresas de telecomunicações devem aumentar os investimentos na ampliação de suas redes, na melhoria da qualidade de serviços e no atendimento aos consumidores, conforme determinações da Anatel.

Cientistas dizem ter suprimido vírus HIV do organismo de cinco pessoas

Compartilhe esse conteúdo

Um grupo internacional de cientistas afirma ter conseguido suprimir o vírus HIV dos organismos de cinco pacientes infectados - e impedir que ele voltasse a se replicar-, substituindo o uso diário de drogas antiretrovirais por uma nova terapia com base em vacinação.

No estudo, conduzido ao longo de três anos, os cientistas combinaram duas novas vacinas experimentais contra o HIV com uma droga amplamente utilizada no tratamento de câncer. Depois do tratamento, o vírus teria sido suprimido em cinco dos 24 pacientes que participaram do experimento.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na semana passada, na Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas, realizada em Seattle, nos Estados Unidos, de acordo com a revista de divulgação científica New Scientist.

Embora os resultados sejam considerados animadores, os próprios autores alertam que será preciso realizar novos estudos e, principalmente, acompanhar os pacientes por mais tempo. Segundo eles, tratamentos desenvolvidos antes aparentemente curavam as pessoas infectadas com o HIV, mas o vírus acabava voltando depois de algum tempo.

A maior parte das pessoas infectadas com o HIV precisa tomar drogas antiretrovirais diariamente para impedir que o vírus se replique, causando danos ao sistema imune. Essas drogas precisam ser tomada ao longo de toda a vida, porque o vírus pode ficar oculto nas células de certos tecidos e, sem a medicação, acaba ressurgindo rapidamente.

Com o novo tratamento, porém, os pesquisadores dizem ter conseguido eliminar o vírus e fazer com que o próprio organismo dos pacientes se encarregasse de impedir seu ressurgimento.

O grupo de pesquisadores foi liderado por Beatriz Mothe, do Instituto de Pesquisa sobre Aids IrisCaixa, em Barcelona (Espanha). Há três anos eles iniciaram os testes em 24 pessoas que haviam sido diagnosticadas recentemente com o HIV. Os pacientes receberam duas vacinas, desenvolvidas por cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido), além de drogas antiretrovirais.

Em 2017, 15 dos pacientes receberam mais uma dose de uma das vacinas, seguida por três doses de romidepsin, uma droga anticâncer que havia mostrado potencial para impedir que o HIV se escondesse. Depois, os pacientes tomaram mais uma dose de vacina e pararam de tomar os antiretrovirais.

Em 10 dos pacientes, o vírus voltou rapidamente e eles tiveram que retomar o uso dos antiretrovirais. Mas cinco deles não precisaram voltar a tomar as drogas, porque o próprio sistema imune deles foi capaz de suprimir o vírus sozinho.

Segundo a New Scientist, um dos cinco pacientes já está há sete meses sem tomar os antiretrovirais. Os outros quadro estão livres do vírus por seis, 14, 19 e 21 semanas, respectivamente. Os pacientes serão acompanhados para que os cientistas verifiquem por quanto tempo seus organismos conseguem controlar o vírus por si sós.

De acordo com os autores do estudo, não está claro ainda porque o novo tratamento não deu certo para dois terços do grupo de pacientes.

 

Como funciona
As duas vacinas usadas no experimento possuem genes que comandam a produção de certas proteínas que também estão presentes em todas as linhagens do HIV. Uma dessas proteínas chega ao sangue e é reconhecida pelo sistema imune como invasora. Isso ativa um tipo de células de defesa do organismo - chamadas células-T citotóxicas CD8 - que se tornam capazes de reconhecer, atacar e destruir as células infectadas pelo HIV.

O segundo componente da terapia, o romidepsin, faz com que os vírus HIV adormecidos saiam de seu esconderijo e sejam atacados pelas células CD8.

 

Dados da OMS revelam que 30% dos brasileiros sofrem com disfunção erétil

Compartilhe esse conteúdo

Na visão masculina, falhar durante o sexo é algo que fere a virilidade. Falar sobre o tema então é quase impossível. O que a maioria dos homens não sabe é que o distúrbio tem ligação direta com a saúde física e psicológica. Hoje, a disfunção erétil afeta 15 milhões de brasileiros (o que corresponde a 30%), segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo esse o principal temor de 42% dos homens, segundo pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia, em parceria com a Bayer.

A disfunção erétil, também chamada de impotência sexual, é caracterizada pela dificuldade de ter ereção e mantê-la por tempo suficiente para que haja uma relação sexual completa. O distúrbio pode ser recorrente ou momentâneo e, na maioria dos casos, afeta homens dos 40 aos 69 anos de idade. No entanto, esse problema tem se tornado cada vez mais comum entre indivíduos da faixa etária dos trinta e poucos anos. Acredita-se que este novo cenário seja em virtude dos maus hábitos e de uma rotina desregrada e estressante, que impactam diretamente no organismo, afetando na manutenção de um corpo saudável.

Devido à resistência de tocar no assunto, muitos não sabem identificar os sintomas e as principais causas da impotência sexual. Para esclarecer o tema, o dr. Eduardo Bertero, urologista e chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia, aborda alguns pontos que eles precisam saber.

1. Apenas problemas psicológicos causam disfunção erétil?

Mito. As causas para a disfunção erétil podem ser físicas e psicológicas. Dentre os problemas físicos destaca-se a diminuição nos níveis de testosterona, obesidade, tabagismo, pressão alta, diabetes, colesterol elevado e sedentarismo. Já as causas psicológicas variam entre ansiedade, estresse e depressão. O excesso de álcool e o cansaço também são fatores que comprometem o desempenho sexual masculino; são as chamadas causas orgânicas, que podem afetar, de maneira pontual, homens de todas as idades.

2. O colesterol desregulado e a pressão alta afetam o desempenho sexual?

Verdade. Problemas no sistema circulatório podem impactar no desempenho sexual, pois dificultam o fluxo sanguíneo para o pênis. O colesterol desregulado, por exemplo, contribui com o acúmulo de placas de gordura na artéria peniana, o que restringe o fluxo e compromete a ereção. Já a pressão arterial elevada causa a rigidez e o estreitamento dos vasos sanguíneos, o que restringe o fluxo de sangue.

3. Pré-diabetes e diabetes podem contribuir para a impotência sexual?

Verdade. Níveis desregulados de glicose contribuem para o engrossamento da parede das artérias que irrigam o pênis, causando fluxo de sangue reduzido para o membro e levando à falta de ereção. Clinicamente, mais da metade dos homens que sofrem de diabetes podem desenvolver impotência sexual ao longo do tempo.

4. Impotência sexual é sinal de andropausa?

Depende. A andropausa é a diminuição dos níveis de testosterona, pode causar impotência sexual e comprometer o desempenho do homem durante a relação, mas isso não significa que todos os pacientes que apresentam dificuldade em manter a ereção tenham baixa produção de hormônio. “Além de existir diversos causadores da disfunção erétil, a andropausa é uma condição específica e comum a partir dos 60 anos ou em homens dentro dos fatores de riscos como, por exemplo, os obesos. Por isso, nem todos os pacientes com disfunção produzem pouca testosterona”, complementa dr. Bertero.

5. Existe solução para a impotência?

Verdade. Medidas como a prática de atividade física, alimentação balanceada, consumo moderado de bebidas alcoólicas e parar de fumar influenciam de maneira positiva no combate à impotência sexual, principalmente em homens que não apresentam causas físicas para o problema. Quando a disfunção se torna recorrente é aconselhável consultar o urologista para que a causa, seja ela psicológica ou física, possa ser identificada. Por meio de uma investigação, o especialista poderá definir a origem do problema e o tratamento mais indicado.Nos casos em que os fatores emocionais são os agentes causadores, recomenda-se o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Nas situações em que os indicadores são de ordem fisiológica, há opções como a vardenafila HCI (Levitra® ODT), terapia via oral e que pode ser ingerida momentos antes da relação sexual. Seu efeito começa após 15 minutos da ingestão e se prolonga por até 8 horas. “Além do tratamento, o paciente deve conversar com sua parceira para que juntos possam encontrar equilíbrio na intimidade da vida a dois. As mulheres são muito companheiras e sempre estão dispostas a ajudar. Em alguns casos, o problema une o casal, pois o homem precisa de apoio para se tratar e também de alguém de confiança que possa auxiliá-lo e ao mesmo tempo preservar sua intimidade”, finaliza o especialista.

Mesmo com chuvas, cresce o número de reservatórios em volume morto no RN

Compartilhe esse conteúdo

Apesar das chuvas registradas no Rio Grande do Norte nos últimos dias, o número de reservatórios de água em volume morto cresceu no estado. É o que aponta o último relatório do Instituto de Gestão das Águas (Igarn), divulgado nesta sexta-feira (24). De acordo com o instituto, o número de reservatórios em que não se pode captar água subiu de 12 para 15. Em compensação, o número de reservatórios secos diminuiu: eram 21, agora são 13. O relatório compara os dados desta sexta com os colhidos no dia 6 de fevereiro. São analisados apenas reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos de água.

De acordo com o relatório, o número de reservatórios em volume morto atualmente corresponde a aproximadamente 32% dos 47 reservatórios analisados pelo instituto. Enquanto isso, com a queda registrada no mesmo período, 27,6% dos reservatórios estão secos. Na última avaliação, os secos correspondiam a 44%. Agora, a porcentagem de reservatórios em estado crítico é de 59,9%.

Com relação aos reservatórios de maior capacidade no estado, uma situação preocupante é a da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que continua reduzindo de volume. Com capacidade de 2,4 bilhões de metros cúbicos, a barragem estava com 328,486 milhões de metros cúbicos em 6 de fevereiro e agora está com 325,768 m³. Apesar da queda no volume total, o relatório aponta que as últimas chuvas fizeram com que a redução ocorresse em um ritmo menos intenso. A Armando Ribeiro Gonçalves está com 13,57% do seu volume total.

Mesmo com a redução no maior reservatório do estado, algumas barragens recuperaram parte do volume. A barragem Santa Cruz do Apodi, com capacidade total de 600 milhões de metros cúbicos, passou dos 111,623 milhões de metros cúbicos, para 136,327m³ no período analisado. O valor corresponde a 22,73% do seu volume total.

A Barragem de Umarí, em Upanema, com capacidade total de 292,8 milhões de metros cúbicos, também aumentou seu volume de 26,009 milhões de metros cúbicos, para 32,218 e chegou a 11% da sua capacidade total.

Entre os reservatórios que estavam secos e receberam boa recarga com as chuvas, o Igarn aponta como destaque as barragens Riacho da Cruz II, em Riacho da Cruz, que está atualmente com, 3,228 milhões de metros cúbicos, 33% da sua capacidade total.

Além deste, o açude Beldroega, em Paraú, que passou de 20.460 mil m³, para 2,362 milhões de m³ e o Sabugi, em São João do Sabugi, que estava com 2,557 milhões de metros cúbicos, para 7,887 milhões de metros cúbicos, 12% da sua capacidade. A barragem Carnaúba, também em São João do Sabugi, recebeu mais de cinco milhões de metros cúbicos e está com 22% da sua capacidade total.

O Igarn alerta ainda para a necessidade de a população continuar economizando água, mesmo com as boas expectativas para a próxima quadra chuvosa. O racionamento ainda permanece e a economia de água é de grande importância para a manutenção do funcionamento dos sistemas de abastecimento as cidades do Estado.