Confira as seis praias do litoral potiguar que você precisa conhecer

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Conhecida por suas praias ensolaradas, Natal se destaca pelas belezas naturais que encantam visitantes de todas as partes do Brasil e do mundo, oferecendo também condições de lazer e trabalho para a população local que ali ganha seu sustento. As peculiaridades de cada pedacinho de mar que banha a capital potiguar, no entanto, vão além do que está ao alcance da vista. 
 
É possível não apenas vislumbrar as ondas apropriadas para a prática de esportes radicais ou os locais onde se desfrutam de banhos tranquilos em piscinas naturais. Algumas praias da orla urbana são dotadas de vida noturna, como é o caso de Ponta Negra, ou gozam prestígio com a tradição que caracteriza sua culinária, como a ginga com tapioca, vendida a partir de R$ 5,00, na Redinha.
 
A reportagem do NOVO percorreu o litoral potiguar, da Redinha (Zona Norte) até Ponta Negra (Zona Sul), para conversar com turistas, banhistas e trabalhadores da orla, que elogiam o que acham belo neste recanto do Oceano Atlântico e criticam o que deveria ser melhorado pelo poder público, como o reforço ao policiamento e mais investimento em aspectos da infraestrutura como banheiros públicos.
 
No aniversário da cidade que hoje completa 417 anos, no entanto, os versos de Otoniel Menezes, na canção que imortalizou a saga dos pescadores nativos, ainda ressoam nas histórias de amores vividos na beira desta pérola de mar, embalando até hoje serenatas em noites enluaradas e fazendo de Natal um ninho que bem acolhe quem aqui vive ou visita: "Praieira, linda entre as flores deste jardim potiguar".
 
Praia da Redinha: Ginga com tapioca
 
 
Maria do Socorro Souza, 53, repete o mesmo ritual há mais de 10 ano. Extrai os palitos das folhas de coqueiro, limpa e enfileira os peixinhos que serão fritos em azeite de dendê. É assim que ela prepara o prato típico da praia onde vive e trabalha todos os dias. “A ginga com tapioca é uma tradição aqui da Redinha”, comenta enquanto se prepara para fazer mais um petisco na cozinha do seu quiosque, cujo preço está em torno de R$ 5,00.
 
No quiosque um pouco mais à frente, Rayane Lima, 30, conta que passou a vida inteira na praia vendo a mãe fazer ginga com tapioca, mas que esse não é o único atrativo do lugar. Ela cita os preços acessíveis, o bom atendimento e a possibilidade de comprar peixe com os pescadores. “Aqui tem muita pesca. Dá para comprar peixe mais barato e mais fresco direto com o pescador. É uma ótima praia para comer bem e se divertir”, afirma Rayane.
 
 
Jadson Costa, 22, que há 10 anos trabalha em outro quiosque da praia, ressalta, porém, que o local “tem o lado bom e o ruim”. Para ele, “o lado bom é a vista da ponte, o quebra mar onde os turistas podem passear”. Entretanto, para além das belezas naturais, a praia tem problemas como falta de segurança e de infraestrutura.  A principal reclamação é a falta de banheiros na orla. Quem visita a praia da Redinha precisa recorrer aos bares, que cobram uma média de R$ 2,00 pelo uso do banheiro.
 
Praia do Forte: Paisagem histórica
 
 
Localizada no bairro de Santos Reis, a Praia do Forte é conhecida como a que proporciona um dos melhores banhos de mar entre as praias urbanas de Natal. O crédito é dado pelo barraqueiro Canindé Santos, 49, que trabalha na Praia do Meio há 25 anos, mas declara que “o melhor banho de mar é mais na frente, ali na Praia do Forte, onde os arrecifes formam piscinas naturais”.
 
Para além do mar tranquilo, também é possível avistar da praia o Forte dos Reis Magos, uma construção que remonta à época da colonização portuguesa e é considerada um dos pontos turísticos mais importante da capital e do estado. 
 
Praia dos Artistas: boas opções de banho 

A praia está localizada no trecho mais prejudicado pela erosão do calçadão e aguarda as obras de enrocamento. Devido ao comprometimento da estrutura, não havia banhistas ou ambulantes quando a reportagem esteve na praia. 

O motorista de uma empresa de turismo, Raimundo Mendes, no entanto, defende que o trecho do litoral que compreende a Praia dos Artistas, Praia do Meio e Praia do Forte é um dos melhores para banhos de mar. “Ponta Negra tem uma infraestrutura melhor, tem mais hotéis, mais restaurantes, mas aqui tem boas opções para banho de mar, águas limpas e piscinas naturais”, comenta.
 
Praia do Meio: Diversão para o cliente
 
 
Todos os 30 anos de vida de Erivelton de Oliveira foram vividos na Praia do Meio, trabalhando em uma barraca. Para ele, a beleza da praia, o bom atendimento e o fato dos barraqueiros cobrarem apenas o valor consumido, sem custos para utilização de mesas e cadeiras, estão entre os atrativos do local.
 
Para o barraqueiro, os principais problemas da Praia do Meio são a dificuldade de acesso, falta de segurança e os banheiros, que costumam ficar fechados. Enquanto reclamava sobre esses pontos, sua fala foi interrompida por um casal de turistas que procurava um banheiro para trocar de roupa. “É isso que eu estou dizendo. Existem banheiros, mas estão fechados. Ofereci o quiosque do meu pai para eles trocarem de roupa. Os banheiros só ficam abertos duas ou três vezes por semana”, explica Erivelton.
 
Já para Adelma Brito, que também trabalha em um quiosque da praia, o atendimento de qualidade é uma das melhores características da Praia do Meio, enquanto a insegurança é o maior problema tanto para os comerciantes como para os visitantes. “Nós fazemos a alegria aqui. A gente diverte o cliente e reza para que ele não seja assaltado para poder voltar sempre”, ironiza Adelma.

Areia Preta: Na onda do surf

Na Praia de Areia Preta, as pranchas de surf disputam espaço entre as ondas. O vendedor Leonardo Cação mora na Zona Norte de Natal e praticamente todos os dias vai até ali para surfar. A praia é considerada uma das melhores para a prática do esporte por causa do tamanho das ondas. “É o melhor lugar para os surfistas aqui em Natal e é um lugar tranquilo”, comenta Leonardo.
 
Todavia, o problema para aqueles que frequentam a praia de Areia Preta é a falta de estrutura. “Eu acho que deveria ter quiosques e banheiros. As pessoas que vem para a praia ficam sem apoio”, reclama o construtor Marcos Felix, que também frequenta a praia cotidianamente para surfar.
 
Praia de Ponta Negra: Vista para o Morro do Careca
 
 
Omar Martins é natural de Recife e Adriana Martins de Fortaleza. À véspera do casamento, durante viagem de uma cidade para outra, decidiram passar um dia em Natal. O casal escolheu a Praia de Ponta Negra para a curta estadia e Omar declara ter ficado surpreso com a beleza da paisagem. A primeira e última vez que estive em Natal foi em 1975. Quando cheguei agora foi uma surpresa. Hoje de manhã eu abri a janela do hotel e me senti no Mediterrâneo”, relata Omar Martins.
 
A praia de Ponta Negra tem como referência o Morro do Careca, que margeia um dos extremos no mar. De acordo com o trecho da praia, o mar define as atividades esportivas mais apropriadas. Perto do morro é possível praticar stand up paddle ou tomar banhos mais tranquilos de mar. Após uma breve caminhada, é possível encontrar pontos com ondas maiores, procurados por quem pratica o surf.

 

Ladrão devolve cavalo após família divulgar sofrimento de menino

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Um cavalo furtado em Cubatão, no litoral sul de São Paulo, foi devolvido depois que a família fez um apelo nas redes sociais e em um jornal local. O animal era companheiro fiel de um menino de 5 anos, que tem anemia falciforme e, por causa do distúrbio, precisa evitar fortes emoções.

O cavalo Flash foi furtado no último domingo, 19, depois de ter sido deixado em um terreno, onde costumava se alimentar, preso por uma corda. Os donos do animal voltaram ao local no dia seguinte e constataram que o cavalo havia sumido.

O animal pertence à família de Kaio, um menino de 5 anos. "Desde muito pequeno, o Kaio me pedia um cavalo. Então, quando meu filho tinha três anos, eu vendi uma moto e comprei o Faísca, mas o cavalo ficou doente após sete meses e morreu", conta Deise Gabassi, mãe do menino. "Então, compramos o Troféu, que era arisco e ficamos com medo porque o Kaio gosta de montar e cavalgar. Trocamos o Troféu pelo Flash, que está conosco há seis meses.", diz.

O menino tem anemia falciforme, distúrbio sanguíneo caracterizado pela produção anormal de hemoglobina, e miocardiopatia, que provoca deterioração da função do miocárdio, o músculo do coração. Por isso, precisa evitar grandes emoções. "Quando o primeiro cavalo, o Faísca, morreu, meu filho chorou durante três dias e ficou muito doente", conta Deise.

Para tentar recuperar o animal, a família fez campanha nas redes sociais, fortalecida por publicações em um jornal local. "Eu conversei com alguns comerciantes próximos a esse terreno e deixei meu telefone. Na terça-feira à tarde recebi uma ligação, de número não identificado, e uma pessoa disse que cavalo estava de volta", relata Deise. "Acredito que a pessoa que pegou o cavalo ficou comovida com a história do Kaio", afirma.

Cientistas descobrem sistema planetário com sete 'irmãs' da Terra

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Cientistas anunciaram nesta quarta-feira, 22, a descoberta de um sistema composto por sete planetas de tamanho comparável ao da Terra, na órbita de uma estrela "vizinha" do Sistema Solar De acordo com um estudo publicado na revista Nature, que descreve a descoberta, os seis planetas mais próximos têm temperaturas entre 0ºC e 100ºC - uma característica considerada indispensável para a eventual existência de vida.

"É a primeira vez que tantos exoplanetas desse tamanho são encontrados em um sistema planetário. Eles estão em órbita muito estreita entre si e muito próximas à sua estrela, mas ela é tão pequena que é fria, o que faz com que os planetas sejam temperados", disse o autor principal do estudo, o astrofísico belga Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica.

Os cientistas consideram que um determinado planeta está na "zona habitável" quando ele fica a uma distância de sua estrela que permitiria, teoricamente, a existência de água líquida em sua superfície. Quanto mais a estrela é quente, mais distante fica a zona habitável.

Segundo o estudo, o novo sistema planetário fica a 39 anos-luz da Terra - uma distância pequena para os padrões astronômicos. Os novos exoplanetas - como são chamados os planetas existentes fora do Sistema Solar - têm massa semelhante à da Terra e provavelmente também sejam rochosos, segundo os autores.

A descoberta partiu de estudos liderados por Gillon, cuja equipe relatou, em maio do ano passado, a detecção de três exoplanetas que orbitavam uma estrela anã extremamente fria, chamada Trappist-1 - uma estrela é tão pequena que não chega a ser muito maior que Júpiter e seu brilho é cerca de mil vezes mais fraco que o do Sol.

A partir de então, os autores conduziram um projeto de monitoramento intenso da Trappist-1, que permitiu identificar mais quatro exoplanetas.

Para a detecção e o estudo dos planetas do Sistema Trappist-1, foram usados o telescópio espacial Spitzer, da Nasa, e o Telescópio Liverpool, da Universidade John Moore de Liverpool, no Reino Unido.

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Ilustração com o conceito de como pode ser a superfície da TRAPPIST-1

Os cientistas concluíram que pelo menos três dos planetas podem ter oceanos de água em suas superfícies, o que aumentaria a possibilidade de que o novo sistema planetário possa abrigar vida. De acordo com Gillon, no entanto, será preciso fazer novos estudos para caracterizar cada um dos planetas.

"Conseguimos obter medidas e dados de seis dos sete planetas. Em relação ao planeta mais distante da estrela, porém, ainda desconhecemos seu período orbital e sua interação com os outros seis planetas", disse Gillon.

De acordo com ele, os seis planetas mais próximos da estrelas têm períodos orbitais - isto é, o tempo que o planeta leva para dar uma volta completa em sua estrela -, que vão de 1,5 a 13 dias. O fato de um "ano" nesses planetas durar apenas alguns dias ocorre porque eles estão muito próximos de sua estrela, que é muito pequena.

O planeta mais próximo da estrela é o mais rápido de todos: quando ele completa oito órbitas, o segundo, o terceiro e o quarto planetas perfazem, respectivamente, cinco, três e duas voltas ao redor da estrela. Com essa configuração, segundo os astrônomos, cada um dos planetas tem influência gravitacional nos outros.

Abundância

Na mesma edição da Nature, o estudo foi comentado pelo astrônomo Ignas Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda. Segundo Snellen, a descoberta feita pela equipe de Gillon reforça a ideia de que os planetas de masssa semelhante à da Terra são abundantes na Via Láctea.

"Nos últimos anos, cresceram as evidêncais de que planetas do tamanho da Terra são abundantes na Galáxia. Mas a descoberta de Gillon e sua equipe indicam que esses planetas são ainda mais comuns do que se pensava", escreveu Snellen.

Snellen acredita que a quantidade de exoplanetas rochosos possa ser até 100 vezes maior que a prevista. Segundo ele, isso acontece por causa do método usado para detectar exoplanetas, que se baseia na detecção de "trânsitos".

Quando um planeta passa diante de uma estrela (o trânsito), ele bloqueia uma ínfima parte de sua luz, mas o suficiente para que os cientistas detectem sua existência e calculem sua massa. Quando a estrela é pequena, o trabalho se torna mais fácil, porque a fração de sua luz bloqueada pelo planeta é maior.

"Estimamos que para cada planeta observado em trânsito, devam existir de 20 a 100 planetas que, da perspectiva da Terra, nunca passam diante de sua estrela-mãe - e por isso não podem ser observados", disse Snellen.

 

Rachel Sheherazade e Gregório Duvivier discutem (e usam memes) no Twitter

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Rachel Sheherazade e Gregório Duvivier protagonizaram uma briga daquelas no Twitter na última segunda-feira, 20. A jornalista já deixou claro que não é fã do humorista ao postar uma montagem em seu Instagram com artistas, entre eles Duvivier, que são declaradamente posicionados politicamente à esquerda, chamando-os de "idiotas inúteis".

Desta vez, ela resolver provocar o humorista de forma mais direta em suas redes sociais. Tanto no Twitter quanto no Instagram, Sheherazade postou um print de uma notícia antiga em que Duvivier é acusado de ter recebido dinheiro do Banco do Brasil para escrever textos a favor da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

ITEP já contabiliza 13 assassinatos em Ceará-Mirim

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O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) já contabilizou, entre a segunda-feira (20) até a manhã desta quarta (22), o recolhimento de 13 corpos de pessoas vítimas de crimes violentos letais intencionais, no município de Ceará Mirim.

Do total de corpos, 12 já foram identificados, sendo 9 deles através da necropapiloscopia (comparação de impressões digitais) e outros três pelo exame de arcada dentária, realizado pela odontologia legal. Uma das vítimas ainda não foi identificada devido à falta de procura dos familiares.

Vítimas identificadas:

Jacson Sidney Botelho Matos
Emanuel Klaiton Silva de Andrade, 18 anos
Kleberson Wendel Pereira da Silva, 25 anos
Eudes Costa de Andrade, 40 anos
Adelmakson Nascimento Sena, 25 anos
Marcos Antônio de Oliveira, 34 anos
Luciano Duarte Júnior, 27 anos
José Soares dá Silva, 17 anos
Marcílio Maurício Damasceno do Nascimento, 24 anos
Paulo Henrique Josué Soares, 19 anos
Wendison Silva Ferreira, 21 anos
Wanderson Emanuel Ferreira, 22 anos

Chuvas não devem abastecer os grandes reservatórios do estado em 2017, diz Emparn

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As chuvas previstas para cair no Rio Grande do Norte nos próximos três meses devem girar em torno de 500mm, o que não será suficiente para encher os grandes reservatórios. A tendência é de que as precipitações apresentem um comportamento próximo da normalidade climatológica em grande parte do norte do Nordeste, incluindo o estado.

A conclusão está no relatório da II Reunião de Análise e Previsão Climática para a Região Nordeste do Brasil, encerrada ontem (21) na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).

O encontro contou com a participação dos meteorologistas de instituições estaduais, além do INPE/INMET e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). De acordo com o gerente de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, as chuvas serão mais intensas em regiões como o Alto Oeste e Vale do Assu. Já em áreas como o Seridó, Agreste e Litoral as precipitações devem ser mais escassas.

Segundo ele, embora não sejam suficientes para abastecer os grandes reservatórios, poderão garantir, porém, “uma boa recarga de água nas pequenas bacias”

As previsões são de que choverá em quase todo o estado em condições próximas ao normal, assim como em quase todo o Ceará, Norte do Maranhão e do Piauí. Já a Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, parte norte da Bahia, central do Piauíe Sul do Ceará devem ficar com chuvas abaixo do normal e a faixa litorânia que vai do Sul potiguar ao norte baiano aparece nas previsões como área de baixa visibilidade.

No mês de março a reunião dos especialistas será realizada em Pernambuco, para a divulgação do prognóstico para a quadra chuvosa de abril a junho, para o Nordeste, evidenciando principalmente a região leste.

Para chegar ao prognóstico climático para o período de março, abril e maio de 2017 na Região Nordeste do Brasil, os meteorologistas analisaram campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, como vento em superfície e em altitude, pressão ao nível do mar, temperatura da superfície do mar, entre outros, somados a dados estatísticos de diversas instituições de meteorologia do Brasil (como a FUNCEME, INMET, CPTEC/INPE) e do exterior.

Segundo concluíram, há uma condição de neutralidade no oceano Pacífico equatorial, com algumas pequenas áreas na parte central ainda apresentando anomalias negativas de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) alcançando até -1ºC.

“O enfraquecimento do Fenômeno La Niña ocorreu de acordo com os resultados dos modelos de previsão de anomalia de TSM, e a condição de neutralidade deverá prevalecer no Oceano Pacifico equatorial nos meses de março, abril e maio”, diz o relatório do encontro.

Já no Oceano Atlântico, as águas estão mais aquecidas do que o normal em toda a bacia tropical, porém, com aquecimento ligeiramente mais pronunciado em termos de abrangência de áreas aquecidas na bacia norte, de forma que o dipolo do Atlântico, ou seja, fenômeno oceano/atmosférico que inibe ou aumenta a formação de nuvens, apresentou, em janeiro, índice de +0,31, indicativo de uma condição ainda não favorável ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical, (ZCIT), sobre o setor norte do Nordeste.

Isso indica, segundo os meteorologistas, que as áreas mais ao norte da região serão beneficiadas com as chuvas provenientes da atuação desta Zona de Convergência, enquanto que as áreas mais ao sul da região serão pouco influenciadas pelas chuvas deste sistema meteorológico. Devido a algumas variabilidades, como cobertura vegetal, proximidade do oceano e efeitos topográficos, os especialistas sugerem o acompanhamento das previsões diárias de tempo, análises e tendências climáticas semanais, divulgadas pelos Núcleos de Meteorologia.