Emparn prevê chuvas mais intensas até o fim de março e início de abril

Emparn prevê chuvas mais intensas até o fim de março e início de abril

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As chuvas tem caído com menos intensidade nos últimos dias em quase todo o estado, como foi previsto pelo setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), mas apesar disso a regularidade continua. No último domingo, Dia de São José, há registros de precipitações na parte da tarde na região do Vale do Assu e Serra de Santana. Para os próximos dias – fim de março e início de abril - a expectativa é do retorno de chuvas mais intensas, principalmente por conta da mudança de estação. Nesta segunda-feira, por volta das 7h29, aconteceu o equinócio de outono.

Analisando as condições climáticas, com base nos modelos e nas imagens do satélite meteorológico, o gerente da meteorologia, Gilmar Bristot, prevê chuvas mais concentradas com a melhora das condições de instabilidade, principalmente com a umidade mais elevada e as águas superficiais mais frias no Pacífico Equatorial. A previsão deve se confirmar também com as condições favoráveis do Oceano Atlântico e com a presença da Zona de Convergência Intertropical.

ANÁLISE

Para a análise e previsão da próxima quadra chuvosa de abril a junho, o gerente de Meteorologia da EMPARN, Gilmar Bristot, estará amanhã em Recife participando da reunião dos meteorologistas do Nordeste e de instituições nacionais, na Agência Pernambucana de Meteorologia (APAC). A previsão será focada no Leste da região Nordeste, que inclui todo o litoral entre o Rio Grande do Norte e Alagoas. Na próxima quinta-feira, Gilmar Bristot fará uma palestra na Escola de Governo, no Centro Administrativo, dentro da Semana da Água, para falar sobre as previsões climáticas, já com os dados da reunião de Recife.

REGISTROS

De sexta-feira (17) até a manhã desta segunda-feira (20), a meteorologia teve o registro de chuvas em 38 postos pluviométricos. Choveu mais forte na mesorregião Oeste em Campo Grande, 39,2mm; Paraná, 21,3mm; Frutuoso Gomes, 20,0mm e Serrinha dos Pintos, 15mm. Choveu ainda em Tenente Ananias e São Rafael, entre outros.

Na mesorregião Central choveu mais forte em Fernando Pedroza, 31,9mm; Florânia, 26,8mm; Equador, 24,9mm e Angicos, 21,4mm. Também choveu em Ouro Branco, Santana do Matos e Caicó, entre outros municípios. Na mesorregião Leste choveu em Extremoz, 3,0mm; Natal, 1,1mm e ainda em Senador Georgino Avelino, Baía Formosa e Ceará-Mirim.

Brasil ocupa posição 103 no ranking de liberdade de imprensa

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Entre 180 países avaliados, o Brasil ocupa a posição de número 103 no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2017, apenas uma posição melhor do que no levantamento anterior, quando estava em 104º. Com informações da Agência Brasil.

Os dados foram divulgados na última quarta-feira (26) pela organização RSF (Repórteres sem Fronteiras ), em coletiva na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no centro do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados, ao mesmo tempo, na França, Inglaterra e nos Estados Unidos.

De acordo com o representante da RSF no Brasil, Artur Romeu, o país está estagnado numa posição classificada como "sensível" há seis anos. Esse é o terceiro indicador em uma lista de cinco: situação boa, relativamente boa, sensível, difícil e grave. Ele explica que o levantamento é centrado na segurança dos profissionais e que, desde 2013, vem aumentando o número de agressões a jornalistas em manifestações.

"Foram mais de 300 casos registrados entre junho de 2013 e dezembro de 2016. Na grande maioria dos casos, os jornalistas são um 'efeito colateral' das manifestações, sendo atingidos por bombas de gás lacrimogêneo ou balas de borracha, mas não são tomados por alvos. Um caso mais difícil de investigar é quando o policial identifica o jornalista e o agride por isso."

A ONG relata que, no atual contexto de crise e profunda polarização política, o Brasil continua enfrentando velhos problemas relacionados à liberdade de imprensa, como violência, pressões institucionais, processos abusivos, falta de transparência pública e alta concentração dos meios de comunicação.

Segundo Romeu, há preocupação crescente com os comunicadores populares nas favelas, que têm sofrido represália policial, e também com os do interior do país, que têm menos visibilidade e ficam mais vulneráveis a ameaças de pessoas insatisfeitas com as denúncias feitas. Outro problema no Brasil é o aumento de processos judiciais contra jornalistas e a quebra do sigilo da fonte.

O relatório aponta ainda a intervenção do governo na EBC (Empresa Brasil de Comunicação), com a troca do presidente e uma medida provisória alterando a participação social na empresa, com a dissolução do Conselho Curador. "A EBC sofreu uma série de ingerências do governo, tem o pressuposto de que deveria ser independente, mas não é o que a gente tem visto", disse Romeu.

Para a direção da EBC, o Conselho Curador extrapolava suas funções invadindo a área de competência do corpo diretivo. Além disso, tinha um custo elevado para a empresa, o que não condizia com a necessidade de contenção de gastos. Ainda segundo a empresa, a Lei 13.417/2017, que reestruturou a EBC, instalou no lugar do conselho um Comitê Editorial e de Programação, com um número menor de integrantes e com funções mais restritas.

AMÉRICA LATINA

Segundo o diretor regional da RSF para a América Latina, Emmanuel Colombié, nos últimos 5 anos, o Brasil passou a ser o segundo país que mais mata jornalistas e comunicadores na região, depois do México. No ano passado, foram registrados três assassinatos que tiveram relação confirmada com a atuação profissional. A ONG investiga mais quatro casos.

"Não existe no Brasil mecanismos de proteção, seja no nível federal ou local, para atender os jornalistas em situação de perigo. Tem jornalistas que entram em contato conosco para dizer que estão em situação difícil. O governo não faz nada para ajudar, então continuam os assassinatos e a impunidade."

Segundo ele, a situação geral na América Latina teve uma pequena melhora em 2016, mas desde 2012 se observa uma tendência negativa, ligada a uma "erosão da democracia", a violência estrutural e problemas de impunidade e corrupção. Os países com os melhores indicadores de liberdade de imprensa na região são Costa Rica, único com situação boa, Uruguai e Chile. Os piores são Cuba, único da região com situação grave, devido ao extremo controle estatal, México e Honduras.

A representante da organização no México, Balbina Flores, diz que a situação no país é muito preocupante, com 21 assassinatos em dez anos, sendo dez apenas no ano passado. "É uma situação grave para nós, as condições do jornalismo no México. Os quatro casos mais recentes, este ano, foram uma situação dolorosa, porque pensávamos que isso não iria mais ocorrer em sequência. Estamos observando que a violência em diferentes estados do país. Para a RSF é um dos países mais perigosos para se exercer o jornalismo".

MUNDO

Nas primeiras posições em liberdade de imprensa no mundo estão Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Países Baixos. Em último aparecem a Coreia do Norte, Eritreia, Turcomenistão, Síria e China. Segundo a RSF, o ano de 2016 foi marcado pela "banalização dos ataques contra as mídias e o triunfo de políticos autoritários que fazem com que o mundo caia na era da pós-verdade, da propaganda política e da repressão, sobretudo nas democracias".

O relatório aponta que "a obsessão pela vigilância e o não respeito ao sigilo das fontes contribuem para fazer com que sejam rebaixados inúmeros países antes considerados como exemplos virtuosos: os Estados Unidos (43º, -2 posições), o Reino Unido (40º, -2), o Chile (33º, -2), ou ainda a Nova Zelândia (13º, -8)".

Como exemplos de preocupação com a liberdade de imprensa no mundo, a RSF aponta a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia, ambas com discursos anti-mídia, proliferação de pós-verdade e desinformação. A liberdade também diminui com a chegada de modelos políticos autoritários, como na Polônia e na Turquia.

"A Polônia de Jaroslaw Kaczynski perde sete posições no Ranking 2017. Após transformar o audiovisual público em ferramenta de propaganda política, o governo se dedicou a estrangular financeiramente vários títulos de imprensa independentes opostos às suas reformas. A Turquia do pós-golpe de Estado fracassado contra Recep Tayyip Erdogan, por sua vez, voltou-se decididamente para o lado dos regimes autoritários e se distingue agora por ser a maior prisão do mundo para os profissionais das mídias".

No mundo 74 jornalistas ou comunicadores foram mortos no ano passado. O levantamento completo pode ser consultado no site da Repórteres sem Fronteira.

Sindicalistas e OAB dizem que PM usou violência em comício na Cinelândia

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Sindicalistas, lideranças sociais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acusam a Polícia Militar de ter inviabilizado o comício de encerramento dos protestos contra as reformas trabalhista e da Previdência, nesta sexta-feira (28), na Cinelândia. Segundo eles, quando milhares de pessoas aguardavam o início dos discursos, que seriam realizados em um palanque montado em frente à Câmara Municipal, PMs começaram a jogar bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio, o que causou um corre-corre e esvaziou a praça.

De acordo com os organizadores, após cerca de 30 minutos, os manifestantes voltaram, mas a PM voltou a reprimi-los, jogando mais bombas sobre o local e terminando de vez com o comício.

“Eles chegaram com a truculência de sempre, sem identificar quem estava [ali] para fazer baderna e quem estava para protestar. Eles simplesmente botam todos no mesmo saco e atacam a gente. O principal ato de hoje eles conseguiram desmobilizar”, protestou o representante do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas em Saneamento Básico do Rio de Janeiro, Mario Porto.

Os sindicalistas disseram que a PM jogou bombas no palco, enquanto pessoas discursavam. “A polícia nunca quis que a gente realizasse este ato. Jogaram bombas no palco, enquanto as pessoas estavam falando. Essa não é atitude de polícia”, disse o presidente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ronaldo Leite. Para Leite, o objetivo real era encerrar o ato.

Manifestação

A concentração para o comício começou por volta das 13h, em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando houve o primeiro confronto entre manifestantes e PMs. Em seguida, o grupo foi para a Cinelândia para participar do ato principal.

A ativista social Indianara Siqueira disse que, na Alerj, os policiais já tinham começado a jogar bombas. “Nós nos reagrupamos e fomos para a praça [Cinelândia]. Aí houve a fala dos parlamentares e dos movimentos sociais e eles jogaram bombas novamente e as pessoas se dispersaram.” De acordo com Indianara, quando os manifestantes retornaram, os policiais voltaram a jogar bombas de gás e usar spray de pimenta.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção do Rio de Janeiro, divulgou nota protestando contra a violência da PM nos protestos de rua que fizeram parte do dia de greve geral. “Nada justifica a investida, com bombas e cassetetes, contra uma multidão que protestava de modo pacífico. Se houve excessos por parte de alguns ativistas, a polícia deveria tratar de contê-los na forma da lei”, diz a nota da OAB, assinada pelo presidente da entidade, Felipe Santa Cruz.

PM

Em nota, a PM diz que agiu para combater a ação de vândalos. “A corporação agiu em vários distúrbios, reagindo à ação de vândalos que, infiltrados entre os legítimos manifestantes, promoveram atos de violência e baderna pelo centro da cidade”.

A PM foi procurada por e-mail pela reportagem, mas não se posicionou sobre a acusação de que usa violência desproporcional contra a multidão que se preparava para participar do comício na Cinelândia.

RN inicia projeto de ensino informatizado

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Os alunos da rede pública estadual estão sendo inseridos em um projeto piloto de informatização do ensino e, com isso, devem ganhar um reforço na preparação para o ENEM 2017.

O programa #QueroAprender está sendo implementado pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEEC) em três fases. A primeira começou em dezembro do ano passado, com a distribuição de apostilas em escolas de Natal e Mossoró, que devem ser usadas para o nivelamento dos alunos no primeiro mês do semestre letivo, contemplando cerca de 50 mil estudantes.

Com o objetivo de ampliar o acesso a esse conteúdo para os 90 mil alunos da rede estadual, o programa #QueroAprender deu início a sua segunda fase no mês de abril, desenvolvendo plataformas de ensino online.

Através do SigEduc, os estudantes têm acesso a turmas virtuais, vídeo aulas, simulados e apostilas, que devem servir de suporte no aprendizado e na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio.

De acordo com o professor que está coordenando a iniciativa, João Maria de Lima, além de ampliar o acesso dos alunos a educação, o programa também funciona avaliação do ensino público no estado e das deficiências dos alunos.

“A partir dos resultados dos simulados e das atividades, temos um mapeamento das maiores dificuldade dos alunos. Essa avaliação pode ser dividida por escolas ou por cidades, o que vai auxiliar para traçar as metas de 2018 e planejar os próximos programas”, explica o professor.

Apesar do sistema fazer o registro de erros e acertos para esse mapeamento futuro, os alunos não tem uma obrigatoriedade com nota e devem utilizar o sistema para ampliar e testar seus conhecimentos.

O SigEduc é baseado no Sigaa (Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A ferramenta é utilizada por alunos quanto pelos professores que tiverem interesse em ampliar os meios de comunicação e interação com seus estudantes. O projeto também contam com uma página no Facebook, que visa estreitar essa relação.

Todas as áreas do conhecimento devem ser contempladas com conteúdos online. Segundo João Maria Lima, desde o dia 01 de abril – quando o serviço começou a ser utilizado pelos estudantes – matemática e redação estão entre as áreas de conhecimento mais acessadas.

Para o professor, esse interesse também reflete indicadores históricos do Rio Grande do Norte, que costuma apresentar baixo desempenho em ciências da natureza, matemática e linguagens em todas as avaliações nacionais.

João Maria de Lima diz que a maior dificuldade no início da implementação do programa é a adesão dos professores.

“Ainda temos alguns docentes que não se sensibilizam com a causa e ainda não se acostumaram com o uso da tecnologia em sala de aula. Ainda é preciso motivar esses professores”, lamenta a o coordenador.

Atividades paralelas de incentivo a aprendizagem

O SigEduc não deve ser uma iniciativa isolada dentro do programa #QueroAprender. A partir de maior, quando começarem as inscrições para o Enem 2017, os alunos devem ter aulões preparatórios para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio em todas as zonas de Natal.

Outra atividade prevista pelo projeto é a realização de palestras motivacionais nas escolas estaduais do Rio Grande do Norte.

“O intuito das palestras é sensibilizar e motivar os alunos, mostrar para os jovens que a educação é uma forma de mudar de vida”, ressalta João Maria de Lima. As palestras serão oferecidas para as escolas que solicitarem à Seec.

O QueroAprender também deve divulgar e incentivar boas práticas desenvolvidas pelas escolas através do SigEduc. “Temos escolas da rede estadual com projetos de combate ao bullying ou com trabalho de artes visuais que podem ser levados para outras instituições. A ideia é que o sistema possibilite esse diálogo para que as boas práticas possam ser reproduzidas em outras unidades de ensino”, reitera João Maria de Lima.

Terceira fase de implementação

A próxima fase do programa #QueroAprender consiste no desenvolvimento de um aplicativo, possibilitando que o conteúdo digital do SigEduc seja acessado pelos alunos através do celular.

O software está sendo desenvolvido através de uma parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte e tem lançamento previsto em julho deste ano.

De acordo com João Maria de Lima, o aplicativo é fundamental para aproximar os alunos da escola. “Mesmo entre as escolas públicas, praticamente todos os estudantes tem um smartphone e nós acreditamos que esse é o melhor caminho para falar a mesma linguagem que o aluno”.

A responsável pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura, Cláudia Santa Rosa reforça que uma das vertentes mais importantes do programa é possibilitar que o aluno aprenda onde ele estiver, sem limitar o tempo de aprendizagem ao tempo das aulas.

“É um projeto muito importante, pois amplia o acesso dos alunos ao estudo. Estamos oferecendo um conteúdo de qualidade e que não se restringe ao espaço convencional da sala de aula”, alega a secretária.

Segundo Cláudia Santa Rosa, para dar suporte ao projeto, 20 escolas entre Natal e Região Metropolitana tiveram os laboratórios de informática reestruturadas e estão recebendo a instalação de internet com fibra ótica. A informatização faz parte de uma parceria entre o Governo do estado e o instituto Metrópole Digital, da UFRN, e em maio a ampliação desse projeto deve ser discutida.

PF desarticula quadrilha especializada em lavagem internacional de dinheiro

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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (26) a Operação Perfídia para desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem internacional de dinheiro, blindagem patrimonial e evasão de divisas com ramificações em pelo menos cinco países.

Cerca de 200 policiais federais cumprem 103 mandados judiciais, sendo 55 de busca e apreensão, 46 de condução coercitiva e dois de prisão temporária. As ações se concentram no Distrito Federal, mas também ocorrem na Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

De acordo com a corporação, as investigações começaram em agosto de 2016, a partir da prisão em flagrante, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, de um estrangeiro que tentou entrar no país com um passaporte brasileiro falso. Segundo apuração do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF), o documento foi providenciado por integrantes do esquema.

Conforme decisão do juiz federal, Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal, a operação deverá ser mantida sob sigilo por 24 horas. A medida visa garantir o cumprimento de todos os mandados. Em função do sigilo temporário, nesta quarta-feira, não serão informados quem são os alvos das medidas cautelares e nem quais suspeitas pesam contra cada um deles.

A Polícia Federal investiga se integrantes da organização realizavam operações de câmbio não-autorizadas, além de dissimularem a aquisição de imóveis de alto valor e promover a evasão de divisas. Para isso, eles se utilizavam de “laranjas” e falsificavam documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do Brasil.

Segundo a PF, o "núcleo duro" da organização era formado por proprietários de postos de gasolina, agências de turismo, lotéricas, entre outros estabelecimentos e era responsável pela aquisição fraudulenta de imóveis para lavagem de dinheiro. A PF informa que, somente em uma das operações de compra e venda, o negócio chegou a R$ 65 milhões.

A organização contava também com o apoio de advogados, contadores, serventuários de cartórios, empregados de concessionárias de serviços públicos e até de um servidor da Polícia Federal.

Em ação realizada ainda no ano de 2016, em endereços ligados a um dos integrantes do chamado "núcleo duro", foram encontrados documentos que apontam para uma empresa do tipo offshore (aberta em paraísos fiscais, que oferecem isenções de impostos e taxas e mantêm sob sigilo o nome do proprietário) que pode ter realizado movimentações que excedem US$ 5 Bilhões.

O nome da operação é uma referência à traição e deslealdade dos integrantes do "núcleo duro" da organização criminosa com o País.

Corpos de vítimas são identificados e liberados após assassinatos em Mato Grosso

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Os corpos das nove pessoas assassinadas na última quinta-feira (20) em uma área rural do município de Colniza, em Mato Grosso, já foram identificados e liberados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) do estado. São eles: Fábio Rodrigues dos Santos, Izaul Brito dos Santos, Ezequias Santos de Oliveira, Samuel Antônio da Cunha, Francisco Chaves da Silva, Sebastião Ferreira de Souza, Aldo Aparecido Carlini, Edson Alves Antunes e Valmir Rangeu do Nascimento.

Sete vítimas são de Rondônia, uma de Mato Grosso e uma de Alagoas, todos homens adultos.

A chacina ocorreu perto do distrito de Guariba, em uma área denominada Taquaruçu do Norte, a 350 quilômetros da sede de Colniza. O município, que é um dos líderes no ranking de desmatamentos na Amazônia, fica a 1.065 quilômetros de Cuiabá. Os oito corpos já foram liberados pela perícia. Um será sepultado em Cerejeiras (RO), três em Guariba e cinco em Colniza.

De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), há mais de dez anos os conflitos fundiários são comuns no local, onde já ocorreram outros assassinatos e agressões. A CPT informou que investigações policiais feitas nos últimos anos apontaram que “os gerentes das fazendas na região comandavam uma rede de capangas, altamente armados, que usavam do terror para que a área fosse desocupada pelos pequenos produtores”.

Os nove corpos foram resgatados na sexta-feira (21) no fim do dia e o transporte até Colniza foi feito durante a madrugada de ontem (22). Informações preliminares apontam que as vítimas apresentam sinais de facadas e tiros.

Policiais civis e militares estão no local do crime apurando os fatos das mortes. A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso deslocou uma equipe de investigadores e peritos de Cuiabá para reforçar as investigações na região. A prefeitura de Colniza e a paróquia do município também estão colaborando no caso.