Histórias e declarações de amor pelos pais

Histórias e declarações de amor pelos pais

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Eldelany lembra com carinho, de uma travessura de adolescente e como naquele momento soube da importância de seu pai para a sua vida (Foto: Arquivo pessoal)

Em primeiro lugar, feliz Dia dos Pais! É o que se comemora neste domingo. A edição deste final de semana apresenta histórias enviadas pelos leitores sobre seus pais. O NOVO agradece a quem participou dessa ação e compartilha com todo os leitores essas homenagens, algumas alegres outras tristes; umas mais longas outras mais curtas, mas todas com algo em comum: o amor pela figura paterna. O (s) autor (es) do depoimento escolhido por votação entre os profissionais da redação do NOVO vai participar de uma entrevista na segunda-feira (14) ao vivo, às 18h, na Sodiê Doces, na avenida Prudente de Morais, 1869, Barro Vermelho. 

"Não importa quantos irmãos eu tenha, para meu pai sempre serei muito importante"

Eldelany Soares

"Meu nome é Eldelany Soares, tenho 30 anos. O nome do meu pai é Francisco de Souza Soares, ele tem 51. Quando eu tinha 12 anos, estudava o ensino fundamental em uma escola estadual no bairro Petrópolis. Filha mais velha com três irmãos, achava que não recebia a atenção suficiente de meus pais.

Um dia pela manhã fui à escola como de rotina, perdia aula para ficar conversando com duas amigas, ambas da minha idade. Uma delas se queixava todos os dias que era espancada pela mãe, a outra reclamava que os pais não se importavam com ela, com o tempo e eu passei a reclamar da falta de atenção. Resolvemos fugir. Com alguns trocados no bolso, pegamos um ônibus e fomos até o maximo que podíamos, chegamos em Parnamirim. De carona em carona, 24 horas depois estávamos em Recife.

Deixei meus pais desesperados. Ao chegar em Recife me bateu o medo, e a saudade de casa.... Fomos acolhidas por uma assistente social, depois que eu pedi ajuda. Ligaram para nossos pais, os pais das duas meninas que me acompanhava, alegaram não ter dinheiro para ir buscá-las, a mãe de uma delas disse que ela desse um jeito de voltar, assim como ela fez para ir.

Meu pai recebeu a ligação da assistente social e quis viajar na mesma hora, mas a assistente falou que ele só me levava se levasse as três juntas para Natal.

Somos de familia humilde, minha mãe tinha dado a luz há pouco tempo, as coisas estavam apertadas e meu pai não tinha o valor das passagens. Meu pai teve que pedir emprestado a um e a outro amigo, adquirindo dívidas. Mas foi nos buscar em Recife. Nesse mesmo ano eu ia muito mal na escola, estudava a 7a série e iria ser reprovada, mas meu pai não deixou, mesmo com a falta de dinheiro e o aperto financeiro, pagou aulas particulares pra mim evitando que eu fosse reprovada. Percebi então que não importa quantos irmãos eu tenha, para meu pai sempre serei muito importante."