Histórias e declarações de amor pelos pais

Histórias e declarações de amor pelos pais

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Luziane Borges, quando a história de amor vira orgulho pelo pai (Foto: Arquivo Pessoal)

Em primeiro lugar, feliz Dia dos Pais! É o que se comemora neste domingo. A edição deste final de semana apresenta histórias enviadas pelos leitores sobre seus pais. O NOVO agradece a quem participou dessa ação e compartilha com todo os leitores essas homenagens, algumas alegres outras tristes; umas mais longas outras mais curtas, mas todas com algo em comum: o amor pela figura paterna.

Acho que o nosso amor vem de outras vidas

Luziana Borges

"Boa noite! Vim aqui contar um pouco da minha história de amor com o meu pai. Desde criança, que o nosso amor é admirado por todos a nossa volta, ele sempre foi meu amigo, meu herói.

Era a ele a quem eu sempre recorria, quando caia, quando levantava. Sempre senti um orgulho tão grande em ser sua filha, lembro de quando pequena, ele trabalhava dirigindo o caminhão do lixo e isso nunca foi vergonha pra mim, continuava orgulhosa. Eu tenho tanto orgulho do homem que ele é, que sempre que me imaginava tendo um filho, que dizia... Quando eu tiver se chamará Carlos Augusto, o mesmo nome do meu pai, e assim fiz. Hoje tenho dois grandes amores chamado Carlos Augusto!

Meu pai sempre foi pai, em todas as horas, até quando precisei de um pai para meu filho, ele tirou a roupa de avô e vestiu a de pai para o nosso Carlinhos.

Quando ele começou a apresentar problemas de saúde, eu sempre fiz questão de ir a todas as consultas, exames, tudo... Tudo a Lulu dele era quem marcava e ia com ele, íamos sempre de mãos dadas, sempre.

Todos os Dias dos Pais, o acordo com beijos e presentes, o meu e o do nosso Carlinhos. Todos os dias tínhamos que nos falarmos por telefone, do contrário o nosso dia não estava completo. Ano passado senti uma necessidade enorme de casar como manda o figurino, apesar de já viver em uma união estável há mais de dois anos, eu queria casar na igreja, de véu e grinalda, e entrar de mãos dadas com ele. Todas as noivas que conheço nos preparativos só falam em ver a reação do noivo ao vê-la chegar no altar, a minha sempre foi em ver a reação do meu pai ao me ver tão linda chegando de noiva.

Aquela vontade de realizar esse sonho era urgente dentro de mim. E eu fiz, eu realizei, eu casei. Entrei de mãos dadas com ele, ele todo emocionado, chorou toda a cerimônia, aquele foi o dia mais feliz da minha vida, dia 12/11/2016.

Nossa sintonia era perfeita. Nosso olhar falava por si só.

Acho que o nosso amor vem de outras vidas.

Esse ano, no dia 7/01/2017, Deus precisou de alguém com o coração maior que o próprio corpo, alguém com uma gargalhada alta, uma bondade na alma, alguém muito prestativo e amado por todos, e o levou.

Meu pai teve um AVC hemorrágico, entrou em coma profundo poucas horas depois e faleceu. Os médicos falaram que ele não sentiu dor, dizem que as pessoas boas não sofrem na hr de partir.

Esse domingo será o nosso primeiro Dia dos Pais longe, longe de corpo, porque sinto ele comigo todas as horas do meu dia.

Se eu pudesse dizer apenas uma palavra a ele nesse domingo, eu diria OBRIGADO. Obrigado por toda essa riqueza de boas lembranças que o Senhor me deixou. Obrigado por essa mulher que me tornei me espelhando em você. Obrigado por todo amor plantado a sua volta. Obrigado por ter sido tão PAI, tão amor. Obrigado, obrigado e obrigado. Te sinto, te vivo... Te amo." 

A história da Luziana Borges e de seu pai foi a escolhida para ser contada ao vivo, segunda-feira às 18h. Com direito a muitas surpresas. Obrigado a todxs que participaram!