MPRN abre concurso com salários a partir de R$ 4.472,71

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As inscrições para o concurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte já começaram e prosseguem até 11 de abril (às 23h59min observado o horário local).

No total, são 32 cargos no quadro de pessoal efetivo – sendo 27 para a função de técnico do MPRN, três para analista de Contabilidade e duas para analista de Engenharia Civil. Nisso estão incluídas as vagas destinadas às pessoas com deficiência.

As inscrições estão sendo realizadas no portal da Comperve, no endereço eletrônico www.comperve.ufrn.br, onde os interessados poderão acessar o formulário de inscrição e o edital.

A remuneração inicial do cargo de analista é de R$ 5.609,19 (incluído o vencimento, auxílio alimentação e auxílio saúde) e do cargo de técnico é de R$ 4.472,71.

Segundo previsto no calendário, disposto no edital, as provas do concurso serão aplicadas no dia 07 de maio em Natal e em Mossoró. O resultado final deve ser divulgado em 23 de junho.

O candidato a um dos cargos de nível superior, analista do MPRN, terá que pagará uma taxa de inscrição de R$ 180,00. Aqueles que desejam concorrer a uma vaga como técnico do MPRN, função de nível médio, pagarão uma taxa R$ 110,00 para se inscrever no certame.

Têm direito à isenção da taxa de inscrição do concurso os doadores de sangue (em obediência à Lei Estadual nº 5.689, de 09 de janeiro de 1989), cidadãos que trabalharam para a Justiça Eleitoral (de acordo com a Lei Estadual nº 9.643, de 18 de julho de 2012 e com o Decreto Estadual nº 19.844, de 06 de junho de 2007) e as doadoras de leite materno (conforme a Lei Estadual nº 10.095, de 08 de agosto de 2016). Para usufruir de tal direito o candidato com os perfis mencionados deverão seguir as instruções dispostas no edital, que foi republicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na sexta-feira (10).

Transposição do Rio São Francisco ainda não tem data para chegar ao RN

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Celebrada pelo povo, a chegada das águas do São Francisco ao estado da Paraíba representa a conclusão de parte da maior obra de transposição realizada em solo brasileiro. Além dos festejos populares, que agradeciam pela chegada da água, a disputa política pelos créditos pela conclusão do Eixo Leste da transposição transformou o interior paraibano no centro político do país na primeira metade deste mês: enquanto o presidente Michel Temer inaugurou oficialmente a obra, na cidade de Monteiro, o ex-presidente Lula reinaugurou a obra, atraindo uma multidão de seguidores.

Enquanto a disputa pelo crédito da conclusão do Eixo Leste movimentou o interior paraibano, outro trecho da obra completou seis meses de paralisação. O Eixo Norte, único que afeta diretamente o estado do Rio Grande do Norte, teve as obras suspensas em setembro de 2016. O trecho foi paralisado desde que a empresa Mendes Júnior Trading S.A. pediu para transferir os contratos da obra sobre sua responsabilidade para outra empresa capacitada. De lá para cá, outra licitação foi realizada, mas até o momento, as obras seguem paradas.

O Eixo Norte da Transposição do São Francisco foi projetado com 260 Km de extensão. Captando água no trecho pernambucano do Rio São Francisco, o canal principal ainda corta o estado do Ceará, antes de entrar em território paraibano. A obra tem fim na Barragem Engenheiro Ávidos, na cidade de Cajazeiras. O eixo tem repercussão direta no RN, pois a barragem despeja água diretamente no leito do Rio Piranhas-Açu, maior bacia hidrográfica em solo potiguar. Além deste trecho, está previsto no projeto da transposição um ramal de aproximadamente 100 km, ligando o reservatório Caiçara, no trecho final da obra no estado vizinho, ao rio Apodi-Mossoró. Sem a conclusão do Eixo, o RN não será impactado pelas obras da transposição.

Aproveitando o momento de mobilização política em torno das obras, deputados estaduais do Rio Grande do Norte e da Paraíba se reuniram na última quarta-feira (22) na assembleia potiguar para definir estratégias para garantir a conclusão do Eixo Norte. Além dos parlamentares dos dois estados, a reunião contou com a participação de representantes da Igreja Católica, da indústria e de órgãos fiscalizadores. Durante a reunião, os representantes criaram um documento, batizado como “Carta de Natal”, para cobrar do Ministério da Integração Nacional e das bancadas federais a celeridade necessária para conclusão das obras ainda neste ano. A Carta também foi assinada pelos representantes das entidades presentes na reunião.

Dentre os pontos abordados no documento, os parlamentares cobram do Ministério da Integração Nacional as providências legais para a conclusão do canal entre as barragens de Caiçara e Engenheiro Ávidos, a execução integral da transposição da Bacia do Apodi e a elaboração e execução do Eixo Piancó/Coremas/ Piranhas, que vai abastecer a região do Vale do Piancó, no Sertão paraibano.
De acordo com o deputado estadual Fernando Mineiro (PT-RN), as cobranças específicas pautadas na reunião são essenciais para garantir o abastecimento dos estados, no entanto, o principal ponto abordado no documento é a retomada imediata das obras, se necessário, em caráter emergencial.

“As obras do Eixo Norte estão paradas desde o ano passado. O Tribunal de Contas determinou uma nova licitação, uma empresa foi escolhida após a desabilitação de outras empresas e nós estamos cobrando a retomada. E, caso exista algum imbróglio jurídico, que o Governo faça essas obras em caráter emergencial. Porque para a água chegar ao Rio Grande do Norte, no sertão da Paraíba e mesmo no Ceará, é preciso que as obras sejam retomadas”, argumenta Mineiro.

O imbróglio jurídico ao qual o deputado se refere – tratado no documento como “hipótese remota de judicialização” – diz respeito ao processo de licitação que habilitou o consórcio Emsa-Siton a retomar as obras interrompidas. O consórcio foi apenas o terceiro em preço dentre as empresas concorrentes, no entanto, as duas primeiras foram desabilitadas por questões técnicas. A preocupação é que, caso as empresas recorram à decisão, a obra continue paralisada e os estados, castigados por uma prolongada seca e com os reservatórios em situações graves, continuem sem abastecimento.

Transposição levada até Brasília

A elaboração da ‘Carta de Natal’ tem como objetivo unificar os pontos consensuais que serão tratados em uma reunião em Brasília. No dia 5 de abril, os parlamentares vão apresentar a pauta durante uma reunião já convocada com a Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, atualmente dirigida pela senadora potiguar Fátima Bezerra. A reunião contará com a presença do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

De acordo com o presidente da Frente Parlamentar de águas da Paraíba, o deputado estadual Renato Gadelha (PSC), a reunião é de vital importância para cobrar dos parlamentares dos estados mais engajamento em relação à pauta.

“Precisamos envolver os deputados federais e os senadores, porque são esses que tem poder de voz e voto. O presidente da República precisa desse apoio lá. Se a gente tiver as bancadas de Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará unidas, teremos força política para dar velocidade”, diz o deputado.

Enquanto o deputado do PSC ficou responsável por mobilizar a bancada paraibana, o deputado Galeno Torquato (PSD) deve acionar as coordenações da bancada potiguar.
Além da reunião com o ministro, os deputados também decidiram por tentar articular uma reunião direta com o Presidente da República. Esta, no entanto, ainda não foi agendada.

“O objetivo é que juntos nós possamos provocar o Governo Federal, através do Presidente da República, através do Ministro da Integração, para que essa obra que vai abastecer o RN tenha celeridade para que essa água chegue aqui ainda esse ano”, explica Galeno.
Manuseio indefinido

Obras, projetos e licitações em falta

Apesar do objetivo imediato ser a retomada das obras, o abastecimento de RN e PB dependem ainda de outras obras secundárias. Se por um lado a conclusão do Eixo Norte levaria água até a Barragem Engenheiro Ávidos, que fica na nascente da bacia do Rio Piranhas-Açu, o abastecimento de outras áreas nos dois estados, prevista no planejamento inicial, ainda depende de projetos e licitações que sequer foram concluídos.

No RN, falta a conclusão do projeto para iniciar o processo de licitação do ramal que vai ligar a Barragem Caiçara, em Cajazeiras, ao rio Apodi-Mossoró, em Major Sales. A obra, um canal de mais de 100 Km, abasteceria os açudes de Pau dos Ferros e Santa Cruz, além de perenizar o rio.

Na Paraíba, a situação mais preocupante é o projeto e a licitação para interligar o Caiçara à Cachoeira dos Índios, a fim de abastecer a região do Vale do Piancó.
Durante a reunião realizada em Natal, o secretário legislativo da Assembleia potiguar, Elias Fernandes, mostrou-se pessimista quanto à conclusão das obras ainda não licitadas.

“Do jeito que essas obras estão, pelo que eu venho observando, e pelo ritmo que está sendo tomado, antes de 2020 esses ramais não estão prontos”, disse.

As duas obras não licitadas impactariam diretamente no abastecimento de mais de 15 municípios paraibanos e em toda a bacia do Apodi-Mossoró.

Manuseio Indefinido

Apesar da urgência pela chegada da água, a ausência de uma regulamentação para o manuseio, gestão e fiscalização das águas da transposição preocupa especialistas.
De acordo com o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-Piranhas-Açu, José Procópio Lucena, trazer a água “a qualquer custo” pode gerar consequências desde o comprometimento da qualidade da água até o esgotamento completo da transposição.

“É claro que a nossa preocupação central é que precisamos de água, isso é fato. Nós vivemos uma crise hídrica gravíssima e todos os reservatórios estão muito abaixo da capacidade, portanto temos que ter clareza que possa ter água. Porém, não podemos estar recebendo qualquer água”, disse.
De acordo com o especialista, sem a fiscalização e o manejo necessário, a água vai se perder antes de chegar ao destino final, seja por evaporação, por não conseguir seguir pelos rios assoreados ou por ser desviado antes do destino final.

“Fizemos testes no sistema Coremas-Mãe d’água, na Paraíba. Bombeamos 3 m³ de água por segundo para Jardim do Seridó, há mais ou menos 110 Km de distância e só chegou 10%. Isso mostra o quanto é preciso dar eficiência ao modelo de gestão.

O posicionamento defendido por Procópio gerou reações diversas durante a reunião. Os pontos foram abordados no documento final, que cobra a revitalização das bacias, o saneamento básico dos municípios que margeiam a obra e a conclusão do modelo de gestão, operação e manutenção. No entanto, houve quem considerasse a questão secundária.

Para o deputado paraibano Renato Gadelha, a urgência de fazer com que a água chegue aos estados não pode esperar pela conclusão do plano de manuseio. “Eu não me preocupo com isso, honestamente. Nós temos que nos preocupar com a água. Se não chegar água, não vai ter gestão de coisa nenhuma. Eu acho que esse debate atrapalha. Hoje você bebe água reutilizando de qualquer fonte poluída. Em Monteiro já foi resolvido, a Funasa junto com a prefeitura saneou 92% da área urbana do município. Isso vai ser resolvido cada cidade, porque isso não é da competência do Governo Federal”, defendeu Gadelha.

Já o deputado Jeová Campos (PSB-PB) ponderou sobre a necessidade do modelo da forma mais imediata possível. “É fundamental você ter uma política de gestão das águas, uma manutenção dos rios, uma política de saneamento básico dos municípios”, afirmou.

Apesar das opiniões, Procópio justifica que a conclusão da obra não significa o fim dos problemas de abastecimento, insistindo que, sem o modelo de gestão, a obra se esgotará. “Se não houver um modelo de gestão eficiente, um modelo de operação e um modelo de fiscalização para os 477 canais da transposição e se não houver a revitalização dos rios, é possível que acabemos a obra física e em dois anos não tenhamos mais água. Seja porque ela não vai conseguir caminhar pelo rio, ou vai estar poluída, ou vai ser desviada no percurso. Eu estou falando de coisas complexas, de integração de bacias. As pessoas entram em simplicidades, de trazer água a qualquer custo e isso só não é suficiente”, conclui.

 

Cerveja: um negócio de família

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Em meio às prateleiras repletas de cervejas artesanais, Fabiano Zolli, 40, está muito bem ambientado. Natural de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, o gaúcho trocou os clima frio dos Pampas pelo calor de Natal para reunir as suas paixões: a família e a cerveja. Proprietário da loja ‘MestresCervejeiros.com’ em Natal, aberta há seis meses no CCAB Petrópolis, Zolli encontrou na capital potiguar o local ideal para iniciar seu negócio e passar mais tempo com a família.

“Eu sou engenheiro agrônomo e trabalhei 15 anos com multinacionais. Então eu rodei o Brasil trabalhando na agricultura. Mas chegou um momento em que achei que estava na hora de dar uma mudada na vida e trabalhar um pouco mais pra gente. A escolha por Natal foi óbvia. Minha mãe já mora aqui há três ou quatro anos e nós vínhamos para cá duas vezes por ano. E aí optamos por trabalhar no ramo cervejeiro que já era uma paixão minha há muito tempo”, explica o gaúcho.

A paixão de Fabiano pela cerveja começou cedo. Antes de se tornar engenheiro agrônomo, o gaúcho, então com 19 anos, produziu suas primeiras cervejas artesanais. “O tio de um amigo já fazia cervejas, e como eu tinha 19 anos, não tinha muita grana para comprar, a gente ia lá ajudar e ganhava umas garrafinhas no final da brincadeira”, diverte-se ao relembrar da época. Quando questionado sobre a qualidade da cerveja, o lado analítico do proprietário de cervejaria toma a frente. “Se você me perguntar se era uma cerveja boa ou ruim eu não vou saber dizer, porque eu não lembro. Mas era uma cerveja totalmente aleatória: sem estilo, sem padrão”, recorda.

Entre as primeiras cervejas produzidas no RS e a abertura da cervejaria em Natal, mais de 20 anos se passaram. E a entrada no mercado de como empresário exigiu uma preparação diferenciada em relação aos dias de produção de brincadeira.

“A gente nota que o mercado de cerveja vem crescendo a números assustadores anualmente. Mesmo assim, o nosso público consumidor ainda é muito pequeno. A gente deve ter 1% do público consumidor de Natal, que consome cerveja artesanal. Apesar disso, é bom que se diga, não temos falta de público. O público consumidor é 1%, mas a gente tem um público potencial de 99%. E esse movimento vem aumentando cada vez mais”, diz Fabiano.

Ainda de acordo com o empresário, a escolha por iniciar o negócio com uma franquia também foi uma decisão tomada durante a preparação. “Queríamos uma franquia estruturada, que não nos sujeitasse a muitas surpresas nessa entrada no mercado. Por isso optamos por abrir a franquia durante esse período de adaptação”, justifica. A franquia originária de Curitiba já tem aproximadamente 70 lojas pelo Brasil.

A bebida além da bebida

Especializada em cervejas artesanais, a cervejaria da família Zolli trabalha com marcas nacionais e internacionais, muitas desconhecidas do grande público. Rótulos coloridos, tampas que simulam o tambor de um revólver e cervejas de famosas bandas de rock estão entre as novidades oferecidas no local. “Aqui nós temos cervejas que custam desde R$ 14, R$ 15 até R$ 150. Eu tinha até uma cerveja de R$ 300 aqui, mas vendeu e eu não consegui comprar de novo para trazer”, diz Zolli.

A marca mais procurada pelo público, segundo o empresário, é a alemã Weihenstephaner. “É de uma cervejaria que produz cervejas desde aproximadamente 1040; já passou por duas guerras mundiais. É realmente uma cerveja muito tradicional”, explica. Entre os estilos, as mais procuradas são as Indian Pale Ale (IPA). “São cervejas mais amargas e mais aromáticas”, detalha.

Falando sobre os tipos de cerveja, Fabiano demonstra intimidade com o tema. Não foram necessários mais de 20 minutos para esta reportagem ser apresentada a cervejas de safra – assim como os vinhos – cervejas premiadas dentro do Brasil e cervejarias internacionais famosas. A explicação sobre as cervejas, suas origens e histórias, garante Zolli, está incluída no serviço.
“Tem gente que vem aqui, pede uma cerveja e nós percebemos que ela está procurando alguma informação a mais. Por isso a gente pesquisa e procura mostrar ao cliente a história de cada estilo de cerveja e das cervejarias espalhadas pelo mundo. É quase uma consultoria, mas a gente não cobra pelo serviço. Aliás, não sei nem se esse é o termo correto”, conta o empresário.

O perfil do produto é moldado a partir do público. De acordo com Fabiano, a divisão por gênero é quase igual. “Nosso público hoje é de 60% homens e 40% mulheres, numa faixa etária entre 30 e 60 anos. É um público mais maduro, que procura algo a mais que a refrescância da cerveja”, frisa.

Apesar das constantes pesquisas quanto as marcas oferecidas, Fabiano evita taxar as cervejas em escala de qualidade. “A gente costuma dizer que não vendemos cerveja, vendemos momentos. Às vezes, você tem uma cerveja que nem é tão boa, mas você teve um momento tão legal que você gosta dela. Eu sou um caso desses. Eu gosto muito da Skol, que é a cerveja que eu tomo com o meu pai assistindo jogo do Grêmio na sala da casa dele”, justifica. 

Cervejaria, loja e bar

Além da venda das cervejas artesanais, a Mestre Cervejeiros oferece também o serviço de bar e loja.

De acordo com Fabiano, os produtos da loja variam desde comidas, passando por roupas e acessórios, até material de higiene pessoal. Tudo é claro, feito ou remetendo à cerveja. No entanto, é o bar que tem atraído à clientela.

“A maior procura aqui é principalmente para consumo no local, porque funcionamos depois das 18h como bar. Então o pessoal vem, toma um chopp e curte o happy hour por aqui”, fiz Zolli.
Segundo o empresário, o bar oferece chopps artesanais de cervejarias de todo o mundo e, semanalmente, as cervejarias variam. Na ocasião da entrevista, os chopps disponíveis na loja eram da Inglaterra e dos EUA. Os preços, de acordo com Fabiano Zolli, variam de R$ 15 a R$ 39.

“Nós queremos mostrar que a cultura cervejeira vai além do beber. Não é apenas beber muito, é beber com qualidade. Queremos que, ao invés da pessoa beber 20 litros de cerveja, beba três, mas analisando o aroma e o sabor. Queremos mostrar que cerveja não é negócio de bêbado. É de gente que estuda a história e os sabores”, explica.

“Nós queremos mostrar que a cultura cervejeira vai além do beber. Não é apenas beber muito, é beber com qualidade. Queremos que, ao invés da pessoa beber 20 litros de cerveja, beba três, mas analisando o aroma e o sabor. Queremos mostrar que cerveja não é negócio de bêbado. É de gente que estuda a história e os sabores”, finaliza Fabiano Zolli.

 

Rodrigo Janot diz que ataque ao MPRN é um "ultraje"

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Em nota, o procurador geral da República Rodrigo Janot, presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, se solidarizou com o Ministério Público potiguar, em razão dos atentados em que dois promotores foram baleados por um servidor da casa, Guilherme Wanderley Lopes. Ele classificou o ataque como um "ultraje". A seguir, a nota do CNMP:

NOTA DE APOIO AO MP/RN

O Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, manifesta a mais irrestrita solidariedade ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, na pessoa de seu Procurador-Geral de Justiça e Presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, Rinaldo Reis, a propósito do atentado que vitimou dois de seus mais valorosos integrantes.

O ataque pessoal a qualquer Membro do Ministério Público significa, sobretudo, ultrajar a própria Instituição. O Presidente do CNMP confia e espera o rápido esclarecimento dos fatos e reforça seu incondicional apoio ao MP/RN.

Rodrigo Janot Monteiro de Barros
Presidente do CNMP

Associação dos Promotores do RN cobra prisão de atirador

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A Associação do Ministério Público do RN divulgou nota oficial demonstrando consternação com os atos de violência contras os promotores Wendel Bethoven e contra o procurador geral adjunto Jovino Pereira, na sexta-feira (24). Assinada pelo presidente da Ampern, o ex-procurador geral de Justiça Fernando Vasconcelos, a nota cobra a prisão do servidor Guilherme Lopes e punição severa. Abaixo, a íntegra da nota:

NOTA OFICIAL

A ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - AMPERN, ainda consternada com os atos de extrema violência praticados no dia de hoje (24/03) na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, vem a público manifestar o seu repúdio ante a agressão praticada contra seus associados e contra a Instituição do Ministério Público e, ao mesmo tempo, se solidarizar com os Promotores de Justiça Jovino Pereira da Costa Sobrinho e Wendell Beetoven Ribeiro Agra, atingidos pelos disparos, e com o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis, provavelmente o alvo principal do ataque, que por uma providência divina não foi atingido.

Por outro lado, agradecemos todo o apoio recebido da sociedade em geral e, particularmente, dos operadores do SAMU e do Hospital Walfredo Gurgel, cujo zelo e qualificação de seus profissionais, foram essenciais para se evitar uma tragédia de dimensões ainda maiores, além do Secretário Municipal de Saúde, Dr. Luiz Roberto Fonseca, que participava de um evento na PGJ e prontamente prestou os primeiros socorros às vítimas.

Ressaltamos que à luz da dignidade da pessoa humana não há qualquer justificativa aceitável para as agressões perpetradas hoje, notadamente se decorrentes de mera divergência de ideias ou da discordância quanto a diretrizes administrativas.

Por outro lado, espera que o autor dos crimes seja preso o quanto antes, e punido com a seriedade devida, na forma da Lei, ao mesmo tempo em que pede o apoio da sociedade em geral para denunciar à Secretaria de Defesa Social e Segurança Pública (ligue 181) repassando qualquer dado que possa auxiliar na captura do autor de tais atos e, consequentemente, na aplicação da lei.

Orando a Deus pelo pronto restabelecimento dos associados Jovino Pereira da Costa Sobrinho e Wendell Beetoven Ribeiro Agra, além de igual restabelecimento do trauma psicológico quanto a outros membros e servidores, especialmente aqueles que presenciaram o triste acontecimento, desde já conclamamos a todos que fazem o Ministério Público para retomarmos as atividades da Instituição com a mesma garra, empenho e disposição de sempre, enfrentando com coragem a vida com todas as suas dimensões, lutando sempre por Justiça, paz e realização, com a maior eficiência possível, dos direitos da sociedade potiguar.

Natal/RN, em 24 de março de 2017.

 

FERNANDO BATISTA DE VASCONCELOS
Presidente da AMPERN

[Artigo] Respeito à verdade

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O Brasil deve aproveitar a crise gerada por 13 anos de equívocos, incompetência e corrupção que o PT legou ao País. Por mais paradoxal que seja, é a oportunidade para empreendermos as reformas estruturais que foram adiadas por tempo demais. Se não há confiança de agentes econômicos, empregados e empregadores, não há verdadeiro desenvolvimento. Neste contexto a modernização das leis do trabalho é passo crucial para retomarmos o crescimento e gerarmos os empregos necessários ao bem-estar do povo brasileiro. É um pacto necessário para o futuro e um remédio para os atuais tempos sombrios.

 

A confiança precisa ser restaurada e a insegurança jurídica superada para que forças econômicas possam voltar a investir. Afinal, nada é mais urgente em um país que tem mais de 12 milhões de desempregados, 10 milhões de sub-empregados e mais de 20 milhões em desalento, que por algum motivo pararam de procurar emprego. Mais da metade da população em idade laboral encontra-se fora do mercado formal. É óbvia a necessidade de mudanças. O desemprego esgarça a sociedade e impede o nosso desenvolvimento.

O mantra da esquerda, repetido ad nauseam, de que  trabalhadores perderão direitos e a reforma precariza a relação de trabalho é pura desonestidade intelectual. Os direitos individuais dos trabalhadores são garantidos na Constituição da República no seu art. 7 com mais de 30 incisos e não podem ser mudados por Lei Ordinária, como é a natureza jurídica da reforma. Porém, os responsáveis pela maior crise econômica do país não se cansam em escamotear a verdade dos fatos. Lamentável!

Ademais, muitos outros avanços podem ser conseguidos. É hora de dar um basta na balbúrdia prevalecente no campo sindical brasileiro. As evidências são acachapantes: temos 16.451 sindicatos, 583 federações, 47 confederações em um total de 17.081 entidades sindicais. Na Argentina são 91 instituições, na Dinamarca 164 e no Reino Unido, berço do sindicalismo, 168 entidades sindicais. Os Estados Unidos, com mais de 300 milhões de habitantes, possuem 5.426 sindicatos. Em qualquer parâmetro de comparação, a situação brasileira não é nada saudável, nem para trabalhadores e muito menos para os empreendedores. Empregados não são representados por esse cipoal de entidades embaralhadas em interesses nem sempre transparentes e reais do trabalhismo.

Consideramos que a unicidade sindical tem feito muito mal ao Brasil. Aproveitaremos a reforma trabalhista para fortalecer o sindicalismo em nosso país, retirando a obrigatoriedade da contribuição sindical. Isso vai permitir que realmente prevaleçam sindicatos que defendem interesses do trabalhador. Os verdadeiros sindicatos  sobreviverão pela adesão espotânea de seus associados e os pelegos deverão desaparecer. Precisamos superar a nefasta indústria dos sindicatos.

Não custa lembrar que a contribuição  sindical obrigatória movimentou nos últimos cinco anos quase 16 bilhões de reais. Uma fábula de dinheiro que não é submetida a nenhum controle da sociedade ou do próprio Estado. São instituições que não prestam conta de suas administrações. É preciso democracia e transparência ao mundo sindical e principalmente separar o joio do trigo, fortalecendo o movimento com o verdadeiro sindicalismo que é indispensável como representação coletiva na mediação de conflitos.

A reforma das arcaicas leis do trabalho é uma necessidade inadiável para a nação retomar o crescimento. Ser contra as reformas é querer deixar intacto o atual estado de coisas; é uma postura eminentemente reacionária própria daqueles que se identificam com o patrimonialismo e corparativismo que tanto mal tem feito ao nosso País.