Potiguar é aprovada para Comissão Interamericana de Direito Humanos

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A potiguar Carolina Beghelli, de 22 anos, aluna do 9º período do curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi a única mulher e a única do Rio Grande do Norte a ser aprovada como estagiária na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão de justiça internacional vinculado à Organização dos Estados Americanos sediado em Washington D.C., nos Estados Unidos. Além dela, apenas três brasileiros foram selecionados para a experiência.

A estudante soube da notícia há cerca de uma semana e deve iniciar os seus trabalhos no órgão no dia 8 de setembro. Mas, apesar de viver o sonho de ser aprovada numa organização internacional mundialmente reconhecida e respeitada, ela busca agora apoio para conseguir manter-se fora do país durante o período de três meses. O programa de estágio não apresenta nenhum tipo de remuneração, sendo inteiramente de sua responsabilidade o custeio do transporte, alimentação e moradia.

Em virtude dos recentes cortes de recursos nas Universidades de todo o país, Carolina vem enfrentando dificuldades para ser contemplada com os editais de ajuda de custo da UFRN. Porém, a jovem não desanimou e já vendeu inclusive o carro para comprar as passagens, mas ainda não é o suficiente. Para isso, ela busca qualquer tipo de auxílio financeiro. “É uma oportunidade única na vida profissional de qualquer pessoa. Somado ao fato de que estarei representado o RN, podendo aplicar os conhecimentos adquiridos nos programas de Direito Internacional existentes aqui no Estado”, destacou Carolina.

Ela falou ainda sobre o papel que irá desempenhar na Comissão. “Enquanto estiver em Washington, terei a grandiosa chance de aprender com o curso de formação oferecido diretamente pela Organização dos Estados Americanos, trabalharei com casos concretos de Direito Internacional dos Direitos Humanos em pareceres jurídicos aos países membros da Organização e atenderei às vítimas de violações e participarei de audiências da Comissão Interamericana de Direitos Humanos”.

Quem quiser contribuir poderá fazer pela conta da Caixa Econômica Federal, em nome de Juliana Santos de Carvalho, Agência 0633, Conta Corrente 21586-4, Operação 001. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone (84) 99138-9797.

MP ainda não reforçou segurança após atentado

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Menos de uma semana após o atentado promovido por um servidor do Ministério Público Estadual contra três membros do órgão, que vitimou o procurador-geral adjunto de justiça, Jovino Pereira Sobrinho, e o promotor de justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra, a rotina na Procuradoria-Geral de Justiça, onde ocorreu o incidente, praticamente já voltou ao normal. Contudo, nenhum reforço ainda foi feito no quesito segurança. Na última sexta-feira (24), o técnico do MPRN e assessor jurídico Guilherme Wanderley Lopes da Silva, 44, atirou com um revólver contra o procurador-geral Rinaldo Reis e os dois membros baleados.

Ontem, quatro dias depois do atentado, a PGJ, localizada em Candelária, não possuía qualquer aparato de segurança diferenciado para servidores ou mesmo visitantes. O protocolo de se identificar na recepção – o visitante deve indicar seu CPF e informar o setor para onde vai às recepcionistas – permanece. Os servidores também continuam entrando livremente no prédio. Ninguém passa por detectores de metais, que identificariam algum objeto inadequado, como um revólver, por exemplo.

E assim deve permanecer, pelo menos por enquanto. O MPRN, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que estuda, a partir do que ocorreu na semana passada, adotar melhorias na segurança, mas não há nenhum procedimento determinado. Na portaria também costumava haver um equipamento semelhante ao usado em agências bancárias. Ontem ele não estava lá porque estaria em manutenção, de acordo com informações passadas por servidores.

“O Gabinete de Segurança Institucional do MPRN, sem prejuízo de medidas já adotadas, tem analisado todo o ocorrido na sexta-feira na Procuradoria-Geral de Justiça para, em seguida, montar um planejamento do que, por ventura, seja necessário de mudanças no aspecto referente à segurança do prédio, membros e servidores”, afirmou o órgão.

A rotina parece estar voltando ao normal, apesar de o assunto ainda ser presente nos corredores do prédio. Na recepção, uma obra de fiação movimentava a entrada do prédio, com escadas espalhadas pelo corredor e eletricistas trabalhando em alguma estrutura no teto do térreo. Dias atrás, a movimentação no local era por outro motivo: pelos disparos efetuados pelo servidor Guilherme Wanderley e a correria de pessoas para fugir e socorrer as duas vítimas.

A única mudança perceptível ocorreu no estacionamento da sede do MPRN e nas entradas e saídas de veículos e pessoas. Até a semana passada, servidores e visitantes tinham acesso e saíam do local por portões com acesso à Avenida Jaguarari.

Desde segunda-feira (27), todos só utilizam o portão da Rua Promotor Manoel Alves Pessoa Neto, local que antes era exclusivo dos promotores de justiça. A medida, entretanto, não tem nada a ver com a tentativa de homicídio do servidor da última sexta-feira. Por uma questão de logística interna, a mudança já era planejada, esclareceu a PGJ. Agora, como consequência dessa reorganização, há mais espaço no estacionamento.
 

Grupos especiais são criados para investigar atentado

No Diário Oficial do Estado (DOE) de ontem, a Procuradoria-Geral de Justiça publicou a criação de uma comissão para averiguar com mais detalhes o atentado planejado pelo servidor Guilherme Wanderley Lopes da Silva. A portaria publicada e assinada pelo procurador-geral adjunto substituto, Jann Polacek Melo Cardoso – que está no lugar do procurador-geral adjunto Jovino Pereira, baleado no ataque de fúria do servidor.

Foram incorporados às investigações os promotores de justiça Edevaldo Alves Barbosa, Silvio Roberto Souza Lima e Giovanni Rosado Diógenes Paiva. No caso já estava o promotor Luiz Eduardo Marinho Costa. Segundo a portaria do DOE, os novos promotores entram no caso “sem prejuízo de suas funções e com todas as prerrogativas asseguradas ao Ministério Público, inclusive podendo recorrer conjunta ou isoladamente”.

No mesmo dia, a Delegacia-Geral de Polícia Civil (Degepol) confirmou que também criou um grupo especial para os mesmos fins: fortalecer a investigação, sob a responsabilidade do titular da 5ª Delegacia de Polícia, Renê Lopes, que investiga o caso desde o início.

Foram incorporados à apuração policial os delegados Júlio Lima, da 4ª DP, e o titular da Delegacia de Extremoz, Alisson Barbosa.

 

Sindicato protocola pedido de criação de comissão para servidores

Nesta última segunda-feira, o Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Rio Grande do Norte (SINDSEMP-RN) protocolou junto à Procuradoria-Geral de Justiça um pedido para que seja criada uma comissão para analisar e acompanhar a situação, sobretudo psicológica, de servidores – efetivos ou comissionados – que estejam submetidos ou respondendo a processos disciplinares e afastados do serviço por qualquer problema relacionado à atividade profissional.

“Que sejam disponibilizados profissionais (psiquiatra e psicólogo) para fins de acompanhar e dar apoio necessário a todos os servidores (comissionados e efetivos) que estejam submetidos / respondendo a processos disciplinares de qualquer espécie, e, também, afastados do serviço por qualquer problema relacionado a causas ou concausas da atividade laboral”, diz o ofício, repassado pelo Sindicato ao NOVO.

Segundo o ofício enviado pela diretoria sindical à PGJ, a comissão deverá ser formada por, pelo menos, um representante do SINDSEMP, e mais indicados da própria administração do MPRN, da Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (Ampern), da Ordem dos Advogados do Brasil do RN (OAB-RN) – da Comissão de Direitos Humanos –, da Defensoria Pública Estadual e do Ministério Público do Trabalho (MPT).

O Sindicato também pede à PGJ os processos integrais do que ele chama de “aposentação” de duas servidoras que teriam se aposentado por problemas no trabalho. “Inquestionavelmente, a partir dos últimos eventos, se faz imprescindível a devida preservação dos interesses da Classe dos Servidores”, defende o ente sindical.

Mãe conta drama que viveu para ver a filha curada de um câncer infantil

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O diagnóstico do câncer é uma notícia brutal para qualquer família. Apesar das possibilidades de tratamento e das chances de cura, a doença soa como uma sentença de morte no primeiro momento. Foi uma notícia como essa que mudou a vida da assistente administrativa Laise Cristina de Oliveira, que tinha 22 anos quando descobriu que sua filha Gabrielle Cristina de Oliveira, na época com um ano e quatro meses, estava com câncer.

Foi nessa época que conheceu o trabalho da Casa Durval Paiva de Apoio à Criança com Câncer, onde começou a dar aulas de teatro para outras crianças,  mantendo-se firme, cuidando da filha e apoiando as outras mães.  Hoje, depois que os anos mais difíceis de sua vida foram superados, Laise faz questão de contar sua história para dar esperança às famílias que lutam contra o câncer infantil. Enquanto fala, ela é um misto de emoções: seus olhos azuis sorriem, contendo as lágrimas ao pensar que hoje sua filha está curada.

De acordo com Laise, um dos fatores mais importantes para a cura de Gabrielle foi a descoberta precoce do tumor, por isso alerta as famílias para que fiquem atentas a qualquer sintoma anormal nas crianças. "Às vezes a gente protela a ida ao médico, mas o tempo não está ao nosso favor. Ele está sempre contra a gente", alerta.

Uma semana após a descoberta, Gabrielle já fazia sua primeira cirurgia para retirada do tumor. Depois disso foram quatro anos de tratamento, entre meses de internação hospitalar, um ano e três meses de quimioterapia, uma segunda cirurgia e mais um ano de acompanhamento até que fosse atestada a cura de Gabi, como é carinhosamente chamada pela mãe. “Em alguns momentos percebíamos que ela estava muito fraca, parecia que íamos perder a Gabi, mas é uma menina muito forte, muito vivente”, relata Laise.

O tratamento consumiu os anos de 2007 a 2011. Hoje, com dez anos de idade, a menina frequenta a 5ª série da escola regular e vive como as outras crianças de sua idade. “Hoje ela é o tesouro da casa e da família. Devolve tudo que fizemos por ela só pela alegria de poder compartilhar os momentos da sua vida”, frisa. 

As jornadas de trabalho de Laise eram incontáveis. Trabalho, hospitais, cuidados com a casa e tratamento da filha compunham sua rotina de forma integral, fazendo com que fosse praticamentre impossível cuidar de si mesma. Sua história de superação encerra a série "Que Mulher!", na qual o NOVO abriu espaço para que personalidades femininas contassem seus dramas e lutas. A série foi um trabalho feito durante o mês de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 passado.

O diagnóstico
Com um ano e três meses de idade, a pequena Gabrielle chorava com dores abdominais. Laise procurou um médico, que atestou apenas problemas gástricos e receitou remédios que não cessaram as dores da criança.
Foi então que Laise percebeu um caroço na barriga de sua filha, que se tornava protuberante a cada respiração, e buscou a ajuda de outros médicos. A segunda médica procurada pela mãe identificou o câncer diagnosticado como teratoma imaturo e, na semana seguinte, foi realizada a primeira cirurgia para a retirada do tumor.

Para a mãe, além do choque da notícia, uma das maiores dificuldades foi ver a filha adoecer, ficar fraca e perder os cabelos. Laise conta ainda que, após a primeira cirurgia, a pequena Gabrielle passou por um ano e três meses de quimioterapia, traumático. Isso porque, na época em que a criança fez o tratamento, não havia cateteres disponíveis.

O equipamento diminui o impacto sobre os pacientes que precisam tomar injeções com frequência, pois evita que as veias sejam furadas a cada aplicação.

Laise conta que essa foi uma das partes mais difíceis do tratamento, pois Gabrille precisava receber injeções pelo menos duas vezes ao dia, o que foi deixando suas veias mais finas e frágeis. Era preciso segurar a própria filha durante toda aplicação dos remédios para que ela aceitasse as injeções.

Quando essa parte do tratamento estava perto do fim, e Laise acreditou que sua filha estivesse perto da cura, os médicos alegaram que ela precisaria fazer uma segunda cirurgia e que nunca mais voltaria a andar porque seria necessário retirar a bacia da menina. “A médica disse que a Gabrielle ia precisar de uma nova cirurgia e esse foi o momento que me deu mais medo. Medo de passar por tudo de novo”, declara.

No entanto, ao fazer um estudo mais aprofundado do caso, os médicos perceberam que a cirurgia poderia se mais simples e administraram a quimioterapia até que fosse necessário retirar apenas o último osso da coluna, que ainda continha fragmentos do tumor.

A rotina

Como tantas outras mulheres que cumprem jornadas diárias, Laise trabalhava de 8h às 17h todos os dias, cuidava de sua filha e se ocupava das atividades domésticas nos momentos de folga. Quando a criança foi diagnosticada, anos de tratamento e hospitais foram adicionados a sua rotina, que já não era fácil. O excesso de atividades diárias e as preocupações trouxeram impactos diretos na sua vida, chegando a engordar 47 kg ao longo do tratamento de sua filha.

Ela conta que passou por problemas de saúde, sofreu com o medo de perder o emprego e mesmo sem conseguir se alimentar direito ganhou peso. Quando o problema teve início, a mãe pesava 63kg e perto de terminar o tratamento tinha chegado aos 110kg. “Acabei esquecendo de mim porque em uma situação como essa, não dá para pensar em si mesma. Deixei de fazer praticamente tudo que costumava fazer porque só queria ver o que vejo hoje: a Gabi completando dez anos de idade”, declara a mãe.

Relembra que chegava a ficar entre cinco e seis dias internada junto com a filha sempre que o organismo e a imunidade dela ficavam mais frágeis devido as sessões de quimioterapia. A mãe relata ainda que esse período de internações constantes chegou a durar praticamente um ano e que precisou contar com a ajuda de seus empregadores para flexibilizar seu horário de trabalho e encontrar mais tempo para ficar com a filha.

Laise, que hoje está desempregada, trabalhava como assistente administrativa  e conseguiu que seu horário de expediente fosse reduzido de nove para seis horas diárias.
A menina ficava com a avó materna enquanto Laise trabalhava, mas após o expediente a mãe buscava Gabrielle e as duas iam para a Casa Durval Paiva de Apoio a Criança com Câncer, onde tinham hora com o tratamento psicológico e uma série de atividades culturais que auxiliaram na recuperação de Gabi. “Era o que fazia com que eu conseguisse lidar com essa situação”, admite Laise.

O apoio

No momento do diagnóstico, a médica responsável pelo caso de Gabrielle falou sobre a Casa Durval Paiva e indicou que a mãe procurasse o apoio da instituição para que conseguissem fazer o tratamento com menos peso. “Lá, conseguimos encontrar uma forma de passar por esse momento com menos dor e tristeza”, relata.

Laise relembra com carinho das tardes que passava com sua filha na Casa Durval Paiva. “Eram momentos muito prazerosos para mim, mesmo que estivéssemos passando por uma fase tão difícil”, diz.  A criança participava da Sala de Apoio Pedagógico antes de poder frequentar a escola regular devido a baixa imunidade, enquanto a mãe ensinava teatro para outras crianças, recebia apoio psicológico e participava dos espaços culturais, onde fazia artesanatos para juntar uma renda extra no final do mês.

Hoje, sete anos após a cura de Gabrielle, mãe e filha ainda visitam a Casa Durval Paiva sempre que podem para rever os amigos que fizeram durante os anos de tratamento e apoiar outras famílias que estão enfrentando o câncer infantil.

Uma das alegrias de Laise é rever seus antigos alunos de teatro e ver que as crianças que conheceu tão pequenas e frágeis já estão maiores que ela e que, mesmo as que tinham doenças incuráveis, possuem uma vida saudável com o tratamento.
 

Saiba mais

A Casa Durval Paiva de Apoio a Criança com Câncer atende 1.065 crianças e adolescentes. Destes, 533 estão em tratamento e as outras 532 estão em acompanhamento.
A instituição foi criada com o intuito de auxiliar crianças e adolescente com câncer e doenças hematológicas crônicas e seus familiares durante e após o período de tratamento. A Casa atende famílias de 133 municípios do Rio Grande do Norte e estados vizinhos.

Dentre os serviços oferecidos estão tratamento psicológico, suporte no tratamento clínico, nutricionista, terapia com uso de videogames, Sala de Apoio Pedagógico para crianças que precisam se ausentar da escola e dormitórios para as mães vindas do interior que precisam acompanhar seus filhos durante o tratamento.

Além do apoio recebido através da Casa Durval Paiva, Laise ressalta a importância do pai de Gabrielle e de seus familiares ao longo dos quatro anos de tratamento. “As mães que enfrentam o câncer sabem a dificuldade que é e estar sozinha é muito pior. Os pais e a família precisam estar lá. Foi isso que me deu muita força e confiança”, finaliza.

Sete anos após Gabrielle superar a doença, mãe e filha ainda visitam a Casa Durval Paiva para apoiar outras famílias que estão enfrentando o mesmo problema
A luta de Laise para ver a filha curada do câncer 

Jornalista e empresário denuncia matança de tartarugas em Tourinhos-RN

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O jornalista e empresário, Emanuel Neri, denunciou a matança de tartarugas na praia de São Miguel do Gostoso, em Tourinhos-RN. De acordo com Neri, as tartarugas foram estraçalhadas por pneus de veículos, ''provavelmente atropeladas por quadriciclos, que é a nova praga invasora do turismo de São Miguel do Gostoso'', disse.

Segundo o jornalista, ainda que a população local tenha criado o SOS Tourinhos para salvar a natureza da praia, cenas como essas continuam acontecendo. ''Ministério Público, ICMBio, Ibama e Idema precisam tomar providências urgentes para evitar esta terrível matança de tartarugas por motoristas e turistas irresponsáveis'', encerra Neri.

Ministro da Saúde não descarta importar vacina contra febre amarela

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta terça-feira, 28, que o governo federal está "controlando bem" a febre amarela no País, mas cogita a importação de vacinas, mesmo tendo distribuído 20 milhões de doses extras.

"Estamos controlando bem a febre amarela. Já distribuímos 20 milhões de doses extras de vacina. Estamos com plena capacidade de produção da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Inclusive, se precisar, importaremos vacina. Mas não é o caso", afirmou o ministro, durante um seminário na capital paulista organizado pelo jornal "Folha de S.Paulo".

A preocupação é que a febre amarela chegue às áreas urbanas. Segundo Barros, o governo tem combatido e controlado os focos em Estados com risco de transmissão, como Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. "Vamos controlando os focos para que não tenhamos a urbanização da febre amarela", disse.

O ministro fez ainda um apelo para que a população de Estados sem risco de contaminação evite correr aos postos de saúde em busca de imunização. "A população tem que entender que, onde não há risco, não há necessidade de correr para o posto de saúde. Senão, teremos uma campanha de vacinação para cobrir pessoas que não estão em risco", explicou.

Secretaria de saúde vai monitorar qualidade da água no entorno de cemitérios de Natal

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O Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (DVS-SMS) vai monitorar a qualidade da água subterrânea de poços existente no entorno de dois cemitérios públicos instalados no bairro do Bom Pastor, na zona Oeste de Natal. O objetivo principal é verificar a existência de contaminação do lençol freático por “necrochorume”, líquido originado pela decomposição dos corpos enterrados nos estabelecimentos citados.

O chefe da Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador (Visamt) da SMS, Marcílio Xavier, explicou que foi verificada a existência de dez poços situados em áreas do entorno dos cemitérios Bom Pastor I e II e que, durante um período de dois anos, amostras da água destes serão coletadas e analisadas para se detectar a ocorrência ou não da contaminação.

“Faremos a coleta das amostras em dois períodos, sendo o primeiro em junho deste ano e o outro, em janeiro de 2018. Com isso, teremos condições de analisar a água em dois períodos distintos: chuvoso e seco. Nosso foco é identificar uma possível contaminação por necrochorume, que é composto por substâncias como água, sais minerais e também vírus, bactérias e outros agentes patogênicos, que causam doença no homem”.

Ele explicou que foi feito um trabalho de avaliação da qualidade da água no entorno do Cemitério de Igapó, na zona Norte de Natal, em 2014. E que o DVS pretende ampliar os estudos para os outros sete cemitérios públicos do município.

Entre os aspectos considerados para a escolha das unidades foi o elevado número de sepultamentos por ano, estimado em 60 mensais; o sepultamento por inumação em covas rasas; a presença de circunvizinhança; localização vulnerável quanto aos aspectos geográficos e geológicos; o uso de água subterrânea, inclusive para consumo humano e o fluxo superficial de água convergente para a região.