Movimento Grandes Carnavais promove festa nesta quinta na Praia de Pirangi

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"Luau, verão e carnaval", a combinação de três elementos da estação de férias estará presente no Luau do Movimento Cultural Grandes Carnavais, na quinta-feira, dia 12, na Mansão da Prainha em Pirangi, a praia mais badalada do litoral sul potiguar. 

Serão três eventos em um: Concentração às 17h na barraca do Duca (beira-mar) para curtir a lua surgir no horizonte, para, por volta das 19h, seguir pela praia ao som da Orquestra de Frevo do Xico em direção à Mansão da Prainha, vizinho ao Porto Brasil. Onde ocorrerão os show das bandas SambaLed (Olinda-PE) e Alphorria (Natal-RN).

"Estamos a 50 dias do Movimento Cultural Grandes Carnavais, que estará pelas ruas de Petrópolis no dia 24 de fevereiro com os blocos Bakulejo, Puxa Saco, Saca Rolha, Arrocho, Ressaka, Kuxixo, Jardim de Infância e Jardineiros. Mas já celebramos o Natal no dia 16 de dezembro, no Clube de Radioamador, e agora no dia 12 de janeiro teremos nosso grande encontro de verão, mantendo os preparativos para nosso grande dia, que será o 24 de fevereiro", explica Sergio Fernandes, produtor do Movimento Cultural Grandes Carnavais.

O evento tem incentivo da Lei Municipal Djalma Marinho, UnP, Arena das Dunas, Hospital São Lucas, Hotel Holiday Inn, Redenção, Shopping Cidade Jardim, Rio Center e O Boticário. Para a festa do luau os primeiros 300 ingressos foram acompanhados de uma camiseta brinde, alusiva ao evento.

A primeira atração da noite será a visitante Sambaled. O Sambaled é um grupo genuinamente olindense, que traz em seu som a alegria e musicalidade das ladeiras da cidade. Uma nova forma de mostrar o samba, agregando a tecnologia à música. Os instrumentos são envolvidos em luzes de led, que dão emoção, iluminação e energia as apresentações.

Em seguida vem o Alphorria no contraponto regueiro, com balanço jamaicano/potiguar. A banda celebra mais de 20 anos de estrada juntando, outra vez: Sílvio Franco, Jolian Joumes, Carlinhos Sussuana e Chico Beethoven. O grupo natalense vai tocar suas influências musicais e também as canções do disco lançado em 1995, de onde saíram hits como “Sonho rasta”, “Banana reggae”, a versão para “Malandrinha” (Edson Gomes), “Cessa amor”, “Love, love, love”, entre outros. 

Serviço

O que? Luau dos Grandes Carnavais

Onde? Mansão da Prainha, em Pirangi.

Atrações? Orquestra de Frevo do Xico (Natal-RN), Sambaled (Olinda-PE) e Alphorria (Natal-RN)

Ingressos? A venda em O Boticário do Shopping Cidade Jardim e CCAB Petrópolis, Barraca do Duca e Mansão da Prainha, em Pirangi.

*Luau R$ 60,00 com duas cervejas até dia 12/01, às 15h

*Mesa R$ 300,00 com 8 cervejas até 12/01, às 15h

*Só a camisa do Movimento Grandes Carnavais do dia 24/02 R$ 115,00 até 12/01

*Camisa do Movimento Grandes Carnavais do dia 24/02 + Luau R$150,00 até 12/01 às 15h

•1 ingresso ou camisa -  à vista/vencimento

•2 ingressos ou camisas – em até duas parcelas

•3 ingressos ou camisas – em até 3 parcelas

#Após término das camisas somente pulseiras

 

Emanoel Barreto, 25 anos de jornalismo diário

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Tudo começou assim: era noite. Uma noite de julho de 1974, coisa de oito horas e uns minutos quando fui recebido por Luiz Maria Alves, todo-poderoso superintendente do Diário de Natal. Eu tinha 23 anos, cursava direito na UFRN e havia tomado uma decisão: resolvera procurar um dos homens mais influentes do Rio Grande do Norte e lhe fazer um pedido com toda a sem cerimônia: “Eu quero saber do senhor se posso trabalhar no jornal.” A ideia me surgira de repente e resolvi procurar alguém que para mim era um enigma, um desafio enorme, muralha e assimetria frente à fundura do meu anonimato. Mas eu gostava de escrever – escrevia uns contos somente lidos por mim – e pior: sabia que jamais seria advogado, muito menos médico. Então, resolvi procurar o jornalismo. E o primeiro nome que me veio à cabeça foi o de Luiz Maria Alves.

E isso se devia à força e ao prestígio do jornal e da rádio que ele dirigia com talento, carisma e pulso. Essa era a difusa imagem que dele eu tinha. E lá me fui para aquele encontro não marcado. Cheguei. Ele estava com visitas e vi-me obrigado a esperar por mais de meia hora. Cansei. Quase desisti – na verdade fui embora, mas voltei do meio do caminho. Isso me valeu ser recebido. Após ouvir meu pedido, o mestre do Diário pôs as mãos espalmadas nos quadris – gesto bem característico seu – e fitou-me com um par de olhos que quase se escondiam entre as arabescas rugas do rosto ancestral.

Ficou em silêncio. A redação estava vazia, as máquinas de escrever repousavam sobre os birôs como se fossem bichos mecânicos à espera de comando. Num canto amontoavam-se enormes bobinas de papel de impressão; ao fundo a para mim portentosa impressora do mais poderoso jornal do estado. A redação parecia enorme. E eu me sentindo minúsculo. Ouvi então resposta que quase me desmantelou. E ela chegou numa enxurrada de apenas de três palavras: “Sabe falar espanhol?” – a voz grave de Luiz Maria Alves inundava meus ouvidos como uma charada, um drible inesperado, uma jogada matreira, rabo de arraia; e pensei, quase estarrecido: “A coisa é mais complicada do que eu esperava; pra que falar espanhol?” Reuni todas as minhas forças e respondi prontamente: “Falar, não falo. Mas, se estiver escrito, eu leio.”

Quase entrevi um sorriso de satisfação na cara longeva de Seu Alves – o Coroa – como era chamado na redação e eu viria a saber. E explicou-me: o jornal estava precisando de alguém para trabalhar: seria para um expediente que começaria a partir da meia-noite e iria até às seis da manhã do dia seguinte traduzindo telegramas da United Press International-UPI. A coisa toda se dava da seguinte maneira: o material para a América do Sul vinha diretamente de Nova Iorque em espanhol, via teletipos. A filial brasileira – acho que ficava no Rio – recebia os textos, fazia a tradução até à meia-noite e distribuía aos jornais assinantes. Então, encerrava os trabalhos e, retransmitindo a matriz americana, passava a enviar automaticamente textos em espanhol para todo o país, os teletipos matraqueando sem parar. Eram metros e metros de papel dia e noite. Eu entrava aí: faria a tradução na madrugada deixando pronto o material para ser publicado pela editoria de noticiário internacional na próxima edição. 

Você deve ter notado que isso era uma coisa de louco. Mas respondi: “Aceito.” Saí do jornal com o emprego garantido, ou quase: eu deveria voltar dia seguinte. Para um teste. Seu Alves não explicou como isso seria, mas deixou acertado para às oito da noite; lá mesmo, na redação. Para mim fora uma vitória: jamais havia entrado num jornal, nada entendia de jornalismo, não conhecia ninguém do meio, mas havia conseguido pelo menos um começo. Detalhe: de espanhol eu conhecia apenas o que lera num livrinho publicado pelo governo daquele país: “Espanã, hechos y cifras”, algo como “Espanha, fatos e números”, onde eram expostos resultados auspiciosos de políticas públicas. Não sei como, mas o livro apareceu em minha casa. Despertou-me grande interesse e consegui, com dedicação e intuição, compreendê-lo por completo. Quando não entendia uma palavra valia-me do contexto da frase e dava conta do sentido. Como eu não dispunha de dicionário havia palavras que não compreendia de jeito nenhum, mas isso não iria me impedir de tentar a redação do Diário.

No horário marcado lá estava eu. Sentei-me a um birô e fiquei frente a uma máquina de escrever. Seu Alves, munido de um livro do escritor, cronista, poeta e pintor Newton Navarro começou a ditar como se estivesse apresentando um monólogo: ou seja, ele não estava apenas lendo; estava in-ter-pre-tan-do. Como um ator. Falava de forma a me obrigar a datilografar com rapidez. Mas eu tinha um trunfo: havia feito curso de datilografia e batia com os dez dedos. Assim, era muito ágil. Consegui manter o ritmo. E quando ele ditou o ponto final daquele trecho de “Os mortos são estrangeiros” fiz o mesmo na máquina e pressionei a tecla: “tec!”; e pronto: ponto final.

Ele leu e gostou: não havia erros de português ou palavras rebatidas, eu não havia deixado de datilografar nenhuma palavra ou trocado letras. “Muito bem”, disse. “Agora vamos aos conhecimentos gerais.” E começou a questionar-me: coisas como notícias recentes, questões políticas, fatos importantes, vultos históricos. Falamos sobre comércio multinacional e veio a pergunta-fecho: “O que é Alalc?”

A estranhíssima palavra é – na verdade era –, uma sigla. Respondi: “Alalc quer dizer Associação Latino-Americana de Livre Comércio”. A entidade, embrião do Mercosul, não era muito conhecida, tinha limitado espaço no jornalismo devido à sua pouco expressiva atuação. Assim, fora a armadilha ideal para verificar se eu gostava mesmo de ler, de manter-me atualizado e denotar informação a respeito de assunto que não fazia parte do universo da maioria dos jovens. Respondi, e ele gostou: “Você parece saber das coisas”, foi o elogio recebido. Como estávamos numa sexta-feira, Seu Alves disse que eu deveria comparecer ao jornal na segunda-feira seguinte. Iria me apresentar à direção de redação. Levantei-me, trocamos um aperto de mãos e dirigi-me à saída. As portas da redação eram daquelas de filmes de caubói: eram portas vaivém, o que trazia à minha memória a longínqua sensação de estar entrando num saloon, dando largada a uma aventura. Começava ali minha correria pelo jornalismo: abrindo as portas do saloon do Diário de Natal, onde as notícias voavam no tiroteio do teclado das máquinas, havia fumaça de muitos cigarros, a redação era eminentemente masculina e se bebia café, muito café. Café aos litros; café, o Bourbon dos velhos jornais. 

Deixei o Diário ao fim de onze meses de trabalho e fui para a Tribuna do Norte. A sequência da vida levou-me também a A República, Jornal Dois Pontos, Jornal de Hoje, TV Ponta Negra, não necessariamente nessa ordem. Permaneci no jornalismo diário por vinte e cinco anos, até ingressar na UFRN, por concurso, como professor de impresso, oficina de texto e reportagem, pesquisa e entrevista.

 

 

Jornalista revela em livro atrocidades do impiedoso império soviético

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David Remnick, hoje diretor de redação da revista New Yorker, era correspondente do jornal Washington Post na União Soviética quando aquele país se desintegrou espetacularmente, em 1991. Ciente de que testemunhava um momento histórico, "de um tipo colossal", em suas palavras, Remnick tratou de fazer a crônica dos últimos dias do império soviético, e o resultado - o livro O Túmulo de Lênin, que ganhou o Prêmio Pulitzer de 1994 e que finalmente está sendo publicado no Brasil - merece figurar entre as obras clássicas do jornalismo.

Em perspectiva, O Túmulo de Lênin é uma espécie de fecho para a história relatada pelo jornalista John Reed em seu livro Os Dez Dias Que Abalaram o Mundo, obra tida como referência da tomada de poder pelos bolcheviques em outubro de 1917. Mas Reed era militante comunista, e seu livro foi prefaciado pelo próprio Lênin, o principal líder da revolução, que recomendou a obra escrita por alguém que, a despeito de não falar russo nem conhecer os hábitos e a cultura da Rússia, "compreendia o sentido dos acontecimentos, o sentido da luta". Já Remnick - que fala russo e viveu na Rússia por alguns anos - não estava lá para militar em favor de uma causa, e sim para exercer seu ofício.

As mais de 700 páginas de O Túmulo de Lênin conduzem o leitor ao emocionante processo de ruptura experimentado pelos soviéticos, comentado em sua maior parte pelos próprios personagens, tanto os famosos quanto os anônimos. O quadro que Remnick oferece em detalhes muitas vezes escabrosos dizima as ilusões sobre o regime comunista, "o mais duradouro e colossal equívoco do mundo", segundo sua definição.

Mas o parto democrático iniciado pelo então secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, não se deu sem dores. Gorbachev fracassou na tentativa de controlar o processo e preservar o partido, gerando toda sorte de reações no antigo centro do poder e também entre os saudosos da ditadura de Josef Stalin, sucessor de Lênin. Como demonstra fartamente Remnick, nem toda a Rússia almejava a democracia - uma parte substancial entendia que Stalin não podia ser difamado, porque, como lembrou um entrevistado no livro, ele "pegou a Rússia, que tinha nas mãos um arado de madeira, e a deixou com a bomba atômica". Pouco importa se nessa trajetória milhões de pessoas tenham sido assassinadas, e a economia do país, destruída.

Ainda hoje, cem anos depois da revolução, ainda há na Rússia quem aceite Stalin como uma necessidade histórica. "A popularidade de Stalin segue em alta na Rússia", explicou Remnick. "Há duas razões para isso. A primeira é que ele ainda é visto como um grande herói daquilo que os russos chamam de ‘Grande Guerra Patriótica’, que é a Segunda Guerra Mundial. A outra razão é a propaganda. Quando eu estava escrevendo meu livro, a propaganda de inspiração soviética ainda existia. Começou a diminuir nos anos subsequentes, mas agora ela está de volta", disse Remnick, em referência aos métodos autoritários do governo de Vladimir Putin. "Mais de 80% dos russos tomam conhecimento das notícias pela TV, e o noticiário de TV é completamente censurado. Portanto, de muitas maneiras, as coisas infelizmente voltaram ao que eram antes."

Quando tentou promover a abertura política e econômica na União Soviética por meio de uma espécie de retorno à "pureza" leninista, Gorbachev denunciou Stalin como um equívoco. Mas Remnick deixa claro que Lênin, em essência, não difere de Stalin - talvez somente "no modo como se pronunciam os nomes", brincou ele na entrevista. O erro de Gorbachev foi julgar que, uma vez convocadas a desfrutar da liberdade, as pessoas continuariam a se submeter à utopia que as havia condenado à desgraça. Entre os mais jovens, que não se sentiam conectados de nenhuma maneira nem a Lênin nem a Stalin, o termo "soviético", mostra Remnick no livro, tornou-se um insulto - passou a designar quem é tacanho, preguiçoso, servil e hipócrita.

A revolta dos russos contra um Estado que nada mais era do que uma organização mafiosa tornou sem efeito o discurso sobre a "decadência do Ocidente". Para quem vivia no suplício das filas e à mercê do mercado paralelo para conseguir comida, o Ocidente, mesmo "decadente", era o paraíso. O socialismo havia se mostrado incapaz de entregar até mesmo uma barra de sabão para que os mineiros pudessem limpar o rosto - e foi essa escassez que deflagrou as greves que emparedaram o regime e empurraram Gorbachev para a perestroika e a glasnost - nomes pelos quais se consagraram, respectivamente, as reformas econômicas e a abertura política.

"O que precipitou o colapso do comunismo foi basicamente o fator econômico", pondera Remnick. "Foi um grande sentimento, entre os líderes soviéticos, de que o país estava ficando muito para trás, em tudo. As pessoas começaram a discutir a União Soviética como um país falido, uma espécie de ‘Alto Volta com armas nucleares’."

No entanto, Remnick insiste que o fator central da revolução que extinguiu a URSS foi, simplesmente, Gorbachev. "Se ele não tivesse iniciado as reformas políticas, o sistema teria prosseguido por tempo indeterminado. Foi uma revolução pelo alto", disse o jornalista. "Não sei o que teria acontecido 10 anos depois, 20 anos depois, 50 anos depois, mas, se o Partido Comunista tivesse decidido continuar com o modelo de Leonid Brejnev, dirigente que defendia o stalinismo, tudo teria sido diferente."

No livro, Remnick deixa claro que Gorbachev, embora fundamental, não conseguiu administrar os desdobramentos de seus atos. Questionado sobre esse aspecto, o autor ponderou que não era possível esperar que Gorbachev tivesse poder efetivo sobre um processo tão dramático, mas o mérito dele foi o de ter aceitado deflagrar a revolução, abrindo o sistema a tal ponto "que todo o processo se transformou naquilo que nós chamamos de política", algo que "não havia dentro da URSS". Assim, "uma vez que ele começou tudo, uma vez que ele rompeu a represa, que ele abriu a porta, a política invadiu tudo, a história invadiu tudo, as ideias invadiram tudo, o nacionalismo que estava represado em várias partes do império soviético invadiu tudo".

É esse furacão histórico que Remnick testemunhou e que ele se empenha em detalhar em seu espantoso livro. São tantas e tão terríveis as situações descritas, especialmente entre os soviéticos comuns, aqueles que efetivamente sofreram com a irracionalidade do regime, que dificilmente o cronista que se dispõe a narrá-las, como faz Remnick, o faz sem se abalar. "Sim, tudo aquilo me afetou emocionalmente", disse o jornalista ao jornal "O Estado de S. Paulo", "mas ao mesmo tempo, e você vai me entender porque também é jornalista, há uma sensação de que você conquistou algo, quando você consegue dar uma espiada no vão de uma porta proibida". Ainda assim, Remnick diz que sofreu muito, por exemplo, ao ver as valas comuns, onde milhares de dissidentes foram enterrados. "Não era necessário viajar muito longe, para os gulags da Sibéria, para ver os resultados do terror stalinista. A tragédia da URSS era imensa, estava em toda parte."

 

O TÚMULO DE LÊNIN

Autor: David Remnick

Tradutor: José Geraldo Couto

Editora: Companhia das Letras (712 págs., R$ 94,90)
 

Zélia Duncan: 'Estou em plena função'

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A cantora Zélia Duncan, 52, está em turnê há quase dois anos divulgando o seu último álbum de estúdio Antes do Mundo Acabar, dedicado a uma de suas paixões e gênero que gosta de cantar, o samba. "Amo esse show, esse disco, esses músicos que reuni. As apresentações são sempre intensas, alegres e nisso a gente se agarra para continuar", falou a cantora com exclusividade ao jornal "O Estado de S. Paulo" por e-mail.

Além dos compromissos com os shows, a cantora está terminando um projeto com o violoncelista, maestro, compositor e produtor Jaques Morelenbaum. "É um projeto com voz e cello, cantando Milton Nascimento", revela.

Sobre entrar novamente em estúdio para gravar um novo álbum, ela diz que só no ano que vem. "Meu (disco) mais recente ainda dá muito samba!", explica a cantora.

São 35 anos de carreira, dez álbuns de estúdio, DVDs, discos ao vivo, participações e projetos híbridos, como o que realizou em 2011, no espetáculo Tô Tatiando, cantando músicas de Luiz Tatit e onde testou seu lado atriz (Duncan fez curso de teatro na Casa das Artes de Laranjeiras no Rio). "O trabalho de atriz é Tô Tatiando, se outros vierem e eu achar que posso e devo, seguirei o chamado. Gosto de desafios, cresço com eles", desconversa.

A artista que nasceu em Niterói e morou em Brasília, onde começou sua carreira, em 1981, fala que vive uma fase muito tranquila em relação à profissão, mas se sente constrangida e desacreditada com o que vem acontecendo na política brasileira.

"(Michel) Temer pra mim é golpe. Dilma foi eleita. Com seus muitos erros e possíveis acertos, era legítima e o que vivemos hoje é um desgoverno ladeira ainda mais abaixo. Sinto constrangimento. Vejo um ladrão indicar o outro ladrão e as pessoas passivas, como se a única missão fosse tirar a presidente daquele jeito infame. Não acredito no que acreditava ".

Se a política não enseja confiança, ela acredita no feminismo "porque é humano e urgente", na arte "como liberdade sempre", na luta contra o racismo e a homofobia, nos esportes "para melhorar a saúde, a autoestima e o desenvolvimento" e na educação "para melhorar a vida das crianças".

Zélia aproveita a folia do carnaval para mostrar mais uma vez em São Paulo seu show Antes do Mundo Acabar, no Sesc Pinheiros, a partir desta sexta, 24, e sábado, 25, às 21h, e no domingo, 26, às 18h, acompanhada pelos músicos Webster Santos, Pedro Franco e Domingos Teixeira, nas cordas, e por Thiago da Serrinha e Paulinho Dias, nas repercussões.

Anunciados Alice Cooper, Arthur Brown e Sepultura para o Rock in Rio

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O Palco Sunset, do Rock in Rio, anunciou nesta terça, 21, três novas atrações do mundo do metal. O primeiro show, marcado para o dia 21 de setembro, vai reunir Alice Cooper e seu mentor Arthur Brown. Já o segundo, no último dia de evento, 24, o encerramento do Sunset terá apresentação do trash metal de Sepultura, que chega ao Rock in Rio em meio à sua turnê mundial de lançamento de 14º álbum de estúdio, Machine Messiah. A apresentação inclui também o baixista Paulo Jr. e o baterista Eloy Casagrande. O Sunset será a primeira e única apresentação no Brasil com o novo álbum.

"Sem Arthur Brown, não haveria Alice Cooper." Com esta frase, o roqueiro americano confirma a influência direta do inglês em sua performance. Alice Cooper esteve no Rock in Rio 2015, com sua banda Hollywood Vampires.

Seu mentor, o inglês Arthur Brown ganhou fama nos anos 1960 ao se apresentar de maneira incomum, como, por exemplo, usando um capacete de metal que pegava fogo. Já o Sepultura chega ao Palco Sunset como convidado especial, trazendo toda sua estrutura de show, assim como aconteceu com Joss Stone, The Offspring e Jonh Legend, em edições anteriores...

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo..

Banda potiguar participa de concurso para concorrer a viagem ao exterior

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A banda potiguar Joseph Little Drop está participando de um concurso nacional que pode levar o quinteto para a sua primeira apresentação internacional e ainda garante a gravação de um álbum inédito produzido pela Sony Music.

Tudo está ocorrendo de forma online, através de votação dos internautas no site EDP Live Bands Brasil, organizadora do concurso. A primeira fase se encerra no dia 24 de março, quando as bandas mais votadas passam para a semifinal, e então uma segunda rodada de votação é aberta até o dia 14 de abril.

Por enquanto a Joseph Little Drop está entre uma das seis mais votadas do site, mas já esteve por alguns dias também no topo do pódio, fato que surpreende Daniel Lucena, vocalista e dançarino do grupo de “Punk José”.

“A galera tem apoiado bastante e isso já tá sendo massa”, afirma sobre o concurso que terá a sua final programada apenas para o mês de maio, em São Paulo, onde as bandas mais votadas realizam um show ao vivo para então decidir a banda vencedora.

Esta é a segunda edição do concurso, que no ano passado reuniu mais de 1.300 bandas na disputa por uma chance de tocar em um dos maiores festivais musicais da Europa, o “Nos Alive”, em Portugal, mesmo palco que pode receber os potiguares neste ano.

Além disso, caso continuem entre as finalistas, a Joseph Little Drop pode participar também de um workshop com especialistas renomados na indústria musical junto com as demais da etapa final. No ano passado, a banda vencedora veio do Maranhão, “Soulvenir”, que atualmente se prepara para lançar o primeiro álbum de inéditas.

Com cerca de dois anos de formação, a Joseph Little Drop é formada por Filipe Marcus (baixista e vocalista), Quel Soares (bateirista), Vitor Alexander (guitarrista), João Pedro (guitarrista e vocalista) e Daniel Lucena (vocalista e dançarino).

Com alguns EPs lançados em 2015, a banda deu o passo definitivo para conquistar seu público no ano passado com o lançamento do primeiro álbum, “Punk José”. Em 14 faixas, o disco mostra um pouco mais do repertório inspirado em filmes “exploitation” e “cult/trashs”, do “cotidiano underground” e da “mitologia brego-sertaneja”, como eles mesmos se definem.

A origem da banda remonta, não por acaso, uma exibição de cinema realizada na UFRN apenas com filmes do gênero exploitation. “Eles estavam procurando uma banda para tocar e então o Filipe contou desse projeto que ele tinha, a galera topou, ele fez algumas músicas para a apresentação e assim a gente começou”, lembra Daniel.

Mesmo com o primeiro álbum lançado no ano passado, a banda já está em produção de algumas novas faixas. “A gente tá começando sim a fazer algumas coisas novas e a entrar em estúdio para ensaiar essas novas ideias”, conta, avaliando a atual fase da música potiguar como muito positiva para o mercado estrangeiro.

“A gente se anima muito com essa possibilidade de tocar fora do país porque ultimamente as portas estão se abrindo para muitas bandas daqui, como a Mahmed e a Far From Alaska que já conseguem atingir um público grande lá fora, e hoje em dia com as redes sociais isso fica realmente bem mais fácil”, opina.

Para votar na Joseph Little Drop, basta acessar o site da EDP Live Bands Brasil (edplivebands.edp.com.br) procurar pela Joseph Little Drop na aba “concurso” e então fazer login via Facebook ou e-mail, que seu voto será automaticamente computado.