Chuva fraca e retomada do consumo podem levar a acionamento da bandeira vermelha

Chuva fraca e retomada do consumo podem levar a acionamento da bandeira vermelha

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Chuvas abaixo da média histórica no chamado período úmido e sinalização de um potencial início da retomada da demanda têm impulsionado os preços da energia no mercado livre e a expectativa é de custo crescente ao longo do ano, num ritmo que será definido pelo volume de água armazenada que os reservatórios das usinas hidrelétricas conseguirão reter e pela recuperação da atividade econômica. Diante dessa perspectiva, especialistas já consideram a possibilidade de acionamento da bandeira vermelha, mas salientam que isso ainda depende do comportamento da pluviometria nos próximos meses.

Com afluências abaixo da média de longo termo (MLT) desde outubro, quando historicamente se inicia o período úmido, e frustrações em relação a volumes mais elevados de chuva no início deste ano, o preço spot de energia, tecnicamente conhecido como Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), escalou da mínima de R$ 121,44/MWh, na média de janeiro, para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, e superou o patamar dos R$ 200/MWh neste mês, chegando a registrar uma alta de 96,4%.

E diante da expectativa de que os índices pluviométricos seguirão fracos, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que fixa os preços semanalmente, indicou que o PLD para o submercado Sudeste/Centro-Oeste deve alcançar um pico de R$ 270/MWh em outubro.

Mas agentes de mercado já vislumbram a possibilidade de o PLD para este submercado superar os R$ 300/MWh a partir de maio. O salto está relacionado não só com a hidrologia, mas também com uma mudança nos parâmetros de aversão a risco incorporados no modelo matemático de formação dos preços, o chamado CvAR (Valor Condicionado a um Dado Risco). Na prática, o governo decidiu aumentar o peso dos piores cenários hidrológicos, de maneira a antever o despacho térmico para evitar uma potencial falta de energia.

Até agora, considera-se como parâmetro que 50% das séries são ruins, dando a elas um peso de 25%. Pelo novo critério, válido a partir de maio, será mantido o parâmetro das 50% piores séries, mas seu peso será elevado a 40%.

"A revisão de parâmetro de risco do CvaR gera um viés de preço mais alto, em especial para anos de hidrologia ruim", explicou o presidente da comercializadora de energia Compass, Marcelo Parodi. O valor final de PLD a ser fixado ainda depende das afluências registradas em março e abril e a prevista para maio, mas uma simulação feita pela comercializadora indicou que, se o novo parâmetro já estivesse valendo, haveria um impacto de R$ 81/MWh no PLD atual.

Conforme estimativas feitas pela Compass, se considerado uma afluência de 80% a 85% para abril e maio, o PLD já alcançaria a casa dos R$ 300/MWh. E esse padrão de chuvas não é muito pessimista se comparamos com o que está previsto para março.

Na revisão mais recente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que as chuvas no Sudeste/Centro-Oeste ficarão em 71% da média histórica. Se considerada a repetição de um ano ruim da série histórica, como 1969, em que abril registrou 59% da média de longo termo e maio ficou em 58% da MLT, o PLD de maio ficaria próximo de R$ 600/MWh.

Neste último caso, possivelmente a bandeira vermelha seria acionada, já que seu acionamento é determinado quando o custo variável unitário da mais cara usina térmica despachada ultrapassa os R$ 422,56/MWh. A decisão sobre o despacho térmico depende do cálculo do Custo Marginal de Operação (CMO), que também é utilizado como referência para a formação do PLD.

"Com o final da temporada de chuvas em abril e a introdução dos novos parâmetros de risco em maio, a chance de vermos uma bandeira vermelha na tarifa já em maio é bastante relevante", disse um analista de setor elétrico de um grande banco. A expectativa, salientou, não considera qualquer tipo de recuperação de demanda.

E o que se viu em janeiro foi um primeiro sinal positivo com relação à demanda. Conforme a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia no primeiro mês do ano subiu 2,8%, impulsionado pelos 4,4% de aumento da demanda industrial.

Agentes do setor elétrico, no entanto, analisam o dado com cautela e ainda aguardam uma confirmação de que se trata efetivamente de uma retomada do consumo. "Os agentes estão atentos a esses números, mas precisamos tomar cuidado com o efeito temperatura, que pode ter impulsionado o consumo com refrigeração. Além disso, vale lembrar que esse crescimento se deu em cima de uma base baixa", disse o consultor sênior da Thymos Energia, Renato Mendes.

Os dados da EPE sobre consumo de fevereiro ainda não foram divulgados, mas dados preliminares divulgados pela CCEE apontam para um aumento de 1,5% no consumo. Para Mendes, esse número pode estar influenciado pela sazonalidade do carnaval e também pela temperatura.

O analista de mercado do Grupo Safira, Lucas Rodrigues, considera que "a pequena melhora da carga, ainda que tímida", pode influenciar a revisão da carga projetada para o ano pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O número, que anualmente é revisto em maio, é um dos fatores considerados no cálculo do PLD. "Este pode ser um vetor adicional de elevação do preço", comentou.

Ele lembrou, porém, que ao projetar a carga, o ONS, além de observar a demanda, também considera a previsão de geração eólica, de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas a biomassa, com base na média dos últimos cinco anos, e este montante estimado funciona como um redutor da carga projetada.

A atualização deste número ocorre anualmente em maio. Como o Brasil tem registrado volume crescente de geração eólica, esse "redutor" deve crescer na próxima revisão. "Talvez os números se equilibrem", disse Rodrigues, sinalizando com uma tendência de carga revisada estável ou ligeiramente maior do que a já projetada pelo ONS.

Confiança da Indústria sobe e atinge em abril maior nível desde maio de 2014

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O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 0,5 ponto em abril, indo para 91,2 pontos e mantendo o nível desde os 92,2 pontos de maio de 2014. Os dados relativos à Sondagem da Indústria de Transformação foram divulgados ontem (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A publicação indica que a alta de confiança do setor atingiu 11 de 19 segmentos industriais pesquisados, “como resultado da combinação da melhora das expectativas com suave piora nas percepções sobre a situação atual”.

Com isso, o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,3 ponto para 94,4 pontos, o maior nível desde os 96,9 pontos de abril de 2014; enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) caiu apenas 0,2, atingindo 88,3.

Na nota em que informa a comportamento da indústria de transformação, a FGV faz uma avaliação da situação do setor feita pelo superintendente de Estatísticas Públicas da FGV. Nela, Aloisio Campelo afirma que o resultado positivo de abril retrata “um setor ainda insatisfeito com a situação presente dos negócios, mas bem menos pessimista quanto ao futuro do que esteve no ano passado”.

Para ele, “enquanto o nível de produção avança lentamente e a percepção sobre a demanda volta a piorar, a boa notícia é a consolidação do avanço do otimismo com relação ao ambiente de negócios no horizonte de seis meses”.

Melhora das expectativas

O economista da FGV avalia, ainda, que a melhora das expectativas com a evolução do ambiente de negócios foi fundamental para a alta do Índice de Expectativa no mês, com o indicador subindo 3,3 pontos, somando 97,2 pontos, o maior nível desde os 98,3 pontos de abril de 2014.

“Houve aumento da proporção de empresas prevendo melhora da situação dos negócios nos seis meses seguintes, de 30,7% para 39,7%, e queda das que preveem piora, de 11% para 10,4% do total”, disse o economista.

A FGV constatou, ainda, que as avaliações do setor sobre a demanda exerceram a maior contribuição sobre o Índice da Situação Atual em abril. Influenciado pela piora no mercado interno, o indicador de nível de demanda caiu 1 ponto entre março e abril, indo para 82,9 pontos, retornando ao nível registrado em fevereiro deste ano.

Paralelamente, houve aumento da parcela de empresas que avaliam o nível de demanda como forte, passando de 6,2% para 8,3%. No entanto, houve aumento, de maior magnitude, da parcela dos que consideram fraco este nível de demanda, de 36,9% para 45,7%.

Ainda assim, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 0,3 ponto percentual em abril, para 74,7%. Segundo informações da FGV, a edição da Sondagem da Indústria de Transformação de abril coletou informações de 1.070 empresas entre os dias 3 e 25 deste mês.

Bandeira tarifária vermelha deixará conta de energia mais cara em maio

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A bandeira tarifária vermelha é acionada quando é preciso ligar usinas termelétricas mais caras, por causa da falta de chuvas. Como o sinal para o consumo é vermelho, os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios. Com isso, as contas de luz de maio terão bandeira tarifária vermelha patamar 1, o que representa um acréscimo de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Este é o segundo mês em que a bandeira vermelha é ativada neste ano.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. Recentemente, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que as contas de luz deverão continuar com a bandeira vermelha patamar 1 até o fim do período seco, que vai até novembro.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

Prefeitura do Natal paga 39% da folha de abril neste sábado

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A Prefeitura do Natal inicia o pagamento da folha do funcionalismo relativa ao mês de abril. Neste sábado (29), recebem seus vencimentos os servidores da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município do Natal (Arsban), Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Natal (NatalPrev), Magistério, trabalhadores da Companhia de Serviços Urbanos de Natal ( Urbana) que ganham até R$ 6.000 mil reais, bem como os ativos, inativos e pensionistas da administração direta com salários na faixa de R$ 1.000 reais. São quase R$ 17 milhões de reais circulando na economia da cidade.

Com isto, a gestão municipal paga os salários de 8.194 servidores. Este universo representa 39% do total do funcionalismo público municipal. A sequência dos pagamentos vai acontecer de acordo com o comportamento das receitas do município.

Tudo que você precisa para a entrega de última hora do Imposto de Renda

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Termina hoje (sexta-feira, 28) às 23h59, o prazo para a entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2017, referentes ao ano de 2016. A declaração é obrigatória para quem recebeu rendimentos superiores a R$ 28.559,70 no ano passado.

Quem perder o prazo está sujeito ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. O programa gerador da declaração está disponível no site da Receita Federal.

Deixar a declaração para a última hora é um comportamento recorrente, segundo a Receita. No entanto, erros no preenchimento ou falta de informações podem fazer com que o contribuinte caia na chamada malha fina e fique em situação irregular perante o Fisco.

Antes de mais nada, tenha em mãos os documentos necessários listados abaixo. Em seguida, veja como preencher. É importante ter o número do recibo da declaração passada do IRPF.

INFORMES DE RENDIMENTOS

Salários ou pró labore (para autônomos)

Aposentadoria ou pensão do INSS

Investimentos (aplicações financeiras tributáveis)

Aluguéis recebidos de bens móveis e imóveis

BENS E DIREITOS

Documentos que comprovem a compra ou venda de imóveis, veículos e outras posses, extrato de conta bancária

Saiba como declarar:

Faça download do programa do IRPF 2017

O download do programa do IRPF 2017 pode ser feito diretamente no site da Receita Federal. Na página, você escolhe se baixa o programa

para computador ou o aplicativo para dispositivos móveis (Android ou iOS).

Preencha os dados

Logo na tela inicial, o programa vai pedir para você colocar o seu nome e CPF. Preencha e aperte “OK”. Caso você queira continuar o preenchimento em outra oportunidade, só vai precisar clicar em “abrir declarações recentes”. Ainda há a possibilidade de você importar os dados do IRPF 2016 ou a declaração pré-preenchida. Caso você tenha declarado Imposto de Renda em 2016, o programa vai pedir o número do recibo da última declaração.

Dependentes e alimentandos

Depois de preencher os dados básicos, você deve colocar os dados de dependentes e alimentandos na declaração. Para incluir dependentes ou alimentandos, é só escolher a aba (“dependentes” ou “alimentandos”), clicar em “novo” e preencher os dados. Na hora de declarar o dependente ou alimentando, é preciso preencher o nome, CPF (para quem tem mais de 12 anos) e data de nascimento. A mesma pessoa não pode ser declarada como dependente e alimentanda. Por cada dependente, você terá desconto de R$ 2.275,08, além dos gastos dedutíveis com ele.

COMPROVANTES DE DESPESAS

Recibos ou notas que comprovem gastos com educação e saúde (para abatimento)

OUTROS

Comprovantes de dívidas contraídas ou pagas no ano-base 2016

Informe de pensão alimentícia

Comprovantes de doações ou herança recebida

Apuração mensal do imposto no ganho de capital (lucro) com compra e venda de ações

Caso tenha alguma dúvida sobre dependentes, gastos com saúde, veículos, FGTS e outros, vejas as respostas dadas pelo Sindifisco Nacional.

Rendimentos

No programa da Declaração do Imposto de Renda, os rendimentos são divididos em “tributáveis recebidos de pessoa jurídica”, “tributáveis recebidos de pessoa física/exterior”, “isentos e não tributáveis”, “tributáveis de PJ” e “recebidos acumuladamente”. Ter o comprovante anual de rendimentos é necessário para você colocar os valores corretos.

O primeiro campo que você vai preencher é o de rendimentos “tributáveis recebidos de pessoa jurídica”. É nessa aba que deve ser declarado o ganho com salários, décimo terceiro salário e pagamentos como contribuição previdenciária e imposto retido da fonte. Ganhos com prestação de serviço de pessoas físicas para pessoas jurídicas também devem ser declarados nesse campo. Você deve colocar o CNPJ da fonte pagadora e deve declarar, se for o caso, os rendimentos recebidos por dependentes.

No item “rendimentos isentos e não tributáveis” devem ser declarados os ganhos com bolsas de estudos, alguns tipos de investimentos, restituição do Imposto de Renda e outras fontes.

Para terminar esta parte, o contribuinte tem que declarar os “rendimentos sujeitos à tributação exclusiva” (que inclui participação nos lucros, rendimentos de aplicações financeiras e juros sobre capital próprio) e “rendimentos recebidos acumuladamente’ (relativos a outros anos, mas recebidos no último ano-calendário).

Bens e direitos

Antes de checar se está tudo certo e entregar a declaração, ainda é preciso preencher os campos que falam a respeito de “bens e direitos” e “dívidas e ônus”. Eles não vão modificar o valor devido do Imposto de Renda, mas devem ser declarados para evitar que a pessoa caia na malha fina.

Devem ser declarados imóveis, veículos, embarcações e aeronaves, bens móveis com valor maior do que R$ 5 mil (como joias), saldos de conta-corrente, poupança e demais aplicações financeiras que tenham mais de R$ 140 e conjunto de ações, cotas ou quinhão de capital de uma mesma empresa cujo valor seja igual ou superior a mil reais.

Um detalhe importante: financiamentos de imóveis não devem entrar no campo “dívidas e ônus reais”. Eles devem ser descritos no item “situação” do campo “bens e direitos”.

Entrega

Depois dos preenchimentos, finalmente chegou o momento de entregar a Declaração de Imposto de Renda. A primeira ação que você deve fazer é entrar no campo “pendências” e verificar se já alguma informação incompleta na declaração. Feito isso, é preciso escolher entre o tipo de declaração que você vai fazer: por Deduções Legais ou Desconto Simplificado.

Desemprego recorde atinge 14,2 milhões de brasileiros, diz IBGE

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O desemprego atinge 14,2 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em março de 2017 e bate o recorde da série histórica, segundo divulgou hoje (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísca (IBGE). Este contingente cresceu 14,9% (mais 1,8 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 27,8% (mais 3,1 milhões de pessoas em busca de trabalho) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

A taxa de desocupação foi estimada em 13,7% no trimestre janeiro / março de 2017, com altas de 1,7 ponto percentual frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (12,0%) e de 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre móvel de 2016 (10,9%). Essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.

A população ocupada (88,9 milhões) recuou em relação ao trimestre anterior (-1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas) e também em relação ao mesmo trimestre de 2016

(-1,9%, ou menos 1,7 milhão de pessoas). Esse foi o menor contingente de pessoas ocupadas desde o trimestre fevereiro / abril de 2012.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) recuou para 53,1% no trimestre de janeiro a março de 2017, com queda de 0,9 ponto percentual frente ao nível do trimestre anterior (54,0%). Em relação ao nível do mesmo trimestre de 2016 (54,7%), houve retração de 1,7 ponto percentual. Este foi o menor nível da ocupação da série histórica da pesquisa.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,4 milhões de pessoas) recuou em ambos os períodos de comparação: frente ao trimestre outubro / dezembro de 2016 (-1,8% ou menos 599 mil pessoas) e ao trimestre janeiro / março de 2016 (-3,5% ou menos 1,2 milhão de pessoas). Este foi o menor contingente de trabalhadores com carteira assinada já observado na série histórica da pesquisa.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.110) no trimestre encerrado em março de 2017 manteve estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.064) e, também, em relação ao mesmo trimestre de 2016 (R$ 2.059). A massa de rendimento real habitual (R$ 182,9 bilhões) no trimestre encerrado em março de 2017 também ficou estável nas duas comparações.