Petrobras aumenta o preço do diesel nas refinarias em 6,1% em média

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 5, o aumento do preço do diesel nas refinarias em 6,1%, em média. Os novos valores começam a ser aplicados a partir desta sexta-feira, 6. O preço da gasolina nas refinarias não foi alterado. Segundo a empresa, se o ajuste feito hoje for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode subir 3,8% ou cerca de R$ 0,12 por litro em média.
 
"A decisão é explicada principalmente pelo efeito da continuada, embora mais discreta, elevação dos preços do petróleo nos mercados internacionais, pela valorização do real desde a última revisão de preços e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno de gasolina e diesel", diz a estatal, em nota
 
A empresa destaca ainda que as revisões anunciadas hoje refletem movimentos sazonais nas cotações globais dos derivados, com os preços do diesel respondendo a uma maior demanda em função de inverno no hemisfério norte.
 
A Petrobras reafirma sua política de revisão de preços pelo menos uma vez a cada 30 dias, o que "lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade".
 
A petroleira ressalta ainda que, como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela companhia nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. "Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores "
 

Micro e pequenas empresas são as que mais crescem no RN

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As micro e pequenas empresas (MPEs) representam 99,7% do crescimento efetivo de empreendimentos no Rio Grande do Norte. De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços (CNC), o número de empresas ativas no estado subiu de 203.082 para 206.622. O levantamento considera os dados consolidados de 2016 e os colhidos até 13 de fevereiro deste ano. Os dados apresentam um crescimento efetivo de 3.540 de empresas ativas, enquanto o mesmo crescimento de MPEs alcançou 3.528. Apesar de superior, a média do RN segue a tendência nacional: No Brasil, micro e pequenas empresas representam 98% do volume de crescimento efetivo no mesmo período.

A tendência de crescimento torna possível visualizar uma das facetas da crise financeira nacional. De acordo com o gestor da área de pesquisa do Sebrae no RN, Paulo Bezerra, o crescimento está diretamente relacionado à escassez de empregos disponíveis.

“Com o mercado escasso, não se contrata mão de obra. E as pessoas estão sendo demitidas. Com isso, a alternativa muitas vezes é iniciar pequenos negócios”, explica o gestor. No entanto, os microempreendimentos estão longe de representar um negócio seguro e estável. Ainda de acordo com os dados do CNC, 2.819 MPEs fecharam as portas em 2016 apenas no RN.

Segundo o perfil traçado pelo Sebrae, os microempreendimentos criados no estado são, em sua maioria, no ramo de comércio e serviços, como salões de beleza e mercadinhos. As razões para fundação das MPEs, segundo Bezerra, têm a ver com o tempo de serviço para aposentadoria e a carga tributária. “É normal que para não ficar sem a carteira de trabalho, o empreendedor informal se torne um micro ou pequeno empresário. Outra razão também é a redução da carga tributária”, analisa.

INTERIORIZAÇÃO

Outro fenômeno observado através dos padrões de crescimento é a interiorização dos microempreendimentos. Do total de microempresas criadas no estado, mais da metade foram abertas fora da capital. A expansão de empresas maiores para o interior também é uma tendência em meio ao mercado concorrido das regiões próximas à capital, onde se encontra uma maior carência em relação à oferta de produtos.

“Para as empresas, o interior do estado ainda apresenta oportunidades de negócios, pois ainda existe demanda e espaço para crescimento. Com a ida de empresas maiores para estes locais, surge também a demanda por prestadoras de serviços, que por vezes se enquadram como microempresas. Tudo isso contribui para a interiorização”, observa Paulo.

O fenômeno, diz Bezerra, é um processo de subsistência, tanto para as empresas, que precisam conquistar novos rendimentos, quanto para os microempresários. interiorização é uma tendência porque todos precisam de própria subsistência. Tanto as empresas, que precisam de retorno financeiro, quanto as pessoas que aderem ao microempreendedorismo, que precisam ganhar o seu sustento”, diz.

MARCA INVESTE NO MODELO DE REVENDA 

Apesar das oportunidades de negócio em aberto, nem sempre a instalação de filiais de empresas de médio e grande porte são possíveis em determinadas localidades por causa de questões como público alvo, volume de vendas e necessidade de retorno imediato. Para estes casos, algumas marcas já trabalham com outras estratégias de expansão.É o caso da Goose. Fundada em 2010 em Salvador e com filiais em Natal e Aracaju, a empresa do ramo ótico se prepara para instalar uma nova filial no RN, desta vez no município de Pau dos Ferros, no Alto Oeste. O diretor de expansão da marca, Raymundo Herald, explica que a escolha da cidade observou alguns dos pontos que citados pelo gestor da área de pesquisa do Sebrae no RN, Paulo Bezerra, como identificação de demanda.

“A escolha por Pau dos Ferros partiu muito dos dados populacionais. A cidade tem 35 mil habitantes, porém recebe uma circulação de cerca de 100 mil pessoas entre o período das 8h às 14h. Essas pessoas vêm de 30 cidades circunvizinhas que usam a cidade como polo comercial. Para instalação da loja, foi feito um estudo em cidades do Rio Grande do Norte e da Paraíba, entre elas, Souza, Guarabira e Cajazeiras (estas três na PB), mas optamos por Pau dos Ferros (RN) porque ela abriga um polo universitário e recebe muitos estudantes, que é nosso principal público alvo”, explicou Herald.
Ainda de acordo com o diretor, a entrada da marca no município deve movimentar cerca de R$ 50 mil. No entanto, não é a loja física que deve ter maior impacto sobre a economia da cidade. Enquanto a loja deve gerar cerca de cinco empregos diretos, de 20 a 30 pessoas poderão gerar renda a partir da estratégia de revendas da marca.

“Não trabalhamos somente com a loja. Enquanto marca, funcionamos também com revendedores autorizados. Em uma cidade do porte de Pau dos Ferros, podemos gerar de 20 a 30 empregos com revendas”, diz o diretor. O uso de revendedores, na realidade, faz parte da política de expansão da empresa para a região Nordeste.

“Além de Pau dos Ferros, também temos interesse e estamos estudando a possibilidade de expandir para João Pessoa (PB) e Mossoró (RN). Também queremos chegar ao resto do Rio Grande do Norte, porém, nesse modelo de representantes”, completa o diretor.

O modelo de revenda não chega a ser uma novidade. Empresas de cosméticos e de variados ramos trabalham com revendedores autorizados há vários anos. É sistema importante que agrega valor a marcas tradicionais no mercado, principalmente, na área de cosméticos e perfumaria.

Para Herald, o modelo é uma oportunidade de gerar emprego e renda para a população. “É um serviço que não requer horário definido, que pode ser feito nas horas vagas e que dá retorno. É uma oportunidade de renda  sem ter que investir em ponto fixo que pode até triplicar os rendimentos”, garante.

De acordo com o Paulo Bezerra, o esquema de revendedores já é encontrado com frequência no Estado. Caso a crise se agrave, o gestor avalia que mais pessoas busquem esse tipo de ocupação.
“Encontramos isso bastante na prática; pessoas que foram demitidas ou não têm emprego e começam a vender produtos para obter renda. São aquelas pessoas que vendem de porta em porta ou de cidade em cidade. Essa é uma tendência que identificamos e a escassez de trabalho contribui para que isso se torne mais comum. Se a crise se agravar, se supõe que isso vá aumentar”, conclui Bezerra.

Ligar de telefone fixo para celular está mais barato

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As ligações feitas de telefones fixos para celulares estão mais baratas a partir de hoje (25). Os valores das chamadas locais tiveram uma redução entre 16,49% e 19,25% e, para as ligações interurbanas, a queda é entre 7,05% e 12,01%, dependendo da empresa.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a queda no custo das ligações se deve à redução das tarifas de interconexão, que é o valor cobrado de uma empresa pelo uso da rede de outra operadora para a realização de ligações. Desde 2014, a tarifa de interconexão vem caindo e novas reduções devem ocorrer até 2019, segundo previsão da Anatel.

A redução das tarifas vai beneficiar os 41,8 milhões de assinantes de telefone fixo do país. Ao mesmo tempo em que a tarifa é reduzida, as empresas de telecomunicações devem aumentar os investimentos na ampliação de suas redes, na melhoria da qualidade de serviços e no atendimento aos consumidores, conforme determinações da Anatel.

Após acordo que reduz direitos, GM garante investimento no ABC

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A General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul fecharam acordo que vai garantir novos investimentos na fábrica do ABC paulista em troca de corte de direitos trabalhistas. Os novos aportes, que vão para a remodelação da fábrica e produção de uma nova linha de veículos, pode superar US$ 800 milhões, segundo o vice-presidente do sindicato, Francisco Nunes. A GM não comentou o assunto na sexta-feira (24).

Ficou acertado que em 2018 não haverá reajuste pelo índice da inflação, mas será pago um abono de R$ 4 mil, que não será incorporado aos salários. Para este ano já estava acertado 70% de repasse da inflação e abono de R$ 3 mil.

Novos contratados terão direito a estabilidade de emprego apenas por um ano caso adquiram doenças profissionais. Inicialmente, a empresa queria acabar com a estabilidade de todos os trabalhadores.

O porcentual de adicional noturno, atualmente de 30%, será reduzido gradualmente até 2020, quando passará a ser de 20%. Para novos funcionários, já valerá o índice menor.

Outro acerto foi em relação ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), estabelecido em R$ 12 mil para este ano caso seja atingida 100% da meta de produção, ainda a ser definida. "A proposta foi aprovada quase por unanimidade", informou Nunes.

O sindicalista disse que a montadora não deu detalhes sobre o novo investimento, mas informou que a fábrica passará por ampla reforma. "Será uma nova fábrica dentro da atual para receber a nova linha de produtos." Hoje, a planta produz os modelos Cobalt, Spin, Montana e uma versão do Ônix, automóvel mais vendido no mercado.

A fábrica de São Caetano emprega cerca de 9 mil trabalhadores, mas o acordo vale apenas para os cerca de 6 mil operários da produção. Na próxima semana, esse grupo entra em férias coletivas e só retorna dia 27 de março. Na filial de São José dos Campos, 2,2 mil trabalhadores estão em casa desde 0 dia 13 e retornam na quinta-feira. A Volkswagen suspendeu a produção no ABC na quarta-feira e retoma em 5 de março. A Ford do ABC ficará parada de 6 a 26 de março.

Conta de luz terá bandeira amarela em março, com extra de R$ 2 a cada 100 kWh

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A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz em março será amarela, ou seja, com cobrança extra de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A bandeira amarela é ativada quando é preciso acionar mais usinas termelétricas, por causa da falta de chuvas.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a previsão de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas no mês de março ficou abaixo da expectativa anterior, o que levou a indicação de maior geração termelétrica como medida para preservar os níveis de armazenamento e garantir o atendimento à carga do sistema.

Desde dezembro, a bandeira tarifária estava verde, sem custo extra para os consumidores. Na semana passada, a Aneel aprovou os novos valores para as bandeiras neste ano.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

SINDIRECEITA lançará Fronteirômetro para controle de cargas

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A corrente de comércio do Brasil cresceu mais de 70% nos últimos dez anos e ultrapassou de US$ 322 bilhões em 2016. Somente no ano passado foram movimentadas mais de 998 milhões de toneladas de cargas importadas e exportadas nos portos brasileiros e mais de 180 mil toneladas nos aeroportos. Nos terminais aeroportuários também ocorreu o aumento do número de passageiros internacionais embarcando e desembarcando. A demanda por vôos internacionais praticamente dobrou na última década, crescendo mais de 8% ao ano.

Nos últimos anos também cresceu a movimentação de cargas, veículos e pessoas pela fronteira terrestre do Brasil que tem mais de 16,8 mil quilômetros, integrando 11 estados com uma faixa do território nacional que começa na divisa com o Uruguai, passa pela Argentina, o Paraguai, a Bolívia, o Peru, a Colômbia, a Guiana, a Guiana Francesa, o Suriname e a Venezuela.

O controle de todo esse fluxo comercial, de veículos e pessoas é realizado por diversos órgãos da administração federal, mas cabe à Receita Federal do Brasil as principais ações de fiscalização do fluxo de importações e exportações e demais atividades relacionadas ao comércio exterior brasileiro.

Para dimensionar o desafio que é controlar o fluxo do comércio internacional que ocorre pelos portos, aeroportos e fronteiras secas do país, os Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil lançam, no próximo dia 17 de março, em Brasília/DF, o “Fronteirômetro”. Com essa nova ferramenta, é possível visualizar números com as projeções do volume de cargas, pessoas e veículos que ingressam e saem do País, dando à sociedade uma ideia de quantitativo no exato momento em que a consulta for feita.

O presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Geraldo Seixas, reforça que o “Fronteirômetro” também tem por objetivo mostrar a importância da fiscalização e do controle aduaneiro e os desafios impostos pelo crescimento do fluxo do comércio.

“Com esta nova ferramenta também pretendemos ampliar o debate sobre a importância das ações de fiscalização e controle de nossas fronteiras, pois nos últimos anos, não foi apenas o fluxo do comércio legal que cresceu. Com certeza aumentou também o ingresso de armas, munições, drogas e produtos contrabandeados e contrafeitos/pirataria. Com o “Fronteirômetro” apresentamos a dimensão do desafio enfrentado pelos órgãos que atuam no controle de fronteiras e comércio exterior, assim como pretendemos alertar a sociedade e as autoridades do país para as fragilidades do controle de nossas fronteiras”, destaca Geraldo Seixas.

Fronteirômetro

O Fronteirômetro apresenta projeções para o ano de 2017 do fluxo do comércio exterior no Brasil. Para alcançar as projeções para o ano de 2017 foram considerados dados oficiais entre os anos de 2012 a 2016. Todas as informações utilizadas são públicas e fornecidas por Ministérios, Agências e órgãos oficiais que atuam diretamente com comércio exterior e meios de transportes.

Com as projeções de entrada e saída de pessoas, veículos e cargas pelos modais marítimo, aéreo e rodoviário o “Fronteirômetro” possibilita que se tenha uma dimensão aproximada do fluxo do comércio internacional no exato momento da consulta, permitindo que o visitante tenha uma noção, por exemplo, do quantitativo de cargas importadas ou exportadas descarregadas e carregadas nos portos ou quantos aviões pousaram ou decolaram nos aeroportos brasileiros com o quantitativo de passageiros.

De forma objetiva e com base em informações oficiais e dados estatísticos o “Fronteirômetro” apresenta uma projeção simples do volume de cargas importados e exportados que ingressam no País diariamente e, principalmente, estimativas que revelam qual o tratamento dado pela Aduana brasileira nas questões envolvendo o despacho aduaneiro.

O “Fronteirômetro” será lançado pelo Sindireceita no dia 17 de março em Brasília/DF, durante o seminário “Fluxo do Comércio Internacional brasileiro: desafios para o controle de fronteiras e para a segurança pública”. Participam do Seminário autoridades, especialistas em segurança e defesa e servidores que atuam nos órgãos de Estado responsáveis pelo controle de fronteiras e pelo enfrentamento de crimes como contrabando, descaminho e tráfico de drogas.

O Seminário será composto por três painéis e serão debatidos os temas: “Desafios para segurança pública e para a defesa da soberania nacional”, “Estruturas de Estado para o controle de fronteiras – desafio e propostas” e “A importância da participação social para a ampliação do debate sobre segurança pública e para o fortalecimento do controle de fronteiras”