Ator Leonardo Vieira fala sobre flagra do beijo gay em carta aberta

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Após ter fotos expostas na internet beijando outro homem, o ator Leonardo Vieira, de 48 anos, resolveu esclarecer várias questões sobre o assunto através de uma carta aberta. As fotos foram feitas no dia 28 de dezembro, em uma festa no Rio de Janeiro.

Em sua carta, Vieira fala que o homem visto com ele na foto era apenas um amigo e que ambos estavam comemorando o aniversário do ator. Em outro trecho, ele diz "E não escolhi ser gay. Se pudesse escolher, escolheria ser heterossexual, com certeza''.

Para quem não lembra desse sapão, Leonardo Vieira já participou de diversas novelas tanto da Globo quanto da Record, como “Renascer”, “Sonho meu” e “Senhora do destino”.

Na tarde dessa sexta-feira (06), Vieira esteve na Delegacia de Repressão a Crimes virtuais, no Rio de Janeiro denunciando os ataques homofóbicos que vem sofrendo nas redes sociais após os cliques.

Pois bem, seja bem vindo ao vale, mana!

Confira o texto na íntegra:

Manifesto contra a homofobia.

“Quero iniciar essa carta primeiramente desejando a todos um feliz 2017! Desejo que o ano novo seja cheio de realizações para todos, mas que seja principalmente um ano de mais tolerância, respeito e amor entre todos os povos, crenças, religiões, cores, classes sociais, ideologias e orientações sexuais.

O ano de 2016 terminou e com ele recebi uma tarefa para enfrentar em 2017, a qual quero dividir com vocês. Encarar essa missão será uma grande mudança em minha vida, talvez a maior e uma efetiva quebra de um paradigma. Ainda não sei que consequências estão por vir, mas quero transformar o episódio e as consequências que vivencio em algo que tenha algum valor para um número maior de pessoas.

No dia 28 de dezembro, comemorei meu aniversário e, para celebrar, fui a uma festa privada de um conhecido. Lá reencontrei um amigo que já não mora mais no Brasil e acabamos nos beijando. Um fotógrafo não perdeu a oportunidade e disparou uma rajada de cliques registrando a situação. O que era para ser um momento meu, acabou se tornando público. No dia seguinte, a foto do beijo entre dois homens estava estampada na capa de um grande site de celebridades e replicada em diversos outros espaços.

Nunca escondi minha sexualidade, quem me conhece sabe disso. Não estou “saindo do armário”, porque nunca estive dentro de um. Também nunca fui um enrustido. Meus pais souberam da minha orientação sexual desde quando eu ainda era muito jovem. No início não foi fácil pra eles, pois somos de famílias católicas e com características bem conservadoras, mas com o tempo eles passaram a me respeitar e aceitar a minha orientação. Eles puderam perceber através da minha conduta que isso era apenas um detalhe da minha personalidade. Eles entenderam que o filho deles podia ser uma boa pessoa, honesto, bom caráter, bom filho, bom amigo, mesmo sendo “gay”. Hoje, a única preocupação da minha mãe é que eu não seja feliz. Eu posso afirmar para ela que sou feliz. Tenho um trabalho que me realiza, amigos que me amam e uma família que me conhece de verdade e que me aceita como eu sou, sem hipocrisias. Meu caso não é nem o primeiro e nem será o último.

Desde cedo já sabia que eu queria ser ator. Já fazia teatro amador na escola, antes mesmo de me descobrir sexualmente. Aos 22 anos, fui alçado para a fama como um foguete. Em quatro capítulos de uma novela fiquei famoso nacionalmente e me tornaram o galã do momento, um “namoradinho do Brasil”. Em pouco tempo estava em todas as capas de revistas e jornais. Passei a receber inúmeras cartas, convites para comerciais de televisão, festas, desfiles, presenças VIPs. A mídia me classificou como símbolo sexual e jornalistas me perguntavam como eu me sentia sendo o novo “símbolo sexual”. Eu era novo e não sabia responder, dizia apenas que estava feliz com a repercussão do meu trabalho. Eu nem me achava tão bonito e sexy assim para ser tido como um símbolo sexual. Sempre me achei um cara normal. Convivi com uma dúvida pessoal que me tirou a paz por um tempo. Como eu poderia ser um símbolo sexual para tantas meninas e mulheres quando a minha sexualidade na “vida real” apontava em outra direção? Como lidar com isso? O que fazer? Declaro minha sexualidade? A pressão era enorme de todos os lados, eu não sabia o que fazer e acabei não me declarando publicamente, mantive uma vida discreta e tratei o assunto em meio a círculos de amizade, trabalho e família como algo natural.

Sempre achei que um ator deve ser como uma tela em branco. Ali colocaremos tintas, cores, formas e sentimentos para dar vida a diferentes personagens. Respeito, mas nunca concordei com atores que expõem sua vida íntima ou levantam bandeiras ideológicas, exatamente porque no meu entender isso poderia macular essa tela em branco e correr o risco de tirar a credibilidade de um trabalho. O público passa a ver o ator antes da personagem e para mim isso nunca foi bom. Um dos motivos de nunca ter feito o meu “outing” foi esse e isso não é uma desculpa. Provavelmente, se eu fosse hétero, manteria a mesma postura discreta em relação a minha vida privada.

Infelizmente, vivemos em um país ainda cheio de preconceitos e a homofobia é um deles. Revelar-se homosexual não é fácil pra ninguém e acredito que seja ainda mais difícil para uma pessoa pública. Sempre achei “assumir” um termo pesado demais. Assume-se um crime, um delito, um erro e uma falta grave. Será que estou errado em ser quem sou? Será que tenho alguma culpa para assumir? Esse termo “assumir” me perseguiu como se eu tivesse cometido algum crime e que eu teria que fazer o “mea culpa” e ser condenado. Nunca me senti criminoso ou culpado por ser homosexual, eu me sentiria assim se tivesse matado alguém, ou roubado alguém ou a nação. O fato de ser gay nunca prejudicou ou feriu alguém, a não ser a mim mesmo; e não escolhi ser gay. Se pudesse escolher, escolheria ser heterosexual com certeza. Seria muito mais fácil a vida, não teria que ter enfrentado as dificuldades que enfrentei com meus pais, não seria discriminado em certos círculos sociais, teria uma família com filhos (sempre sonhei em ser pai), não sofreria preconceito de colegas, não seria atacado nas ruas, não seria xingado nas redes sociais, não deixaria de ser escolhido para certos personagens, seria convidado para mais campanhas publicitárias e capas de revista. Tenho vivido e venho sofrendo preconceito durante toda a minha vida e na maioria das vezes ninguém percebeu, só eu senti na pele, mas nem por isso me vitimizei.

Nunca deixei de fazer nada na minha vida privada por ser ator famoso. Sempre fui a lugares gays, namorei caras incríveis, tenho vários amigos e amigas gays e também frequento lugares héteros, tenho amigos héteros, vou ao supermercado, à feira… Sempre tive uma vida normal como todo ser humano merece ter. Nunca me senti especial por ser ator e sempre fiz questão de transitar livremente, mesmo que muitas vezes tivesse que parar um minuto da minha existência para tirar uma foto ou dar um autógrafo. Agora, pessoas do público as quais dediquei meu tempo, atenção e carinho, me atacam nas redes sociais de maneira vil e violenta, porque “descobriram” que eu sou gay. Eu nunca disse que não era, só não saí por aí com uma bandeira hasteada. Eu não traí a confiança de ninguém, sempre fui o que sou. Algo muito simples de ser entendido se em nossa sociedade essa questão ainda não fosse um tabu no ano de 2017.

Sobre o episódio do “beijo gay”, que a princípio parecia ser um “escândalo do último minuto” ou uma pedra no caminho, eu parei para refletir e vi que era, na verdade, um presente. Uma ótima oportunidade para tirar das minhas costas algo que me fez sofrer por muitos anos. Agradeço sinceramente ao site e ao fotógrafo que publicaram as fotos do beijo, pois assim me vi na obrigação de escrever essa carta e deixar clara a minha posição, tirando, assim, um peso que carrego há anos nas costas, além de poder ajudar a tantas pessoas que sofrem preconceitos, discriminação ou ainda não assumiram sua sexualidade. Estou me sentindo bem mais leve, mas poderia estar me sentindo bem mais pesado, caso eu não tivesse o suporte de minha família e amigos. Embora a publicação tenha me feito um grande favor, pode ter me prejudicado imensamente profissionalmente (só saberemos no futuro) ou poderia ter destruído minha família, se por acaso eles já não soubessem da minha situação. Infelizmente a mesma mídia que se diz contra a intolerância, a discriminação e o preconceito, alimenta esses sentimentos irresponsavelmente, sem medir as consequências. É incrível que obras como o ” Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, baseada em um beijo entre homens e transformado em sensacionalismo midiático, ainda sejam atuais.

Essa carta aberta aqui não é um pedido de desculpa, pois não acho que deva pedir desculpas por ser gay. Pelo contrário: sempre tive orgulho de ser quem eu sou. Essa carta é um manifesto contra a homofobia. Descobri estupefato que homofobia não leva ninguém à cadeia. Este crime, que pode ser devastador na vida das pessoas, não tem defesa à altura. Algumas cometem suicídio e outras matam por simples preconceito, que, aliado à violência verbal, psicológica ou física, é uma das mazelas de nossa sociedade.

Não gostaria de me colocar no papel de vítima, mas sou e não posso deixar de querer meus direitos como cidadão de bem e exigir justiça para mim e, quiçá, para tantos outros homosexuais em meu país que também sofrem com isso diariamente e por anos em suas vidas. Homofobia precisa ser tratada com seriedade pela justiça e pela sociedade.

O objetivo dessa carta não é só esclarecer, de uma vez por todas e a quem interessar possa, a minha orientação sexual, mas também alertar para o verdadeiro crime psicológico e letal que as pessoas cometem ao perderem tempo de suas vidas para atacar os outros na internet ou nas ruas.

O que ainda me surpreende é a violência, a guerra, a discriminação, a intolerância, a falta de respeito entre pessoas iguais que se atacam pela diferença, seja pelo fato de alguém ser gay, hétero, preto , branco, rico, pobre, evangélico ou muçulmano. Se sou gay, isso não vai mudar em nada a vida de ninguém ou a de quem estiver lendo isso, mas meu caso talvez possa ajudar pessoas que sofrem com a discriminação sexual ou com qualquer outra forma de discriminação e preconceito. Não consigo entender porque as pessoas ainda se preocupam tanto com a sexualidade alheia e fazem disso motivo de discórdia e violência.

Existem mulheres e homens na internet dizendo coisas horríveis a meu respeito. Tenho sofrido ataques homofóbicos pelo fato de ter sido fotografado beijando um homem. Se eu fosse hétero jamais me envolveria com uma mulher preconceituosa e deselegante, porque também não me envolveria com um homem preconceituoso e deselegante. Ser um ser humano com bom caráter, honesto, amigo, leal, educado, gentil, generoso e outras qualidades é muito mais importante do que quem você beija ou se relaciona sexualmente, independentemente se você é homem ou mulher.

Por isso estou indo esta tarde à comissão dos direitos humanos entender quais são os meus direitos como cidadão e quem sabe assim servir de exemplo para que meu caso não seja mais um e isso possa mudar algo em nossa legislação.

Para terminar esse manifesto gostaria de homenagear e agradecer algumas pessoas que, antes de mim, tiveram a coragem de dar sua cara à tapa e declararam suas orientações sexuais sem medo de enfrentar as consequências: Kevin Spacey, Rick Martin, Ian McKellen, Alessandra Maestrine, Marco Nanini, Ney Matogrosso, Daniela Mercury e tantos outros. Deixo aqui meu muito obrigado e todo meu respeito a todos que lutam por esta causa: a da liberdade para que todos possam ser quem são.

Bom, a vida continua e quem quiser conferir meu trabalho, estou em cartaz no teatro Folha em São Paulo, a partir do dia 11 de janeiro, sempre as quartas e quintas, às 21 horas, na comédia Nove em Ponto, de Rui Vilhena.”

Leonardo Vieira

Modelo brasileira é a primeira transgênero a ser capa da Vogue Paris

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A modelo brasileira Valentina Sampaio é a primeira transgênero a ser capa da "Vogue" de Paris. A cearense é o destaque da edição de março e foi fotografada por Mert Alas e Marcus Pigot, em Londres. "Este mês, estamos orgulhosos de celebrar a beleza transgênero com modelos como Valentina Sampaio, que está posando para sua primeira capa da Vogue. Estamos mudando a cara da moda e desconstruindo o preconceito", anunciou editora chefe da Vogue Paris, Emmanuelle Alt.

"Tão orgulhosa e muito feliz!", comemorou a modelo em postagem no Instagram. O fotógrafo Mert Alas também usou a rede social para falar sobre a capa: "Tão orgulhoso de fotografar a primeira capa da revista Vogue com uma modelo transgênero! Trata-se de quebrar regras e tentar iluminar algumas mentes obscuras", comentou.

Valentina, 21 anos, foi um dos destaques da última edição da São Paulo Fashion Week (SPFW) e é uma aposta da agência Joy Model. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo durante a semana de moda paulista, a modelo disse que o rótulo de transgênero é importante para enfrentar o preconceito. "É um momento em que estamos tendo essa visibilidade e precisamos falar disso agora para que no futuro isso não seja mais necessário. Espero que um dia não existam mais esses rótulos, pois todos nós somos seres humanos e exigimos respeito", afirmou

Valentina que tem 1,77m de altura, começou a carreira de modelo aos 16 anos de idade, nasceu em Aquiraz, litoral do Ceará, e é filha de um pescador e uma professora. Em 2016, ela se tornou a primeira transexual a representar a L’Oréal Paris no Brasil.

 

 

Bapho do dia: Beyoncé anuncia que está grávida de gêmeos

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Para tudo que eu quero descer! É real oficial, minha gente. A maravilhosa Queen B, também conhecida como Beyoncé, está gravidíssima de gêmeos.

A cantora anunciou sua gravidez através de um post no seu Instagram nesta terça-feira (1°).

Na publicação, Beyoncé fala que sua família está crescendo em dose dupla e que ela se sente bastante abençoada. A cantora concluiu a postagem agradecendo todas as felicitações dos seus fãs. É uma maravilhosa mesmo, né?

Dinheiro para ser padrinho não possuo, porém convites para o chá de bebê são super bem vindos! 

Lacre do dia: Menino de 17 anos é estrela de campanha de beleza

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O youtuber Lewys Ball, de 17 anos, está na nova campanha da marca de beleza Rimmel London. Intitulada #LiveTheLondonLook, a propaganda defende que maquiagem é para todos. 

Lew (como é chamado na internet) tem tudo a ver com a marca. O adolescente arrasa com tutoriais de maquiagem no Youtube. Em seu Instagram, o youtuber disse estar lisonjeado em fazer parte da campanha. "Muito feliz em dizer que eu faço parte da família Rimmel como embaixador", escreveu.

Essa não é a primeira vez que um menino se alia a uma marca de maquiagem. O youtuber James Charles, que também tem 17 anos, já estrelou um "shooting" da Cover Girl em 2016.

Casal gay recebe recado homofóbico e racista em condomínio do Rio

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O casal Júnior Santos e Maycon Aguiar recebeu um recado homofóbico e racista na última sexta-feira, 20, na casa onde moram há um mês em um condomínio na zona norte do Rio de Janeiro. Com duas páginas e repleta de erros de português, a carta cita valores religiosos deturpados e pede que os dois se mudem.

"Poupe-nós (sic) e nossos filhos de conviverem com gente da laia de vocês! Gente de cor e ainda por cima afeminada não está no nível dos moram (sic) aqui por favor se retirem!", diz um trecho do recado - que também afirma que "Deus não criou o homem para se relacionar com homem ou mulher com mulher".

Rodrigo Oliveira, amigo do casal no Facebook, afirma que sua irmã mora no mesmo condomínio com a companheira e que elas já foram vítimas de difamação por uma vizinha. "A questão é: existem câmeras dentro do condomínio. Acredito que duas, especificamente. Estão sob o controle da vizinha processada outrora e mais outras pessoas. São 10 casas", escreveu Rodrigo.

Segundo ele, sua irmã move processo formal contra a vizinha na Justiça, mas Júnior e Maycon teriam sido informados na delegacia de que nada poderia ser feito no caso deles, já que não há assinatura ou nomes na carta.

 

Ivete Sangalo e Joelma lançam ''hino'' para grudar na sua cabeça

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Saiu clipe novo de Joelma com participação mais do que especial: Ivete Sangalo. Lançado na manhã desta sexta-feira, 13, Amor Novo é o primeiro clipe da carreira solo de Joelma, que deixou o Calypso no ano passado após se divorciar de Chimbinha.

O clipe faz parte do próximo DVD da cantora paraense, intitulado Avante, que deve ser lançado nas próximas semanas. A gravação foi feita em novembro de 2016 e, além de Ivete, também teve participação de Solange Almeida e dos três filhos, Yago, Yasmim e Natália.

No Twitter, o nome da canção foi parar nos tópicos mais comentados pelos brasileiros.