ABC: É hora de sepultar as velhas práticas

ABC: É hora de sepultar as velhas práticas

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A eleição de Judas Tadeu para a presidência do ABC representa, sem questionamento algum, a vontade da maior parte da torcida abecedista. 
 
Confesso até que, pela estrutura de campanha montada pela situação, considerei a possibilidade de uma vitória de Fabiano Teixeira, embora fosse nítida a preferência pelo nome de Judas entre os torcedores (por “torcedores” entenda-se o cidadão que é sócio, vai ao estádio, acompanha a rotina do clube, etc). 
 
Mas prevaleceu a vontade da maioria, como manda a regra da democracia. O fato é que, agora, Judas precisa honrar o voto de confiança que lhe foi dado. Um dia, assim como Rubens, ele também fora criticado e teve sua cabeça pedida pela torcida, a mesma que hoje o recebe de volta de braços abertos. 
 
E “honrar o voto” significa abandonar velhas práticas que tem se entranhado nas colunas da Rota do Sol. 
 
A primeira delas é a total dependência que o clube tem de empresários – chamados de “parceiros” – que têm poder de mandar e desmandar dentro e fora de campo. 
 
Vale lembrar que o torcedor que elegeu Judas não o fez apenas por causa de seu passado no clube. Mas sim com a esperança de ver sepultada a parte que foi ruim na gestão Rubens. 
 
É fundamental que o novo (velho) presidente limite o poder de ação dos empresários, se preocupe em evitar novas ações na Justiça do Trabalho e dê mais atenção ao torcedor, verdadeiro “dono” e financiador do clube.