Aluísio Moraes: Um erro desnecessário, mas corrigido a tempo

Aluísio Moraes: Um erro desnecessário, mas corrigido a tempo

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Demorou pouco mais de três meses para Beto Santos, presidente do América, reconhecer o primeiro erro de sua gestão: a contratação do ex-jogador Aluísio Moraes para desempenhar a função de treinador de futebol, algo novo para ele. 
 
Desde a contratação de Aluísio, que em décadas passadas vestira a camisa rubra como atleta, torcedores e nós da imprensa questionavam o risco da empreitada. 
 
Enxergo como excesso de confiança dar a alguém sem experiência alguma a missão de formar e iniciar os trabalhos de um time que tem a missão de se redimir após uma tentativa frustrada de retorno à Série B do futebol nacional. 
 
Com todo respeito ao profissional, a temporada 2016 do América era muita areia para o caminhão de Aluísio Moraes. 
 
E isso não é papo de blogueiro vidente que sempre levanta a placa do “eu avisei” quando algo sai do planejamento. O leitor do NOVO sabe de nossas (minha e de toda equipe de Esportes) posições desde o anúncio de Moraes. 
 
O fato é que a demissão do treinador, comunicada durante o fim de semana, deve servir como aprendizado para Beto, também iniciante como gestor de futebol – muito embora seja amparado pela larga experiência de seu pai, um unânime dentro do América, Jussier Santos. 
 
Bom ver que Beto teve humildade para, mesmo sem falar isso tão claramente, reconhecer um erro e repensar seu planejamento depois de ver o trabalho de Aluísio, que precisou de apenas sete jogos para mostrar que não está tão pronto para o riscado de assumir um clube da importância do América.