"Escolha da Latam tem que ser Natal", diz presidente da Inframérica

"Escolha da Latam tem que ser Natal", diz presidente da Inframérica

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"Não existe, objetivamente, melhor aeroporto que o de Natal. Os outros (Fortaleza e Recife) estão muito atrasados e requerem muitos investimentos. A escolha do hub da Latam tem que ser Natal". A avaliação é do presidente da Inframérica, José Luis Menghini, que deu uma palestra hoje (30) a empresários, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil organizada potiguar no NOVO RN. Ele se referiu ao centro de conexões de voos que a companhia aérea pretende instalar no Nordeste. O anúncio da sede está prevista para o primeiro semestre de 2016.

Menghini falou para uma platéia de cerca de 40 pessoas. Ao mesmo tempo em que reforçou as qualidades técnicas do terminal de São Gonçalo do Amarante - como a pista, que segundo ele é a melhor da região - também apontou o que considera a desvantagem do Rio Grande do Norte na disputa entre os estados nordestinos: Natal tem menos voos destinos que as capitais concorrentes. Isso porquê, para as companhias aéreas, é mais dificil cobrir o custo fixo das operações aqui - por ter menos passageiros. Para vencer esse desafio, o estado precisaria se vender mais, atrair mais turistas.

Apesar de considerar que o Aeroporto Aluísio Alves tem todas as vantagens técnicas, o presidente também admitiu que há forte lobby e poder político do Ceará e Pernambuco envolvidos na disputa. Avalia, entretanto, que a questão técnica deverá falar mais alto. 

O executivo, que assumiu a Inframérica em maio deste ano, também se mostrou entusiasmado com a parceria com os Correios, que estaria prestes a se consolidar. Ele reforçou que a empresa ficará responsável por construir o centro de distribuição, dentro do terreno da Inframérica, em São Gonçalo. Ele reforçou que mesmo num momento em que cai o número de passageiros, a troca de correspondências (especialmente de compras na internet) vem aumentando. O centro, de acordo com ele, vai gerar muitos empregos em Natal. Se acordo com os próprios Correios, seriam cerca de 100 vagas. Menghini não soube precisar a quantidade. 

Ao citar os voos internacionais que Natal passou a receber neste ano, o presidente da Inframérica também comemorou a possibilidade de mais um voo ligando Natal à Europa - precisamente Madri, na Espanha. Para ele, é o estado também deveria investir em voos e divulgação da destino nos Estados Unidos. 

Durante a conversa, o executivo afirmou que a empresa deverá notificar a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em reclamação por perdas ao longo do primeiro ano e meio de operação. José Luis Manghini disse que o número de passageiros previsto no edital de concessão está cinco anos defasado. Não bastasse isso, a empresa ainda reclama que não pôde cobrar as taxas aeroportuárias nos primeiros 10 meses de atividades do aeroporto.