Na coluna de hoje - O ano em que eu carreguei caixas

Na coluna de hoje - O ano em que eu carreguei caixas

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Sempre que o ano chega ao seu ocaso, ato contínuo, nos pegamos a relembrar de tudo o que passamos, relembrando as coisas que deram certo e o que deu errado também. Fazendo planos para o próximo, tencionando corrigir erros cometidos ou reparar falhas. É como se fizéssemos uma retrospectiva mental contemplando os 12 meses passados, resumindo mentalmente tudo o que vivemos, se valeu ou não a pena e tentando concluir: "E aí? Foi bom ou não foi?" Tentei expressar um pouco do que sinto nestes momentos finais de um ano através da crônica de hoje. Está na edição impressa do Novo. Espero que gostem.

Segue um trecho:

"Não tem jeito. Por mais céticos ou indiferentes que tenhamos nos tornado diante da vida, por mais pagão, materialista e ateu que cada um de nós tenha escolhido ser no seu dia a dia, levando muito mais em conta aspectos práticos da vida em vez de dogmas religiosos ou crenças, quaisquer que elas sejam, quando começam a empilhar os primeiros panetones e a voz de Simone passa a ser ouvida por todos os lados, acende-se o sinal amarelo do ano, significando que está chegando ao fim mais uma jornada do calendário juliano e, ato contínuo, passamos a fazer nossas reflexões acerca do que vivemos nos últimos 12 meses, numa espécie de retrospectiva 2015 particularizada, com análise dos fatos e projeções para que no ano seguinte, não repitamos os mesmos erros (mas possamos cometer outros) e pensemos se agimos bem, se tratamos com justiça as pessoas com quem convivemos e, enfim, traduzindo em bom português: se não fizemos muita bobagem! É como aquela fração de segundo em que, segundo dizem, vemos todas a nossa vida em perspectiva no momento imediatamente anterior à morte, o ano também tem direito a um último suspiro em que passa sua existência em revista."