56% do público feminino se sente mais seguro com taxistas mulheres

56% do público feminino se sente mais seguro com taxistas mulheres

Compartilhe esse conteúdo

Faz um tempo que a pouca memória do meu celular, obrigatoriamente, precisa ter espaço para aplicativos de táxi/uber. Eles se tornaram essenciais depois que 1) a insegurança bateu na minha porta e 2) descobri que os pequenos deslocamentos que faço durante o dia nem são tão caros assim.

Antes da guerra uber x táxi chegar aqui em Natal, sempre andei com taxistas homens e devo reconhecer que nunca tive grandes problemas. Apesar de, vez ou outra, o fato de gostar de andar no banco da frente rendeu alguns olhares que me incomodaram.

Até que outro dia escrevi sobre a chegada do Uber em Natal e como me senti bem ao andar com uma mulher ao volante. Sorte minha ou coincidência da vida, a minha segunda viagem pelo aplicativo também foi com outra mulher. Uma aposentada de cinquenta e poucos anos que resolveu entrar no serviço “para sair de casa, mesmo… e conhecer pessoas”.

Foi impossível não comentar isso com...todo mundo que conversei naqueles dias e desejar que mais mulheres tomassem coragem para assumir o volante no táxi ou uber! No início achei que era exagero meu. Mas, bastou ouvir mais algumas experiência das amigas que vi que o assunto ainda tem muito a render. Elas, muito mais que eu, andam bastante de táxi a noite + sozinhas + sob efeito de álcool + trechos distantes e sabem o que é sentir medo real ao andar por bairros desertos de Natal (não faltam, afinal!) com um homem ao volante olhando indiscretamente pelo retrovisor.

Essa semana, uma pesquisa realizada pela 99 (um daqueles apps essenciais do meu celular) mostrou que 56% das mulheres se sentem mais seguras quando transportadas por taxistas mulheres. Ou seja, não é exagero nosso.

Tanto que hoje, em São Paulo, rolou o workshop “99 Olhos para o Feminino”. O evento com foco na segurança das mulheres, reuniu feministas (Marina Melo – cantora e autora da música Laura - hit da onda feminista nas redes; Nana Soares – jornalista, feminista e co-autora da campanha contra o abuso sexual do Metrô de São Paulo; Maitê Lourenço - psicóloga, empreendedora e coordenadora do BlackRocks startups; Roberta Castro - coordenadora de treinamento da 99; Ana Luisa Rolim, gerente regional da 99, co-fundadora do Coletivo Minaescriba e mediadora do #Leiamulheres), taxistas mulheres e representantes da 99 para abordar o tema e discutir, inclusive, a implementação de um botão que acione exclusivamente motoristas mulheres para atender o público feminino na saída das baladas (!!! <3 !!!).

“O assédio contra as mulheres é um dos grandes problemas. Queremos ouvir todos os lados – taxistas, passageiras e feministas – e ver como podemos contribuir para oferecer maior segurança”, conta Ricardo Kauffman, gerente de relações públicas da 99.