Força Nacional envia aeronave para apoiar operações em Natal

Força Nacional envia aeronave para apoiar operações em Natal

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A Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) enviou para Natal um helicóptero para apoiar as operações realizadas na capital potiguar e que fazem parte do Plano Nacional de Segurança Pública.

A aeronave será utilizada de acordo com a necessidade das forças de segurança estaduais, que estão atuando em parceria com os 120 integrantes da FNSP que estão na cidade desde o dia 15 de fevereiro – parte do efetivo chegou nos últimos dias. Para as ações com o helicóptero, o Ministério da Justiça enviou uma equipe do Grupamento Aéreo da Força Nacional.

A FNSP tem atuado na ostensividade nas ruas e operações com barreiras itinerantes, apoiando também a Polícia Militar local. As ações ainda contemplam patrulhamento nas áreas bancárias e no combate a redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).

O apoio às investigações de CVLIs, inclusive, também já começou, com o levantamento de dados e planejamento estratégico para investigação de homicídios, realizado em apoio à polícia civil potiguar. Essas equipes da Força Nacional – são 23 da polícia judiciária e 6 peritos - já estão, respectivamente, estudando inquéritos e confeccionando laudos.

Sangue numa madrugada da Região Metropolitana de Natal

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Passava das 18h quando a reportagem chegou à sede da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Era plantão da equipe da delegada Jamile Alvarenga, composta por ela e mais quatro agentes da Polícia Civil. Os policiais já se preparavam para mais 14h de labuta.

O NOVO acompanhou uma noite de trabalho da DHPP, para mostrar a atuação do corpo de agentes responsável por elucidar os crimes que hoje mais preocupam o aparato de Segurança do governo: os homicídios.

O tempo estava tranquilo em Natal. Não ameaçava chover, e a noite estava quente. Nós nos acomodamos por lá e então começamos a conversar com os policiais sobre experiências anteriores. “Não tem mais plantão tranquilo”, resumiu a delegada.

Jamile Alvarenga está há 1 ano e meio da Divisão de Homicídios, há três anos na Polícia Civil do RN. Segundo ela, tempos atrás os dias de segunda e terça-feira eram considerados mais tranquilos, com poucas ocorrências. “Mas hoje não tem mais isso”, reforçava.

Houve um plantão recente, ela relata, no sábado do carnaval passado, foram 11 atendimentos. Por conta do aumento nos índices, Jamile Alvarenga considera insuficiente o efetivo disponível para a atividade. Apesar das indicações, não acreditávamos que aquela noite de terça, a que escolhemos para acompanhar o trabalho dos investigadores de assassinato, seria um plantão de muitas ocorrências.

Já chegava perto das 22h e não havia ainda sido registrado qualquer chamado. Foi quando o rádio comunicador, com seu chiado característico, informou à DHPP sobre um caso de homicídio. Homem morto a tiros em São José de Mipibu, em uma granja.

Os agentes Laerte Lira, Karina Manzaneda, Arthur Targino e Elisângela Moura se juntaram à delegada Jamile Alvarenga e partiram para São José, em três viaturas. No meio do caminho, o comboio encontrou o carro de peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) e o “rabecão”, famigerado veículo que recolhe os mortos. O trabalho da Divisão é feito em conjunto com os peritos do Instituto Técnico, que realizam as primeiras perícias no local de crime.

A viagem até São José de Mipibu foi tranquila, até passar o posto policial já na estrada que dá acesso à cidade de Monta Alegre. O comboio se embrenhou numa rua carroçável. Mato de um lado e de outro, todos à procura do local indicado pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

O agente Laerte Lira, na Homicídios desde 2003, quando a Divisão ainda era uma Delegacia Especializada, conta que, às vezes, nem o GPS consegue encontrar os locais de crime. “O jeito é ir modulando no rádio e se comunicando com o pessoal do Itep que acompanha a gente. Eles rodam muito”. E nós rodamos muito, muita areia e muito barro pelo caminho.
Depois de um tempo chegamos ao local. À margem da via que dá acesso a Vera Cruz, no distrito do Arenã, estava a solitária granja, de paredes brancas. Aparentemente pintadas não havia muito tempo. Do lado de dentro, a viúva e o corpo estendido ao chão.

Augusto Magalhães de Oliveira, de 37 anos de idade, foi morto com um tiro na cabeça e várias facadas no abdome, por quatro homens armados que invadiram o local. O Itep contou seis perfurações de faca. A mulher, que terá identidade preservada, estava acompanhada de um motorista que a levara ao local. “Vim trazer a janta dele”, justificou.
Jamile Alvarenga colheu o depoimento das testemunhas e realizou os procedimentos de responsabilidade da DHPP em local de crime.

Apesar de terem presenciado o assassinato, naquele primeiro os dois não tinham muitas informações relevantes que pudessem levar à elucidação do crime. A companheira de Augusto estampava no rosto uma naturalidade ao relatar os fatos que era de se estranhar. No entanto, a agente Elisângela Moura contou que sempre nota, nos casos que atende, a naturalização da violência entre as pessoas que convivem com ela com mais frequência.

Laerte Lira diz ainda que o perfil das pessoas assassinadas raramente foge à regra no que diz respeito à classe social e situação econômica. “Sempre mais pobres”.
O corpo de Augusto de Oliveira foi levado pelo Itep e retornamos a Natal. Estava encerrado o primeiro atendimento da noite.

CEARÁ-MIRIM, ONDE A MORTE VIROU ROTINA

Nas primeiras conversas dentro da DHPP, ainda no início do plantão, os agentes e a delegada relataram que estão cada vez mais comuns os registros de assassinatos na cidade de Ceará-Mirim. Naquele dia não foi diferente.

Já perto de amanhecer, às 4h, o Ciosp entrou em contato. “Um duplo homicídio e um homicídio simples confirmados em Ceará-Mirim”, nos informou a delegada.
Jamile Alvarenga atuou por um ano e meio na DP distrital da cidade e conta que percebeu também o crescimento no número de homicídios na região.

De acordo com os dados do Observatório da Violência do RN (Obvio), de janeiro até o dia 19 de abril 51 pessoas foram vítimas de assassinato em Ceará-Mirim. No mesmo período no ano passado foram registrados 31 casos, mais de 60% a menos.

Armas em punho, e a equipe da DHPP seguiu até o município da Grande Natal. O primeiro destino era a casa 134 da Rua Irmã Maria José, no conjunto Paraíba.
Mãe e filha assassinadas a tiros e jogadas na calçada de casa. A cena chocante atraiu vizinhos para a frente do imóvel. Porém os policiais militares que isolavam o perímetro atestaram: é a rua dos homicídios. “De uns tempos para cá tem aumentado muito aqui nessa região”, reclamou um dos PMs.

Em meio à confusão e quando o sol já mostrava os seus primeiros raios, uma criança de uns nove anos, acompanhada de um familiar, roubou a cena.
O garoto era filho de Maria Terezinha Alves e irmão de Mariluci Alves Gonçalves, as duas vítimas. Mariluci havia completado 22 anos havia 2 dias. Maria Terezinha tinha 48.
O menino berrava. Aparado por uma moça mais velha, queria ver a mãe. “Deixa eu ver minha mãe, eu vou desmaiar”. Foi necessário a intervenção dos agentes para que o garoto fosse retirado do local. Ninguém podia chegar perto até que a perícia fosse terminada.

O sol já esquentava quando a DHPP se deslocou ao outro endereço: rua Sete, no bairro João de Barro. A vítima desta vez era Emanuel Lucas Cardoso da Costa, 18 anos de idade.
Assim como no caso anterior, este também aconteceu na residência onde morava a pessoa assassinada. A mãe de Emanuel Lucas viu tudo.

A polícia apurou que os suspeitos arrombaram o portão e chamaram Emanuel pelo nome. Quando ele apareceu, foi recebido a tiros. Os disparos atingiram a cabeça. A mãe do rapaz contou que, quando adolescente, ele cumpriu medida socioeducativa por conduta análoga ao tráfico de drogas, mas que hoje já não se relacionava mais com o mundo do crime. De acordo com a delegada Jamile Alvarenga, é possível que os responsáveis peãs três mortes em Ceará-Mirim sejam as mesmas pessoas. “Mesmo modus operandi e mesma arma utilizada. Encontramos capsulas de pistola 380 nos dois lugares”, revela.

Batia quase 7h. A equipe da DHPP retornou ao prédio sede da Divisão, onde ainda foram produzidos os relatórios sobre os crimes da noite e da madrugada. Além das ocorrências atendidas pela DHPP, foi registrado ainda mais um duplo assassinato. Este não foi atendido pelo plantão da Divisão de Homicídios, pois quando os corpos das duas mulheres foram localizados na comunidade da Toca da Raposa já era manhã, depois das 8h. A delegacia distrital de Parnamirim respondeu ao chamado.

“Infelizmente está assim todo dia. Um plantão de terça-feira com quatro ocorrências não é mais atípico”, lamentou Jamile Alvarenga.O crescimento dos números de assassinatos do Rio Grande do Norte é uma realidade, e assusta a população do estado. Até o amanhecer da quarta-feira passada, 746 pessoas tiveram o mesmo destino que Maria Terezinha, Mariluci, Emanuel e Augusto.

PROCEDIMENTOS 

Durante as abordagens, os policiais preenchem uma série de dados em um documento chamado de Recognição. A ficha contem espaço para informações desde os dados pessoais da vítima até o nome dos repórteres presentes no local e também quem são os profissionais que atuaram na ação, incluindo os PMs que realizam o isolamento.

A Recognição deve conter ainda dados sobre o local de crime, o lugar externo ao local, tudo detalhado e preciso, com pontos de referência e indicações das condições socioeconômicas da localidade.

O material é entregue ao delegado que vai conduzir as investigações, junto com a Guia de Exame de Corpo de Delito, que é preenchida pelos peritos. Esta contem até as partes do corpo em que a vítima foi atingida. Tudo vai acompanhado de um relatório produzido pelo delegado de plantão, bem como algum objeto que porventura seja apreendido na cena.
Os documentos são repassados porque a equipe de plantão é responsável pelos primeiros passos do inquérito. A partir daí o delegado da delegacia distrital, em caso de cidades vizinhas à capital, ou o delegado da região administrativa de Natal em que aconteceu o crime assumem as investigações.

Questionada sobre o que mudou na investigação criminal de homicídio depois que a DHPP assumiu o plantão, no lugar das Delegacias de Plantão Zona Sul e Zona Norte, a delegada Jamile Alvarenga afirmou que hoje o trabalho é mais completo.

“A Plantão só ia e fazia a Guia. Não era feito relatório, nem preenchida uma ficha de Recognição, nem fotos no local. É totalmente diferente”, acrescenta. A Divisão atua ainda realizando prisões em flagrante, caso consiga obter informações prévias dos culpados. “Se a gente chega no local e tem uma informação, vai atrás da informação e ás vezes dá um flagrante. O delegado da DP de Plantão não tem como fazer isso, porque ele tem que voltar para fazer os flagrantes da delegacia”, explica.

Capitão Styvenson volta às ruas da Grande Natal em operação "Tolerância Zero 2"

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Nesta sexta-feira (21) começou a "Operação Tolerância Zero 2" com intervenções nas vias de maior fluxo dos municípios da Grande Natal. As atividades são comandadas pelo capitão da Polícia Militar Styvenson Valentim, que ficou conhecido como capitão da Lei Seca, devido sua atuação nas operações de abordagem no trânsito.

Styvenson é comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar e, por isso, suas atividades se limitam à zona Oeste da capital. Com a operação, o capitão, volta às ruas da Grande Natal.

A Operação Tolerância Zero 2 visa apreender veículos com emplacamentos atrasados, com características modificadas e ainda realizará abordagens a motos, ônibus e táxis a procura de armas e drogas. A operação é conjunta com a Polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e estadual,  BP Choque e ROCAM.

Viúva que presenciou assassinato do marido é sequestrada no velório dele em Natal

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João Augusto Magalhães, de 37 anos, foi assassinado na noite da última terça-feira no Arenã, comunidade rural de São José de Mipibu, na Grande Natal.  (confira a matéria aqui: Homem é assassinado diante da familia na Grande Natal ) Seu corpo estava sendo velado na madrugada de hoje (21) na funerária Padre João Maria, no bairro do Alecrim, em Natal, quando três homens armados invadiram o velório, fizeram um arrastão e em seguida fugiram levando a viúva como refém.

Segundo a Polícia, Gerina Ribeiro da Silva é testemunha do assassinato do companheiro que estava sendo velada no momento do assalto seguido de sequestro. Ela estava na casa onde ocorreu o crime na terça-feira e, segundo contou a polícia, os assassinos teriam mandado que ela e o filho pequeno entrassem num quarto enquanto matavam o marido que tinha sido preso por tráfico de drogas e estava cumprindo regime semiaberto.

Após o arrastão seguido de sequestro, a Polícia Militar foi acionada e realiza diligências. Familiares dela chegaram a informar aos policiais de São José de Mipibu que os bandidos teriam dito que a levariam para o local onde o marido dela foi morto. A polícia foi local, encontrou a casa arrombada, mas ainda não há sinais do paradeiro da mulher, nem dos assaltantes sequestradores.

***Atualizado às 18h05min

Vigilante é baleado em assalto a empresa de segurança

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Empresa de segurança foi assaltada no município de Areia Branca, interior do Rio Grande do Norte. O crime aconteceu nesta madrugada, quando homens armados fizeram os funcionários de refém e roubaram armas e coletes. Um vigilante foi baleado durante a fuga dos criminosos.

Quatro homens armados pularam o muro da empresa e renderam os funcionários que trabalhavam no local. Foram roubados dois revolveres e dois coletes, segundo informações da Polícia Militar.

Os assaltantes conseguiram fugir e a Polícia Militar deve usar imagens das câmeras de segurança dos prédios vizinhos para tentar identificar os suspeitos. Funcionários que estavam de plantão no momento do crime prestaram depoimento hoje pela manhã.

Acidente na estrada de Acari acaba em morte de uma das vítimas

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Logo no início da manhã desta sexta-feira (21), um grave acidente envolvendo três veículos na BR-427 acabou com a morte de uma das vítimas. De acordo com informações, a batida aconteceu por volta das 06h, na estrada que leva ao município de Acari, interior do Rio Grande do Norte.

Um dos veículos, uma van Ducato entrou em combustão e ficou bastante destruída. Ainda segundo informações iniciais, o moticiclista veio a óbito no próprio local.