Processos contra fundador do FDN somem na justiça do RN

Processos contra fundador do FDN somem na justiça do RN

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Dois processos físicos contra Gelson Lima Carnaúba que estavam na comarca de Nísia Floresta sumiram. Gelson é um dos fundadores da facção Família do Norte, que realizou massacres dentro de unidades prisionais na região Norte neste mês de janeiro.
 
A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça informou que ambos serão restaurados integralmente, a partir de arquivos digitais, no entanto o Poder Judiciário ainda conseguiu esclarecer o que aconteceu com o material que não foi encontrado na Vara.
 
Em uma movimentação processual datada de outubro de 2016, a juíza Maria Nivalda Neco Torquato Lopes informou sobre o desaparecimento dos documentos do processo. Procurada pelo NOVO, a assessoria de imprensa do TJ informou que “quanto ao que aconteceu, isso não ficou esclarecido ainda. O processo pode ter sido arquivado indevidamente ou pode ter sido retirado por um advogado”.
 
Na mesma movimentação processual, uma expedição de ofício, a magistrada informa ainda que Gelson Carnaúba, também conhecido por Mano G, é também uma das lideranças da organização criminosa Sindicato do RN.
 
Trata-se da facção que em julho e agosto do ano passado promoveu ataques em diversas cidades do estado potiguar. A vinculação foi alvo de reportagem do NOVO na semana passada. Gelson Carnaúba está detido atualmente na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
 
De acordo com as informações repassadas pela assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça, os processos que sumiram são um de Manaus, o de homicídio simples, e o outro da comarca de São Gonçalo do Amarante, de falsidade ideológica.
 
Este último é resultado da prisão de Mano G no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em janeiro de 2015. Na ocasião, o fundador da FDN passou quase 30 dias encarcerado na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, até ser transferido para a Penitenciária Federal de Mossoró.
 
“O de São Gonçalo foi restaurado a partir do nosso sistema Hermes. Havia sido digitalizado quando foi remetido para Nísia Floresta. Já o de Manaus, era um arquivo digital com mais de mil folhas. Nem tudo havia sido impresso. 
 
A juíza fez a solicitação para que seja novamente enviado, dessa vez integralmente. Então os dois processos serão restaurados plenamente”, explicou a assessoria.
Ainda segundo a assessoria, no sistema consta que o processo está concluso para o juiz, mas não foi encontrado lá. A juíza lembrou que hoje Gelson não tem direito a nenhuma progressão ou comutação da pena.
 
PM acusado de facilitar fuga por dinheiro é afastado
 
O policial militar que foi acusado por um detento de ter recebido propina para facilitar a fuga de 14 presidiários da Penitenciária Estadual de Parnamirim foi afastado se suas funções.
 
A história surgiu depois que um dois 14 presos que escaparam da unidade prisional foi recapturado e, em depoimento à Polícia Civil, relatou a situação. Segundo ele, o acordo era de pagar R$ 30 mil ao policial, para que ele permitisse a fuga. 
 
O servidor ficará afastado das suas atividades até que seja finalizada a investigação que vai apontar se a versão do detento é verdadeira. Caso se confirme o crime, o policial deve ser expulso da corporação.
 
No mês de dezembro passado, outros 19 homens ganharam a rua ilegalmente, saindo também da PEP. À época, o titular da Secretaria de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, afirmou ter indícios de que a fuga foi facilitada por servidores públicos. Um agente penitenciário também foi afastado do trabalho para as averiguações por conta deste caso.
 
O Sindicato dos Agentes Penitenciários do RN afirmou defender que, sempre que houver denúncias de irregularidades, elas sejam investigadas. “Sem pré-julgamentos e nem generalizações. E caso seja comprovado algo que se aplique as punições adequadas”, declarou a entidade sindical, através da assessoria de comunicação.
O NOVO procurou a Polícia Militar para que se pronunciasse a respeito do caso do policial que está sendo acusado. No entanto, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.
 
Em novembro do ano passado, um agente penitenciário foi demitido pelo governo após uma investigação que indicou sua participação na fuga de um apenado. O agente teria deixado o preso escapar propositalmente quando estavam no hospital para o presidiário receber atendimento médico. 
 
O fato ocorreu em dezembro de 2015. Contra o mesmo agente carcerário ainda tramita outro processo no qual o servidor é acusado de facilitar mais uma fuga. Esta ocorrida em janeiro de 2016, no Centro de Detenção Provisória do Potengi, na Zona Norte de Natal.