No Rio, Lula diz que provou inocência e será candidato em 2018

No Rio, Lula diz que provou inocência e será candidato em 2018

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12 08 2017 Rio de Janeiro RJ Brasil Ex presidente Lula durante visita à escola de samba da Imperio Serrano no Rio de Janeiro Foto Filipe Araujo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou sua inocência nas ações penais da Lava Jato neste sábado, 12, em ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio. "Por que eu iria envergonhar milhões de brasileiros a quem reverencio todos os dias? Eu não estou acima da lei, mas o juiz também não está. Já provei a minha inocência, quero que provem que tenho R$ 1 que não é meu. Querem criminalizar a esquerda e o PT. Vou brigar para ser candidato em 2018 e vou mostrar que esse País vai voltar a sorrir, a ter a Petrobras, a ter indústria naval", declarou, sendo bastante aplaudido.

A plenária da CUT é em Madureira, na zona norte do Rio, na quadra do Império Serrano - escola de samba historicamente de esquerda, fundada por sindicalistas em 1947. Participam do ato centenas de pessoas, entre sindicalistas, militantes e moradores da região, que gritaram o nome dele como presidenciável em 2018.

"Esse País voltou a ser o que sempre foi, e que mudou com a gente. Todo o objetivo dessa perseguição ao PT, essa reforma da Previdência e trabalhista, tudo é para tentar destruir o que conquistamos há mais de 60 anos. Querem evitar que o Lula volte. Não têm competência para fazer o Brasil crescer, o que nós provamos que sabemos fazer. Tivemos a Previdência superavitária. A falta de dinheiro na Previdência é resultado da incompetência dessa gente que está hoje destruindo o País", afirmou. "Muitos coxinhas agora não estão batendo mais panelas, e sim batendo a cabeça, porque não sabem mais o que fazer."

No palco com Lula o senador Lindbergh Farias (PT) e as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB) e Benedita da Silva (PT), entre outros políticos, além do coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra (MST), João Pedro Stédile fizeram discursos contra o presidente Michel Temer (PMDB) e o juiz Sérgio Moro. Stédile disse que "é mais fácil o povo prender Moro do que Moro prender Lula".

Lula é réu da Lava Jato e mês passado foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá, que, segundo a Justiça, foi pago como propina da empreiteira OAS.

Ontem, em evento na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro para marcar o lançamento do livro "Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula", com artigos de juristas organizados por professores de Direito, o ex-presidente disse que integrantes da Força-Tarefa da Lava Jato compõem um partido político e que a esquerda precisa "juntar os cacos" para vencer em 2018.