Sindicato dos costureiros do estado pede consenso ao MPT e Guararapes

Sindicato dos costureiros do estado pede consenso ao MPT e Guararapes

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Maria dos Navegantes - presidente do Sindconfecções do RN

O Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Confecção de Roupas do Estado do Rio Grande do Norte (Sindconfecções), está tentando mediar o conflito que envolve o Ministério Público do Trabalho e a Guararapes para que as facções têxteis e os trabalhadores do setor não sejam prejudicados. A presidente do sindicato, Maria dos Navegantes dos Santos, diz que tem se reunido com representantes dos dois lados da questão e pedido o entendimento.

“Não temos uma posição contra ou a favor, nem a um nem a outro. O que quero é que as partes dessa ação cheguem a um entendimento e consigam manter os postos de trabalho que estão sendo ameaçados”, disse a presidente, alegando que os trabalhadores são a parte mais prejudicada nesse conflito. O MPT move uma ação civil que pode resultar em multa trabalhista de R$ 38 milhões ao grupo Guararapes por falhas nos contratos e nas condições de trabalho das facções têxteis do interior, cujo serviço é contratado pela empresa.

Segundo a presidente do Sindconfecções, a ação contra a Guararapes não foi provocada pelo sindicato, mas que está buscando fazer o levantamento das denúncias. “Reclamações a gente vez por outra recebe, mas estamos tentando levantar as questões. Essa confusão, acredito que tenha partido dos pequenos faccionistas com a Guararapes e não dos trabalhadores, por isso tinha que ser debatido e discutido entre faccionistas, Ministério Público e Guararapes”, avalia a sindicalista.

Maria dos Navegantes disse ainda que, assim como não provocou a ação, o sindicato também não está convocando trabalhadores para o ato que Flávio Rocha anunciou para esta quinta-feira, 20, em frente à sede do MPT, inclusive, desejaria que o ato não acontecesse para não acirrar os ânimos e criticou a participação de políticos no embate. “ Acredito que haja interesses políticos por trás dessa confusão toda”, avalia.