Invasão Zumbi - um filme além de sustos e terror

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Mais do que a França, que sempre apoiou seu cinema e virou um enclave de resistência a Hollywood, a Coreia do Sul talvez seja o único país no mundo em que os filmes nacionais impõem pesadas derrotas aos blockbusters estrangeiros - leia-se, dos EUA. Batman vs. Superman, Avengers, Guardiões da Galáxia? Não são páreos para o cinema de gênero local. De gêneros, sim, porque essa foi uma coisa que o cinema sul-coreano importou. Policiais, fantasias científicas, terror, mas sempre impregnados dos elementos da cultura nacional. Invasão Zumbi tem sido um fenômeno internacional. Em toda parte, o longa de Yeon Sang-ho tem arrebatado o público - e a crítica. No Brasil, não tem sido diferente.

Embora sua estreia oficial seja nesta quinta, 29 - a última do ano -, o filme esteve em pré-estreia ao longo da última semana. O público, principalmente jovem, lotou as salas e era interessante, tanto quanto ver o filme, observar as reações da plateia. Porque, e essa é outra forte característica do cinema sul-coreano, Invasão Zumbi usa o fantástico, mais até que o terror, para contar histórias de família. O filme é violento, intenso, mas, ao contrário das produção do gênero de Hollywood, não se alicerça sobre o conceito do susto. De cara, Sang-ho propõe um estranhamento. Na abertura, um boneco inflável, imitando gestos humanos, desvia um carro na estrada e, imediatamente há um acidente com um cervo. Morto, o bicho retorna como zumbi e encara a plateia.

Na cena seguinte, a história já é de família. O pai que só pensa na carreira e não tem tempo para a filha é forçado a acompanhar a garota, levando-a ao encontro da mãe. Coisas estranhas estão ocorrendo pelo país - levantes em toda parte. Pai e filha embarcam no trem. Last Train to Busan, O último trem para Busan. É o título internacional de Invasão Zumbi. Tem um significado ao mesmo tempo real e simbólico. No país que sofre o ataque dos zumbis, é o último trem para Busan, área militarizada que se transforma no único reduto seguro. E é a última viagem para muita gente, quase todo mundo que embarcou. No fim, poucos, bem poucos chegam ao seu destino.

Vem de longe, na história do cinema, o fascínio pelos mortos-vivos. Vampiros, com seu sangue gelado, não deixam de ser uma categoria específica, mas, no começo dos anos 1940, o lendário produtor Val Lewton, em seu ciclo de terror, já contava histórias de zumbis. A Morta-Viva, o clássico de Jacques Tourneur. Pelos anos e décadas seguintes, mortos-vivos assombraram o imaginário do público até que, no mítico 1968, George A. Romero fez A Noite dos Mortos-Vivos. Depois disso, e a cada cinco ou dez anos, Romero voltou ao tema dos ressuscitados para contar uma história dos EUA. Conflitos raciais, violência contra as mulheres, os imigrantes, tudo ele abordou. Tratado com realismo, quase um neorrealismo, o terror virou político e chegou em 2004 a Dawn of the Dead (Madrugada dos Mortos), de Zack Snyder, o último grande filme hollywoodiano do gênero, com seus zumbis que sitiam um grupo num shopping - o consumismo em questão.

Os mortos-vivos migraram para a TV (Walking Dead), voltaram ao cinema (Guerra Mundial Z, de David Ayer). Sabemos de onde vem esse fascínio pelos ressuscitados. Um pouco mais difícil é entender o que ele representa. Mortos sedentos de sangue, que se alimentam de cérebros no paródico - A Volta dos Mortos-Vivos, de Dan O’Bannon. Medo de quê? Da alienação? O trem de Sang-ho abarca toda a sociedade da Coreia do Sul. Os personagens viram representações sociais. Existem diferentes tipos de pais, de representações simbólicas da classe dominante. E existe uma imensa massa de manobra, que reage de maneira egoísta e, por isso, está condenada.

O estranhamento último de Invasão Zumbi consiste em fazer o que nenhuma produção de Hollywood ousaria. No limite, o que Sang-ho conta são histórias de família. Há um personagem que concentra os defeitos de um comportamento típico da economia neoliberal. Dane-se a solidariedade, o grupo, é cada um por si. Bem no fim, há uma revelação que humaniza essa figura. O terror vira melodrama, de volta ao binômio pai/filha. A chave está na canção que a garota, finalmente, vai cantar. É tão inesperado (disparatado?) que a plateia ri. Ridículo ou nervosismo? Talvez Invasão Zumbi não seja tão grande quanto o Zack Snyder, ou os melhores filmes de Romero, mas é muito bom? Uma (r)evolução do gênero? Boa parte do relato contrapõe gêneros humanos - a garota, a grávida, as idosas. Os jovens estudantes, o vagabundo, dois tipos de pais. A raridade é isso - um filme de terror, de zumbis, para refletir.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar | Crítica

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O nome John Wick possui significado magistral. Todos o conhecem, todos sabem que devem temê-lo. Esse é um dos pontos mais enfáticos da trama, que logo em seu início é frenética para fisgar o espectador e não deixá-lo desviar a atenção, nem por um minuto.

O enredo se passa logo após os acontecimentos do primeiro filme, e desta vez John está atrás de recuperar o seu carro que está sob posse de um mafioso parente dos antagonistas da trama anterior.

Após alcançar seu objetivo, sem nenhuma discrição ou cordialidade, John planeja voltar a sua vida pacata. Porém, uma antiga dívida de honra bate a sua porta, e John tem que deixar sua curta aposentadoria para cumprir a provisória, marcada com sangue, e ser envolvido numa hecatombe sanguinolenta.

A sequência tão aguardada não deixa a desejar. No quesito ação, o filme entrega tudo que o primeiro entregou, e ainda mais. Muitas coreografias com as mãos nuas, facas e armas de fogo. Num ritmo frenético ao som de uma sinfonia de tiros, com pintura em vermelho carmesim, do jeitinho que nós gostamos. Tudo entregue com quantidade e qualidade. Além de, quase não utilizar os cortes rápidos de câmera, que tanto odiamos quando usado excessivamente,  nos permitindo apreciar as coreografias em sua totalidade.

Ao mesmo tempo que somos fisgados pelo ritmo insano, também deslumbramos um visual belíssimo. Repleto de cores fortes e variadas, apesar da predominância de tons escuros e ambientes noturnos. Apresentando ambientações que chamam a atenção pela mesclagem de belas cores com estruturas refinadas. 

Se no primeiro filme tínhamos uma ar de hq, o segundo se entrega totalmente a imersão num universo próprio, com regras, ambientações e argumentos que entregam uma originalidade imensa, como ter um sommelier de armas, um costureiro de ternos a prova de balas, uma moeda própria para negociação entre mafiosos, e uma alta cúpula do crime que possui regras refinadas. Os diálogos gestuais de Ares (Ruby Rose) sendo legendados com cores fortes e com algumas palavras em caixa-alta, contribuem para enfatizar a entrega do filme a um lado mais ficcional e divertido.

Keanu dá um show como John "Fodão" Wick, além dos demais coadjuvantes, que possuem algum destaque na trama, como Common e Ruby Rose que cumpriram bem o seu papel. Porém, nem tudo são flores. As dezenas de adversários que John enfrenta, as vezes parecem possuir um surto de "burrice" crônica, simplesmente não possuindo nenhuma estratégia de combate, ou pra piorar, algumas vezes ficam parados, talvez paralisados perante a imponência de John (sim! foi ironia...), esperando o mesmo iniciar e terminar sua sequência de golpes. Claro que este "defeito" é apenas um mero detalhe que passa despercebido aos olhos menos atentos e experientes no que diz respeito a ação.

O filme cumpre o que promete e elimina não só um exército de mafiosos, mas também qualquer dúvida sobre a qualidade que iria apresentar. Passando com mérito em todos os requisitos no escopo do ramo da ação. Prepare o balde de pipoca e não pisque, porque Baba Yaga ou Bicho Papão, como John também é conhecido, vem com sangue nos olhos.

Abaixo você pode conferir a programação no Moviecom, e não esqueçam de participar dos nossos sorteios semanais de ingressos para o Moviecom que rolam nas nossas redes sociais   @praianerd. Fiquem ligados!

Nova animação chinesa surpreende

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A China teve pouco sucessos em suas animações até então. Porém, parece que algo está prestes a mudar com a animação Suichenglixin Demon Curse Kuiyu Chouyuan, com muita ação, fantasia e qualidade visual. Ao que tudo indica será lançado ainda neste ano, 2017.

Curta o trailer desta fantástica obra chinesa:

 

Tokusatsus TV ! Impossível não assistir

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Pronto pra sentir uma avalanche de nostalgia?

A Sato Company, empresa que distribui diversas séries do tipo Tokusatsus no brasil, agora tem um canal no youtube, Tokusatsus TV, que disponibiliza periodicamente episódios gratuitos com a dublagem original em português do Brasil.

Já estão disponíveis episódios de Flashman, National Kid, Jiban, Changeman, Jiraiya e Jaspion. Tendo novas publicações de segunda a sábado, por volta das 11h.

Eae?! Tá pronto pra maratona?

 

Como forjar uma Nodachi Katana

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Já pensou em ter uma katana em casa? O canal Man At Arms: Reforged ensina como é a arte de fazer uma Nodachi. Desta vez o episódio é apresentado por nada mais, nada menos que Mark Dacascos.

Cinquenta Tons Mais Escuros | Filme picante em cartaz nos cinemas

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Após o termino do relacionamento Anastasia (Dokata Johnson) decide focar na sua carreira profissional, mais Christian Grey (Jamie Dorme) não é um homem que desiste tão fácil e resolve aceitar as regras dela. Eles reatam o relacionamento e a jovem começa a entender melhor os jogos sexuais que seu parceiro tanto admira.
O filme promete cenas de sexo mais picantes e ousadas que o filme de 2015, embaladas pela trilha sonora de Zayn e Taylor Swift para tornar as cenas ainda mais interessantes e envolventes. A adaptação do livro de mesmo nome escrito por E. L. James, tem agradados e causado críticas diversas pelo mundo, seja devido atuação, roteiro, adaptação entre outros. 
 
 
 
Veja abaixo alguns comentários de veículos da imprensa estrangeira para Cinquenta Tons Mais Escuros:
 

 “Mais sombrio? Cinquenta Tons Mais Escuros, o segundo filme na adaptação para as telas dos best-sellers sadomasoquistas de E.L. James, vai mais para a outra direção, substituindo a maior parte da dinâmica mestre / servo e do jogo sexual contratualmente delineado por cenas clichês de romantismo que nem as comédias românticas mais respeitadas estariam dispostas a realizar. O diretor James Foley assume a produção e tem o trabalho de introduzir algumas ameaças externas para o improvável casal Anastasia Steele e Christian Grey. Mas ele e o roteirista Niall Leonard não conseguem trazer novidades suficientes nesses novos vilões para reconquistar os fãs que se decepcionaram com o primeiro filme. Um terceiro filme já está agendado para 2018; mas espere um interesse menor do público a cada ano” (John DeFore, do The Hollywood Reporter).

“Pode não estar no mesmo nível de O Poderoso Chefão II ou Aliens, nem sequer deve ser mencionado na mesma frase, é claro, mas Cinquenta Tons Mais Escuros consegue ser uma sequência que supera seu primeiro filme simplesmente por não se levar muito a sério e por entregar ao público exatamente o que eles querem: uma boa e inventiva cena de sexo a cada 10 ou 15 minutos” (Pete Hammond, do Deadline).

 
O longa promete ser mais picante que o primeiro, veja os horários e não deixe de ir ver esse romance picante no Moviecom e contar para a gente o que você achou.  
 
Programação de 09/02 à 15/02/2017: