Quem é vivo sempre aparece.

Quem é vivo sempre aparece.

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Dizem que quem é vivo sempre aparece, né?

Pois aqui estou eu. Desde a minha corrida na Patagônia que não apareço. Ainda não contei como foi a prova. Simplesmente sumi do mapa.

Voltei da Patagônia um pouco cansada de correr, sentindo-me fraca e sem energia. Achava que era apenas cansaço da prova e que em 10, 15 dias, estaria recuperada. A verdade é que até agora não estou. E venho lutando contra essa falta de energia diariamente. Graças ao nosso bom Deus, faz uns 10 dias que meu corpo começou a reagir.

Vocês já ouviram falar da Tríade ou Síndrome da mulher atleta? O nome é lindo, né? Mas, é de acabar com a energia de qualquer ser humano. Pois, essa síndrome me pegou.

Praticar exercício físico é maravilhoso, mas tudo em excesso pode fazer mal, principalmente quando você gasta mais energia do que consome. Trocando em miúdos, foi muito treino para pouca comida. E essa minha pequena falha, me gerou um problema enorme.

Essa irregularidade alimentar desencadeia amenorreia (ciclos menstruais diminuídos ou ausentes) e osteoporose (redução de massa óssea corpórea).

O tratamento para a síndrome é regularizar a alimentação, aumentando o consumo de carboidrato e reduzir os treinos.

Eu tenho um educador físico que faz minha planilha e tenho uma nutri que cuida da minha alimentação, e mesmo assim eu caí nessa. Não comia tudo que estava no plano, por falta de apetite mesmo.

Esse foi o grande motivo que me fez desaparecer daqui: precisei dar um tempo do universo da corrida, estava quase em depressão, mas foi preciso. Só agora estou me sentindo bem para voltar. Meus treinos já estão se normalizando e a falta de energia também vem passando.

Que essa postagem sirva de alerta. Vamos nos cuidar e não querer fechar os olhos para o que o nosso corpo vem nos alertando. Eu estava sentindo que tinha algo errado e mesmo assim só procurei ajuda quando a coisa já estava bem feia. Enfim, é com os erros que se aprende. E eu já estoquei muitos quilos de macarrão e batata na minha despensa.

No próximo texto eu falo sobre a prova da Patagônia.

Até breve. :)