[Opinião] Cenário para 2018 passa pelo nível da crise econômica

[Opinião] Cenário para 2018 passa pelo nível da crise econômica

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Serão inevitavelmente de especulações típicas da futurologia política os doze meses do ano que começa nos próximos dias, mas, desta vez, sem favoritismos.
 
Ao governador Robinson Faria, cabe o direito de disputar um segundo mandato independente de maiores ou menores chances nas urnas, assim como na oposição não será fácil a formação de uma chapa. Uma coisa é certa, e não é de difícil previsão: vai ter disputa. O poder fascina muito mais do que a crise que cerca os governos.
 
Aliás, a futurologia começou cedo. Já se arrasta no chão de algumas proeminências e próceres locais a tese de que a crise pode levar a um acordo que, embora aparentemente improvável, pode não ser amanhã se formadas ou criadas novas circunstâncias.
 
Se for interesse do prefeito Carlos Eduardo Alves, ele pode sair candidato e formar a sua chapa majoritária com Garibaldi Filho e José Agripino, mantida a aliança. Como pode reunir o primo e senador GaribaldiFilho e o empresário Flávio Rocha. 
 
A candidatura do prefeito Carlos Eduardo Alves nasce muito mais da escassez de nomes, no campo político tradicional, e das promessas no campo das renovações.
 
Em compensação, se até 2018 a crise econômica declinar e a chance for real, Alves pode emplacar o terceiro governo Alves e assim liderar a família. Aliás, uma liderança que pode ter uma disputa velada na hipótese do governo ser o desejo do deputado federal Walter Alves, o que também exigiria a saída do pai da chapa de senador.
 
As montagens de 2018 por mais criativos que sejam os futurólogos, passam pelo crivo natural do nível da crise econômica e do perfil do candidato.
 
Até lá ainda estarão na fritura do azeite quente da avaliação popular. A classe política, com as exceções de praxe, paga o preço de uma degradação que gera profundos desgastes. Ser candidato, até pela força de pulverização das redes sociais, implica em enfrentar o julgamento difuso, mas sumário e incontrolável, de uma sociedade dura e intolerante.
 
O governador Robinson Faria, se de um lado parece cercado de problemas e desafios, e alguns incontornáveis, manteve a imagem de um político ficha limpa fazendo um governo imune às tinturas de escândalos.
 
Não promoveu a demissão em massa de 14 mil servidores diante da exigência de um limite prudencial que, se cumprido de forma cômoda e sumária, como desejava o Ministério Público, teria caído num legalismo desgastante e irreversível. No seu caso, prevaleceu a sensibilidade política.
 
Só há uma configuração amplamente favorável à oposição: se até final de 2017 a crise revelar os sinais de recuperação em 2018, ano da eleição.
 
Nesse caso, e inevitavelmente, o governo passa a ser um desejo das forças políticas contrárias. Uma coisa é certa: o governador pode fazer as múltiplas escolhas na montagem de sua chapa. Inclusive a construção de alianças que seus adversários de hoje julgam impossíveis.
 
Arte e ciência ao mesmo tempo, a política também é feita de suas artimanhas...