Roda Viva / Foi bom pra você?, por Cassiano Arruda Câmara

Roda Viva / Foi bom pra você?, por Cassiano Arruda Câmara

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Cinco anos depois de um jovem de 65 anos de idade ocupar este espaço (agora mantendo o mesmo espírito jovem aos 70), o titular desta Roda Viva comunica ao seu público o fim do seu grande e derradeiro sonho. O NOVO JORNAL não se viabilizou empresarialmente. Ponto.

Mas se me perguntarem se valeu à pena, responderei que sim. Se repeteria a mesma experiência, mesmo com prazo de validade tão curto para sonho tão grandioso, também diria que sim. Conseguimos formar um time de primeira, reunindo talentos que estavam dispersos (velhos e novos) e que conseguiram produzir 1.535 edições de um produto editorial de alta qualidade, mesmo com uma estrutura enxuta e recursos muito limitados.

Tento certeza que o NOVO JORNAL escreveu história. E quem quiser conhecer a história do nosso Rio Grande do Norte, nesses cinco anos, terá nas páginas do NOVO JORNAL uma ótima fonte de consulta.

Dando uma olhada no retrovisor, tenho consciência de que a missão foi cumprida. Uma missão que foi divulgada na primeira edição deste NOVO JORNAL, e que ao longo desse tempo foi colocada em local visível para lembrar esse compromisso a todos os envolvidos no projeto: a missão de informar com responsabilidade e pluralidade, construir diálogo e reflexões, que mudem conceitos e olhares, contribuindo para o aproveitamento da democracia e o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Mesmo nos equívocos cometidos (quase todos eles de responsabilidade deste locutor que vos fala), tenho a convicção de que não houve fratura desse compromisso firmado. Sobretudo o compromisso com o nosso Rio Grande do Norte. Sem haver qualquer tentativa de disfarçar os seus pontos de vista, sem nunca querer parecer neutro. Um jornal que se lançou proclamando ter opinião, nunca poderia ser isento ou imparcial. O que nunca significou qualquer desprestígio ao patrão de todos nós jornalistas: sua excelência, o fato.

Deus me permitiu participar de uma fascinante aventura - fascinante e cara -, sobretudo na hora de definir o encerramento das atividades, fugindo de uma característica de muitas de nossas empresas, que terminam morrendo por inanição, depois de uma longa agonia. O NOVO JORNAL nasceu para ser um puro sangue e merece um fim compatível com o seu DNA.

Olhando para a placa já gasta na parede da sala, leio o outro compromisso firmado pelo NOVO JORNAL, expresso na sua missão: ser novo pela forma diferenciada de apresentar a informação, com uma equipe comprometida com a verdade e a satisfação do leitor.

Na busca pela pluralidade, o NOVO JORNAL selecionou 12 colaboradores que atenderam a nossa convocação e que exerceram seu papel, cada um com um artigo semanal, sem existir um único caso da direção não aceitar pontos de vista contrários ao seu. Havendo um caso exemplar que merece registro por retratar essa visão de pluralidade tentada ao longo desses cinco anos: uma articulista decidiu encampar uma proposta para ser dada ao velho Estádio Juvenal Lamartine. Escreveu três artigos defendendo o seu ponto de vista. E depois veio solicitar que o NOVO JORNAL também comprasse a briga. Foi informada que a direção do jornal tinha uma outra visão do problema (ou da solução), mas que ela continuaria livre para continuar sua pregação no espaço do jornal.

Foi bom enquanto durou. Aliás, foi muito bom. Bom para quem fez e espero que também tenha sido bom para o leitor. – Foi bom pra você?

Tchau, queridos
Este artigo foi escrito para ser publicado em 14 de novembro de 2014, que deveria ser a última edição do NOVO JORNAL, quando um grupo de empresários, formado por Flávio Azevedo, André Elali, Luiz Matida e José Henrique Azeredo resolveu assumir o projeto. Convocado, continuei na condição de colunista, empregado. A eles devo esses quase três anos de prazer diário, nas 935 edições publicadas. Obrigado. A eles, e a Fernando Lessa e Manoel Micó, que conseguiram manter a chama acesa até aqui. Foi bom enquanto durou...

50 anos

Completa exatos 50 anos, neste sábado, do assassinato do médico Carlindo Dantas, na cidade de Caicó. Além de médico, Carlindo havia se tornado um líder popular e exercia mandato de Deputado Estadual quando foi morto por pistoleiros, ainda não identificados até hoje.

Vontade da ZN

O Partage Norte Shopping realizou uma pesquisa para saber o que o consumidor da Zona Norte sentia falta naquele centro de compras. Resposta: - uma Loja Riachuelo. Dois anos depois, está sendo aberta, hoje, a loja nº 300 da Riachuelo, ocupando uma área de 2.355 metros quadrados, localizada no 1º piso, ao lado da praça de eventos. É a terceira Riachuelo de Natal, berço de Confecções Guararapes, a dona das lojas.

Varejo firme

A rede de supermercado Queiroz, de Mossoró, está chegando à capital do Estado. Quarta-feira inaugura sua primeira loja, com a bandeira “Stokfrios”. To´p atacarejo, localizada na BR-406, município de São Gonçalo, próximo a rotatória de Extremoz. É uma loja de 4.400 metros de área de vendas, a maior da rede.

Crossfit na Arena

Neste fim de semana, na Arena das Dunas, será realizada a maior competição de crossfit – um programa de treinamento que promove alta queima calórica – reunindo cerca de 400 atletas de todo o Nordeste, competindo nas categorias mistas “Scaled” e “RX”.

MPB é nossa

Em vez de Música Popular Brasileira, este é Música Potiguar Brasileira, o Festival da Rádio Universitária, que vai acontecer, quarta-feira, no auditório da Escola de Música da UFRN, este ano, homenageado a cantora Glorinha Oliveira.

Doutor designer

Instituído, em março, pelo Ministério da Educação, o doutorado profissional em Designer chega a nossa Universidade Federal, tendo sido aprovado pelo Consepe. Até então existia, apenas, o Mestrado. Integra o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes.

Medida radical

O Prefeito de Macau, Túlio Lemos, anuncia uma mudança radical, diante das frustrações de receita. Ele anuncia a demissão de 290 funcionários municipais que ocupam cargos em comissão. Não sobrará um só.

Sem dinheiro

A Universidade Federal abre, nesta terça-feira, uma feira sem moeda de troca. É a Feira Grátis da Gratidão, inspirada nas “grafiterias” argentinas para estimular doações daquilo que cada um tem de sobre.

ZUM ZUM ZUM

  • Para ninguém esquecer: este sábado é o Dia do Servidor Público.
  • O empresário Abdon Gosson foi reeleito Presidente da ABAV/RN.
  • Trizana Cavalcanti e Dalila de Queiroz, da Secretaria de Turismo, vão a Buenos Aires sexta-feira, para a Feira Internacional de Turismo da América Latina.
  • Nesta segunda-feira, faz 70 anos, que Martins foi elevada a categoria de cidade com o nome de Imperatriz.
  • Sheyla Cristiane Silva Sales é a nova dirigente da Biblioteca Esmeraldo Siqueira, da FUNCARTE.
  • Reconhecida de utilidade pública a Federação de Wrestling, nome complicado que arranjaram para luta livre.
  • O Ministério Público do RN passa a contar com o Comitê de Segurança Institucional.
  • Também foi criado o Comitê de Gestão de Crises de Comunicação Social do Ministério Público Estadual.